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quarta-feira, novembro 11, 2015

Resenha: Como criar filhos sem medos - um guia para mães, pais, cuidadores e profissionais de vacinação



Recentemente recebi da Editora Hyria um livro muito interessante e com uma abordagem bastante incomum: Como criar filhos sem medos, de Maria Cristina Martins Alvarega. Confesso que, pelo título, imaginei um tema e, ao ler o subtítulo, descobri que era algo totalmente diferente("Um guia para mães, pais, cuidadores e profissionais de vacinação")!

Ao ler o livro fiquei pensando em como teria sido importante para mim que ele já existisse em 2004, quando tive o meu primeiro filho. Aliás, seria melhor em 2003, quando eu ainda estava grávida, porque ele fala também das vacinas importantes que devem ser tomadas durante a gravidez, Mas não ache que este livro fala somente das vacinas que gestantes, bebês e crianças precisam tomar. Pelo contrário, isso é apenas uma informação extra que vem durante o desenvolvimento do texto, já que o objetivo é abordar o processo subestimado de vacinar: o medo da agulha, as dúvidas e anseios de mães, pais e cuidadores, entre muitas outras inquietações

A autora aborda tópicos muito interessantes e importantes, como reações às vacinas, melhores posições para vacinar o bebê/criança, dar ou não compensações, decisão de não vacinar os filhos, capacitação dos profissionais de saúde para a sala de vacinação, entre muitos outros. Ou seja, apesar de achar que esse livro é super útil para mães de primeira viagem, todas as outras mães também são beneficiadas com a leitura.

Vale a pena também ressaltar que a autora é Mestre pela Universidade Federal de São Paulo - Unifesp/EPM, enfermeira, Especialista em Saúde Pública e mãe. Ela atua no desenvolvimento profissional e capacitação técnica de profissionais de enfermagem em sala de vacinação, vigilância epidemiológica e imunização, sendo responsável por diversas campanhas de vacinação desde 1992.

 Sinceramente, eu recomendo essa leitura!

P.S.: Para saber mais sobre o livroe sua autora, além de ler o primeiro capítulo em pdf, acesse: http://www.ehyria.com.br/como-criar-filhos-sem-medos
Não deixe também de visitar o blog do livro em http://comocriarfilhossemmedos.blogspot.com.br/

quinta-feira, janeiro 29, 2015

Exames detectam se há risco de parto prematuro ou perda de líquido amniótico

No semestre passado eu fui convidada para a inauguração da unidade VIP do laboratório Femme, que trabalha com prestação de serviços de medicina diagnóstica voltada exclusivamente à saúde da mulher. Essa semana eles me mandaram um texto sobre dois exames que não são de rotina durante a gravidez, mas que podem ser de grande utilidade em caso de risco ou angústia, a fibronectina e a amnisure. Como tem muitas grávidas que seguem o blog, achei que era interessante compartilhar!

Imagem daqui
"A gravidez é um período de muitas alegrias, mas também de cuidados redobrados com a saúde e o bem-estar. Por isso, além dos exames de rotina que devem ser realizados ao longo da gestação, existem outros procedimentos complementares que podem ser indicados. A fibronectina, por exemplo, mostra se há probabilidade de parto prematuro e o amnisure aponta se existe perda ou não de líquido amniótico.

“Esses exames ajudam a tranquilizar a gestante, diminuindo a ansiedade. Afinal, o estresse durante a gravidez também é ruim”, destaca o coordenador da área de Medicina Fetal do Femme Laboratório da Mulher, Dr. Roberto Cardoso.

Com as contrações, a fibronectina é liberada através do colo do útero da mulher. Dr. Cardoso explica que quanto mais substância tiver na região da vagina, maior o risco de parto prematuro. “Se o resultado do exame for negativo, a chance do bebê nascer nas próximas duas semanas é de menos de 10% mesmo que existam contrações uterinas. Mas se for positivo, há probabilidade de 50% de parto nas próximas duas semanas”.

