Eu sou contra crianças da idade do Vítor terem celular. Enquanto eu estiver no meu juízo normal, eu não vou com ele a uma loja de celulares e sair de lá com um aparelho novo, não interessa o preço que ele custe. Não acredito que isso seja uma necessidade para crianças, principalmente porque eu sei onde ele está o dia inteiro e, se tiver alguma emergência e eu precise falar com ele, sei onde posso ligar. Nem vou entrar na discussão da saúde e bla bla bla, porque tudo isso é muito vago e ainda não existem estudos convincentes sobre o assunto. Pelo menos não pra mim.
Vítor é louco por tirar fotos e fazer filmes pelo celular (na câmera também). E também adora os joguinhos. Aliás, ele adora todas as funcionalidades de um celular, mas não dá a mínima bola para o objetivo real de um celular: fazer e receber ligações.
Eis que minha mãe trocou o aparelho dela por um mais novo e me perguntou se podia dar o velho pro Vítor ficar fazendo fotos, filmes, jogando e tal. Eu concordei. Quando chegou aqui, descobrimos que o aparelho não funciona sem um chip e o que eu tenho já perdemos os códigos PIN, PUK e assemelhados. Então, lá foi minha mãe (vó é uma coisa) comprar um chip novo pro Vítor. Na hora de pagar, ela se embananou e colocou R$ 10,00 de créditos pra ele. E foi aí que o menino descobriu as mensagens de texto...
Estamos há 3 meses morando longe da família. Ele, mais do que todos nós, sente muita falta da dinda, do avô e da vovó. Até a Alice nascer, ele era a única criança da família, dá pra imaginar o quanto era (e ainda é) paparicado, né? Então comecei a gostar do fato dele ter um celular, pra falar com a família e matar a saudade. Mas é claro que, como tudo naquela casa, defini algumas regras:
1 - Nada do celular ir pra escola (o que ele contra argumentou que na escola dele é proibido. E o Vítor é assim: se é proibido, ele morre mas não faz)
2 - Nada de enviar ou responder uma mensagem sem me consultar antes.
3 - Quer recarregar? Tudo bem, mas com o dinheiro da mesada dele.
4 - Desligar durante a noite e durante o dia (quando ele está em casa) deixar com o volume baixo.
Acho que é isso, basicamente. Se aparecer alguma outra situação, vou criando outras regras. De qualquer modo, o celular tá mais pra qualquer tipo de aparelho, menos um celular. Ele grava o que a gente fala e fica reproduzindo, tira foto de tudo, filma, aprendeu a fazer uma gravação e atrelar ao toque do alarme, programa pra tocar na hora de acordar... uma beleza! rs
E vocês, o que acham de celulares para crianças?






