quinta-feira, junho 25, 2015

Respeitem meus cabelos, brancos



De noite, enquanto todos dormiam, eu fui ao banheiro e cortei aproximadamente dois palmos do meu cabelo. Mas, espera aí. Não é assim que a história começa. O início está lá atrás, na minha luta oara que a Alice goste dos cachos dela e tenha orgulho do cabelo que tem. Mas um dia ela virou pra mim e disse: mas o seu cabelo é um pouco liso. Desde esse dia eu não paro de pensar: como querer que meus filhos se aceitem como são se eu mesma não dou o exemplo?

Fiz uma conta, por alto, e calculo que faça uns 25 anos ou mais que não uso meu cabelo ao natural. Nem lembro direito como ele era e tudo que tenho são algumas fotos em que ele não está preso em maria-chiquinhas. Há algum tempo minha irmã teve uma reação alérgica e resolveu parar de fazer alisamentos. Olhar as fotos dela me deixou ainda mais pensativa. Conversei com ela sobre o assunto e ela foi toda elogios ao novo estilo.

Quando meu marido chegou do trabalho, abordei o assunto com ele. Pode parecer besteira, mas depois de tanto tempo seguindo uma mesma linha, a insegurança quanto à aceitação dele bateu forte. Expliquei o que queria fazer, o motivo e como ficaria. Ele me olhou, sorriu e disse que eu era quem precisava me sentir bonita, que isso era o importante. Meu coração ficou ainda mais apaixonado, não é?

Comecei a olhar alguns sites, fiz algumas buscas no Google por casos de pessoas que deixaram de fazer alisamentos e resolveram assumir os cachos. Olhei várias fotos de cortes de cabelo, vi vários modelos que me agradaram. Faz um mês que ando procurando tempo para ir ao salão, a raiz estava grande e sem alisamento. Então peguei a tesoura que eu estava utilizando para a costura do meu poncho e, enquanto todos dormiam, eu fui ao banheiro e cortei aproximadamente dois palmos do meu cabelo.

Não tenho como descrever a sensação que tive naquele momento. Eu só conseguia pensar "sou completamente louca!", mas o alívio era imenso. Parecia que estava tirando dez quilos de mim. olhei no espelho e namorei o resultado, disse olá para o cabelo que eu não via há 25 anos.

No dia seguinte mandei um whatsapp para meu marido dizendo que tive um "surto" durante a noite e tosei o cabelo. Ele respondeu, rindo: Meu Deus, ainda bem que foi o seu cabelo. Aproveitei para lembrá-lo que é bom ter medo de mim kkkkkk

Nesse dia tive um evento na Paulista e estreei meu novo cabelo, livre, leve e solta. Também reparei na quantidade de mulheres que estão usando seus cachos ao natural, o que me deixou ainda mais feliz.

Bem, para completar a historia só me resta dizer que, no dia seguinte, fui ao salão e cortei o cabelo decentemente 😂😂😂 E que ainda estranho ao me olhar no espelho, mas que estou me sentindo radiante!



segunda-feira, junho 22, 2015

As mães e suas batalhas diárias (será preciso mesmo)

Mães precisam lutar um monte de batalhas diárias: fazer o filho comer, fazer o filho dormir, fazer o filho botar o casaco e por aí vai... E a gente sabe o quanto tudo isso é desgastante. Ao final do dia parece que a gente REALMENTE esteve numa batalha.

Mas outro dia me peguei pensando no quanto muitas dessas batalhas são inúteis e criadas por nós mesmas, pelas nossas necessidades, de controlar tudo, de que as coisas sejam exatamente do nosso jeito. E o quanto seríamos muito mais felizes se pudessemos abrir mão de algumas coisas.

Uma das combinações da Alice

Quando o Vítor era pequeno ele só se vestia com as roupas mais loucas do mundo, como fantasia do Homem-Aranha, galochas verdes com cara de sapo e gorro. Ou a máscara do Homem de Ferro. Dá para imaginar a sensação na rua? Durante meses só usou uniforme escolar e a fantasia do Harry Potter. Alice usa, há 4 anos, uma meia de cada par. Era um parto colocar duas meias iguais nos pés dela.