Este teste de fibronectina é importante para tranquilizar a gestante e o obstetra, ou para tomar as precauções necessárias, caso o resultado seja positivo. “É indicado para gestação de 22 até 35 semanas e também para mulheres que têm contrações, tiveram parto prematuro anterior ou outro fator de risco, como gestação de gêmeos”, afirma o Dr. Roberto.

Já o teste amnisure detecta a proteína Placental alpha microglobulin-1 (PAMG-1), que está presente no útero, para saber se a gestante está perdendo líquido amniótico ou não. “Muitas vezes a grávida sente umidade na vagina e há a dúvida se é ou não líquido amniótico. É importante saber, pois se existe um rompimento da bolsa tem risco de infecção para a mãe e para o bebê, ou aumento da chance de parto prematuro”, explica o obstetra.

Em caso de positivo, a probabilidade de estar perdendo líquido é de 99,9%. Se for negativo, a chance de não haver perda de líquido amniótico é de 99,1%. O exame pode ser realizado por gestantes entre 15 e 42 semanas.

O Femme Laboratório da Mulher oferece ambos os procedimentos em sua unidade matriz, localizada na Rua Afonso de Freitas, 188 – Paraíso – São Paulo (SP). Os resultados são obtidos cerca de 60 minutos após a realização do exame."

sábado, abril 20, 2013

Grávidas e o mistério do diet e light

*post de minha autoria, publicado no blog Esperando Alice, precursor do Entre Fraldas e Livros


No fim de 2007 tive um problema de resistência à insulina. É um passo para chegar à intolerância a glicose e, logo depois, à diabetes. Lutei muito para reverter esse quadro e aprendi muito sobre light e diet, porque fui totalmente proibida de ingerir açúcar. E o pior é descobrir que, por falta de regulamentação, a gente muitas vezes paga caro por algo que não tem absolutamente nada demais.

Ao engravidar, sofri um pouco no início, porque como não era recomendado tomar adoçantes (só a sucralose, que é super difícil de achar em produtos industrializados), tive muitos gases por causa do açúcar que fermentava em mim. Mas logo me adaptei e, no começo, meus índices de glicose estavam excelentes.

Mas entre a 24 e a 29 semana, a placenta começa a produzir um hormônio anti-insulina, o que pode causar na grávida pré-disposta a intolerância à glicose e a diabetes gestacional - o que está sendo o meu caso. E aí, como agir?

De acordo com a minha nutricionista, os únicos totalmente liberados são os naturais, como a sucralose (derivado da cana), a frutose (de frutas), a stévia (de uma planta) e a lactose (do leite). Depois disso, ainda dá pra usar, em casos isolados, o aspartame. Evitar a todo custo o ciclamato e a sacarina (derivados de petróleo).

E você deve estar se perguntando qual é o mistério, enfim. Acontece que o Brasil não tem regulamentação para os produtos lights e diets, o que faz com que tudo vire uma grande bagunça. Quer um exemplo? Se você não pode ingerir açúcar, fica muito complicado tomar iogurte. A maior parte das marcas existentes no mercado se dizem lights simplesmente porque usam leite desnatado. Raras trocam o açúcar por adoçante. E eu ainda não descobri uma que use sucralose, o que significa que eu não posso tomar iogurte nenhum. Como adoro, estou comprando coalhada e adoçando eu mesma.

O light então seria aquele produto que, de um modo ou de outro, reduziu calorias. Não interessa se foram 10 ou 100 calorias. As barras de cereais, por exemplo. Eu pagava mais caro por uma barra light até começar a ler o rótulo com atenção e ver que a diferença entre ela e uma barra normal era de aproximadamente 10 calorias. A normal tinha 110 e a light tinha 100, ou 90.

E o diet? Teoricamente, o que é diet não pode ter açúcar. Seriam produtos destinados, por exemplo, aos diabéticos. Por isso, nem sempre os produtos diets servem para emagrecer. O chocolate diet por exemplo, é muito mais calórico do que o normal, porque para compensar a retirada do açúcar é preciso aumentar muito a gordura do produto. Não é para emagrecer, é para que um diabético não precise se privar de comer chocolate.

Aprendi então que o segredo é ler o rótulo com muita atenção. Fazendo isso descobri muitos pães integrais que não eram tão integrais assim, iogurtes que eu jurava que não continham açúcar (como o Molico, que eu adoro), que só uma marca de produtos do tipo Danette que são lights realmente não usa açúcar, que é muito raro achar um suco que use sucralose, que é impossível achar um sorvete que use sucralose (e é quase impossível achar um que use adoçante).

Por sinal, demorei pra descobrir a sucralose. Achei que todo açúcar light era sucralose, mas também é uma bagunça. Cada um tem uma fórmula diferente e um preço diferente. Aquele Magro usa sacarina sódica e ciclamato sódico. O Açúcar Light União mistura sacarose com sucralose. O Línea é só sucralose, mas em pó vem em envelopinhos, um saco abrir um por um. Tem o culinário, que vem numa embalagem maior, mas é caro e não dura muito. Tenho então utilizado o da União mesmo, mas também ninguém aqui em casa mais usa outra coisa. rs

Bem, agora é ficar firme pra garantir a saúde da minha baixinha. Porque se eu evoluir pra diabetes gestacional ela pode ter macrossomia e sofrer de hipoglicemia ao nascer (o pancreas dela está produzindo muita insulina por causa do meu sangue. Mas qdo ela nascer não vai mais receber o meu sangue e aí pode dar queda na glicose). E é claro que eu não vou querer que isso aconteça, então estou me esforçando bastante!

quarta-feira, março 27, 2013

Coisas que aprendi com a 1a gravidez

*post de minha autoria publicado originalmente no blog Esperando Alice, que precedeu o Entre Fraldas e Livros

De tanto bater papo com outras barrigudas sobre gravidez e afins, descobri um monte de coisas que aprendi com a 1a gravidez e não me incomodam tanto (ou nada) nesta 2a:

- Cesárea ou parto normal? Na gravidez do Vítor eu comprei livros sobre parto normal, fiz exercícios, entrei em listas de discussão, troquei de médico aos oito meses porque o meu era cesarista assumido. No fim das contas, o Vítor se enrolou no cordão e não adiantava nem o Papa vir me dizer que isso não era motivo pra cesárea, porque pra mim era e pronto. E no fim das contas, pra mim não faz diferença por qual buraco ele saiu, eu o amei muito, demais. E o pior: falaram tão mal, mas tão mal de tudo e eu achei tudo tão tranquilo, que agora tenho medo é do parto normal! kkk (o desconhecido sempre assusta, né?)

- A hora do nascimento. Quando chega nas últimas semanas, os sintomas se intensificam: dores, cólicas, contrações de Braxton-Hicks... tudo isso faz a gente achar (quer dizer, TER CERTEZA) que a data provável do parto dada pelo médico está ABSOLUTAMENTE errada. E que o bebê vai vir antes, com certeza. Junte-se a isso o fato de que todo mundo começa a dizer que sua barriga tá baixa (ou alta) demais, a ligar dizendo "eu achava que já tinha nascido" e coisas do tipo. A medida que o tempo vai passando, a gente vai ficando ainda mais e mais ansiosa, um saco! Agora quando falam "tá pertinho", eu já falo logo "tá nada, vai demorar muito ainda". Já me basta a minha ansiedade, não preciso da ansiedade dos outros.

- Estrias. Desta vez não gastei rios de dinheiros com cremes caros contra estrias. Da última vez eu me lambuzava inteira todos os dias, com cremes de marcas caras, específicos pra gravidez ou não. O resultado? Fiquei com a barriga igualzinha a um mapa hidrográfico da bacia amazônica. E não estou exagerando não, é verdade mesmo. Eu até pensei em fazer tratamento (caríssimo), mas fui pesquisar antes e descobri que se eu engravidasse de novo, as mesmas apareceriam novamente. O que significa que o dinheiro iria todo ralo abaixo. Pergunta se dessa vez apareceu alguma estria nova!! Nenhumazinha, só as minhas "velhas" amigas mesmo! kkkk

- Peso e alimentação. Parece um pouco com a cantilena do parto normal. Se a gente fizer uma lista das coisas que grávida não pode comer, todas morreriam de inanição. Tudo bem, vamos colocar os pingos nos is: quando comemos uma coisa, nosso corpo se encarrega de "pegar" todos os nutrientes e distribuir "por aí", por meio do sangue. Aquilo que não presta é eliminado, pela urina e pelas fezes. O que é levado para o bebê é o sangue, não o que comemos. Então vamos esquecer aquela história de que tomar café ou coca-cola é a mesma coisa que colocar na mamadeira e dar pro bebê, porque não é.