Nesses dois casos (e em muitos outros) eu tinha duas opções: arrumar uma briga monstruosa para que eles fizessem do jeito que eu queria ou deixar que eles fizessem do jeito deles. Afinal, qual é o grande mal, além de acharem que a mãe é louca? 😀 O tempo passou e as coisas foram mudando, o Vitor não usa mais galochas verdes (agora usa um boné de aba reta, urgh) e Alice já aceita colocar (as vezes) meias iguais sem chorar litros.


Com uma das fantasias, mas sem galochas hehehe

Nunca me esqueço de uma vez que li um livro sobre maternagem que falava um pouco sobre essas pequenas guerras domésticas. E um dos exemplos era chamar para o jantar na hora do desenho favorito e ter que arrancar as crianças da frente da tv. Ou combinar que vai esperar os 5 minutos que faltam se eles vierem imediatamente.

Claro que é mais fácil falar do que fazer, mas sinceramente é uma questão de acostumar o pensamento e as ações. E de treinar o desapego, da necessidade de ter sempre a palavra final. No fim, acho que aquela frase "você quer ser feliz ou ter razão? " tem o seu valor.

E vocês, já pensaram sobre o assunto

segunda-feira, maio 18, 2015

Fan page e instagram do blog

Vocês sabem o quanto a vida de mãe é corrida. Não é sempre que dá para fazer um texto grande e com muitos detalhes, então não é sempre que dá para vir aqui ao blog. Mas isso não quer dizer que eu não esteja na ativa! Tem postagens todos os dias na fan page e no Instagram. Se você ainda não nos segue por lá, não pode perder tempo!

Confira o caminho das pedras:

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terça-feira, maio 12, 2015

Programação de maio do Espaço de Leitura (SP)


Por que gostamos de ouvir e contar histórias? A resposta deve ser bem longa, assim como é longa a tradição da humanidade de ouvir, contar e recontar histórias. Foi assim que durante muitos anos, os homens acharam uma forma de preservar e transmitir os valores de cada comunidade. Muitos acreditam que a narração seria o modo mais antigo de literatura. E é assim ainda hoje quando uma mãe conta uma história para o filho dormir ou quando o professor apresenta de forma oral um livro para seus alunos, inundando o ambiente com o poder da imaginação das histórias. Por isso, neste final de semana, o Espaço de Leitura, ação sociocultural e educativa do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (FUSSESP), resolveu trazer histórias lúdicas, poéticas e bem-humoradas em dose dupla!

No sábado (16), às 15h, é João Acaiabe quem apresenta PALAVRAS PALAVREADAS, RIMAS, COCHICHOS E VERSOS.  Famoso por sua atuação na TV como o Tio Barnabé, do Sítio do Picapau Amarelo ou como o Chefe Chico, de Chiquititas, João Acaiabe é também um grande contador de histórias. Neste sábado, ele convida adultos e crianças do Espaço de Leitura a viajarem por caminhos profundos embalados pela sua narrativa poética. Ao regressarem ao ponto de partida, seus ouvintes voltam diferentes, como aquele homem que nunca volta ao mesmo rio duas vezes.

E as histórias continuam acrescidas de mistério no domingo (17), às 15h, com Andi Rubinstein e Madalena Monteiro e a contação HISTÓRIAS-DILEMA. Na África Ocidental é uma tradição as pessoas se reunirem nas aldeias para ouvir e contar histórias-dilema: contos que não têm uma solução final, mas propõem um dilema que é discutido por todos. Nessa apresentação, as narradoras selecionaram algumas narrativas que fazem parte do livro O filho do caçador e outras histórias-dilema da África, da própria Andi Rubinstein.

As atividades do Espaço de Leitura são sempre gratuitas e acontecem aos finais de semana no Parque da Água Branca. Todo final de semana, a criançada também pode se divertir e aprender com as brincadeiras ligadas à leitura da atividade maiúsculos & MINÚSCULOS, que sempre acontece às 11h.

O Espaço também oferece acervo variado de livros infantis, infanto-juvenis e adultos, aberto ao público em geral e dispostos em quiosques com temas para a garotada ler e se divertir. Entre eles estão a “Gruta do grito”, o “Clube de histórias” e a “Casa dos livros” que traz também jornais, revistas, histórias em quadrinhos e literatura brasileira e estrangeira.