Devemos evitar? Sim, devemos. Porque cafeína demais faz mal pra gente, quanto mais para o bebê. Assim como devemos evitar outras mil coisas, principalmente o álcool. Mas acredite, tomar uma lata de refrigerante não vai fazer seu bebê nascer diferente do que nasceria se você não tomasse. Em tudo no mundo a gente precisa ter meio termo, não precisamos exagerar, não é?

E o massacre sobre engordar demais? Estou realmente começando a achar que os médicos gordos que não conseguem emagrecer descontam toda a sua frustração na pobre grávida indefesa. Conheço pessoas que engordaram 20, 25, 30 kg na gravidez e todas estão muito bem, obrigada. É saudável? Provavelmente não, mesmo que não estivessem grávidas. Mas alguém acha que o terrorismo que alguns médicos fazem vai realmente mudar alguma coisa? Uma amiga de twitter contou que o dela chegou a dizer que iria fazer uma incisão vertical na barriga dela, já que ela não estava ligando mesmo pro peso. Detalhe: ela engordou 9 kg!!! Não seria muito mais razoável dizer a elas pra procurar uma nutricionista, que orientaria muito melhor, sem terrorismos inúteis?

Só pra constar: desta vez acompanhei toda a gravidez com uma nutricionista, que me orientou o tempo todo, inclusive nas minhas escapulidas. Até agora engordei 12 kg e tô muito feliz com isso. É muito? É pouco? Não tenho idéia, deixo essa preocupação pra ela! kkk

- Conselhos x palpiteiras de plantão. "Se conselho fosse bom, ninguém dava: vendia" Não concordo com isso. Ouvi muito os conselhos legais das minhas amigas que já tinham passado por isso e ainda ouço, adoro! Pra que cometer um erro se eu posso aprender com a experiência do outro? Acontece que conselho é muito diferente de palpite. E que é muito diferente de comentário. Coisas do tipo, "você está imeeeensa", "tem certeza de que é um só?", "como foi que isto aconteceu??" (fui mãe solteira da primeira vez) e "cadê o pai?" não acrescentam nada à sua vida e ainda te deixam mais irritada. O que aprendi: a deixar entrar por um ouvido e sair pelo outro. Confesso que de vez em quando ainda deixo o sangue subir, mas na maior parte das vezes só desabafo no twitter e não desconto na pessoa (embora algumas mereçam). Isso também vale

- Mitos. Nem caio mais nessas. Quando gosto muito da pessoa, esclareço com calma. Quando vejo que não tem futuro, nem ligo. Coisas do tipo: "azia é sinal de bebê cabeludo" (quase morri de azia e o Vítor só foi ter cabelo aos 2 anos), "barriga pontuda é sinal de menino, espalhada é sinal de menina" e "beber água gelada dá pneumonia no bebê". Já até desenvolvi um olhar bem atento e um balançar de cabeça, pra usar enquanto finjo que estou interessada e minha mente vagueia por outras coisas mais importantes.

Bem, por fim, digo que aprendi uma coisa: não existe verdade absoluta. Tudo o que eu disse aí em cima é o que EU acho. Não quer dizer que eu não tenha amizade com pessoas que pensem totalmente diferente de mim. Algumas são MUITO amigas mesmo, porque temos uma coisa em comum: respeito à opinião alheia. Eu acho uma coisa e não tento impor, a pessoa acha outra coisa e não tenta me impor. Pronto, tudo fica bem.

terça-feira, abril 06, 2010

Ainda sobre Noronha

Hoje, ao abrir meu e-mail, me deparei com o comentário do senhor Frederico de Alencar Lasmar, gestor do Sistema de Comunicação do Arquipélago de Fernando de Noronha. Fiquei feliz em receber sua resposta, o que significa que o apelo feito no blog não foi em vão, que não estou "pregando pro vazio", não é? :)

(Só para constar: eu liguei para o arquipélago, confirmei que ele existe e que foi ele quem me mandou a resposta, tá?)