Exposição Elogio à Pergunta traz laboratório interativo até final de maio
As perguntas são a matéria-prima das invenções? A pergunta vem antes da palavra? A exposição “Elogio à Pergunta”, que vai até 31 de maio, valoriza as questões que promovem o desenvolvimento de crianças e adultos. Brincando com questões que movimentam a imaginação de crianças e adultos, o Espaço de Leitura propõe um momento especial para descobertas, dúvidas e invenções.

A mostra traz a instalação “Laboratório de Perguntas”, um espaço criado para que o público possa fazer suas indagações. Com cenografia que inspira a criatividade, o Laboratório de Perguntas traz engenhocas com diversas perguntas, das mais cabeludas às minúsculas, daquelas dúvidas sobre a criação do universo até aquelas sobre a origem de algumas palavras. Tudo isso em um espaço interativo, repleto de engenhocas e descobertas para os pequenos leitores explorarem. Na área externa ao quiosque onde fica a exposição, ficam os painéis com questões da literatura, além do registro de diversas perguntas e respostas feitas pelos frequentadores do Espaço.

PROGRAMAÇÃO CULTURAL COMPLETA DO MÊS DE MAIO
Sábado, 16
15h | Narração de histórias
PALAVRAS PALAVREADAS, RIMAS, COCHICHOS E VERSOS
Com João Acaiabe

Domingo, 17
15h | Narração de histórias
HISTÓRIAS-DILEMA
Com Andi Rubinstein e Madalena Monteiro

Sábado, 23
15h | Narração de histórias
ENTRE CONTOS, BRINCADEIRAS E PERIPÉCIAS DO BOI-BUMBÁ
Com Cia. Duo Encantado
A companhia apresenta a história do boi-bumbá em um espetáculo repleto de musicalidade e cantigas populares nordestinas. Como num tapete mágico, os elementos apresentados vão compondo o cenário necessário para uma viagem imaginária que envolve os sentidos, evocando memórias e suscitando afinidades entre as culturas de lá e de cá.

Domingo, 24
15h | Narração de histórias
ÁFRICA, UM CONTINENTE DE HISTÓRIAS
Com Dinah Feldman
A narradora trouxe da África um pouco do tempo em que não havia linguagem escrita naquele continente. Era um tempo em que toda a história daquele povo era ensinada por seus narradores. Algumas das narrativas selecionadas são sobre as tribos, as guerras e batalhas e a vida cotidiana.

Sábado, 30
15h | Narração de histórias
CONTOS MEXICANOS
Com Cia. Prosa dos Ventos
A trupe traz o folclore mexicano bem temperado, cheio de ingredientes exóticos e divertidos. Muita música e uma dramaturgia caprichada fazem parte dessas histórias pra lá de animadas: Arriba!

Domingo, 31
15h | Apresentação musical
BANDA CHORO BLUE E OS NOVOS CHORÕES
Com Banda Choro Blue
O Instituto de Música Educação e Cultura Harold Berman Choroblue ensina música a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. A metodologia de ensino promove o desenvolvimento da memória, da atenção, da concentração e do trabalho em grupo. Para esta apresentação, o grupo vai tocar canções de Luiz Gonzaga, entre outras músicas de compositores nordestinos.

sexta-feira, maio 01, 2015

Stars Wars - exposição dos capacetes customizados dos Stormtroopers

Os fãs brasileiros de Star Wars poderão comemorar de maneira especial o “May, 4th”. A estreia do novo trailer de ‘ Star Wars: O Despertar da Força’ foi um dos assuntos mais comentados do mês em todo o mundo e agora o público de São Paulo (e outras cidades do país) poderá ver de perto o novo capacete dos Stormtroopers, que despertou a curiosidade de milhões de fãs.

O item ficará exposto de 2 a 10 de maio no shopping Villa Lobos, aqui na capital. Para compor essa exibição, haverá outros 25 capacetes customizados por artistas brasileiros. “A ideia de customizar esses itens faz parte do projeto Star Wars Legions criado em 2014 pela The Walt Disney Company e a LucasFilm para celebrar a paixão da comunidade artística de ambas as companhias por Star Wars”, comenta Andrea Salinas, VP de Marketing da Dinsey do Brasil.

Ainda neste semestre a exposição segue para o Norte Shopping, no Rio de Janeiro; Shopping Del Rey, em Belo Horizonte; e Shopping Paralela, em Salvador. Além dos capacetes, a exposição também conta com três pôsteres comemorativos, criados por Gen Duarte, Simone Sapienza e Marcelo Eco.