Bem, vou colocar lá no final a resposta dele na íntegra, mas vou também dar um resuminho do que ele falou. Valendo lembrar que esse é a versão do poder público, tá? Se agora fosse setembro - quando eu estarei lá - conversaria também com alguma moradora da ilha, para pegar também a versão deles sobre o assunto.

De acordo com o senhor Lasmar, na semana passada foi apresentado um relatório com os desafios, ações, propostas, responsáveis, metas, indicadores e prazos para o Plano Noronha +20. Esse projeto define o que se é desejado para o arquipélago de Noronha nos próximos 20 anos e estabelece um ideal de gestão para que seja alcançada a sustentabilidadeno local.

O gestor afirmou ainda que esse estudo indica, entre outras coisas, que a ilha está em seu limite populacional, e que a meta é manter esse nível ou restringir ainda mais, caso não seja criado um modelo sustentável de vida nos próximos anos. "Estamos discutindo com a Secretaria Estadual de Saúde a reforma física do espaço para que possamos cumprir a meta do Plano de Saúde. Nascer em Fernando de Noronha significa também uma equipe médica permanente no arquipélago, um banco de sangue, equipamentos específicos e outras demandas (que significa aumento de carga para a Ilha)", esclarece.

Resumindo a história: por enquanto, as gestantes continuarão a fazer o pré-natal até o 7º mês na ilha e serão encaminhados para a conclusão do pré-natal e parto em hospitais do continente - Recife.

Vale ainda ressaltar a última fala da mensagem enviada por Lasmar: "Quero salientar que nascer ou não em Fernando de Noronha é na realidade uma premissa menor, a questão fundamental identificado nesse estudo é aumentar ou reduzir a carga que Fernando de Noronha suporta, e é isso que vai pautar nossas decisões como gestores da coisa pública a partir desse momento histórico para nosso Arquipélago".

Enquanto isso, eu sigo torcendo para que nesse estudo seja priorizado uma forma menos traumática de "fazer o melhor" para a gestante. Principalmente pelo fato de que elas são obrigadas a entrar de licença maternidade já no 7º mês de gravidez. Se o bebê nascer com 38 semanas, a mãe já estará sem trabalhar há 10 semanas. Foram preciosos 70 dias que essa mãe desperdiçou, que ela poderia ter usado pra ficar com seu bebê.

Além disso, a gestante já está, normalmente, num momento delicado de sua vida - sem contar na enxurrada de hormônios que invadem seu corpo. Dá pra imaginar nesse momento ela ser afastada do seu companheiro e de seus amigos, levada para outro local, onde muitas vezes ela não tem um parente ou amigo?

Obrigada ao senhor Frederico Lasmar por ter nos dado um feedback sobre a situação no arquipélago. Segue a resposta dele, na íntegra:

"Caros leitores,

Na semana passada Fernando de Noronha viveu um momento histórico: foi apresentado o relatório com os desafios, ações, propostas, responsáveis, metas, indicadores e prazos para o Plano Noronha +20. Após três anos de estudos sobre a capacidade de carga do Arquipélago, envolvendo, entre outros, o ICMbio, a Administração do Arquipélago de Fernando de Noronha, Ministério Público Estadual, SPU, CPRH, IPHAN, Ministério do Turismo, Ministério do Meio Ambiente, Ministério das Cidades, SECTMA, Sociedade Civil, que deu origem a esse relatório propondo o que queremos de Noronha nos próximos 20 anos. Esse estudo estabelece um ideal de gestão para alcançarmos a sustentabilidade em Fernando de Noronha. Ele indica, por exemplo, que a ilha está em seu limite populacional, e que a meta é manter esse nível ou restringir se não criarmos um modelo sustentável de vida nos próximos anos. No raciocínio lógico este seria a premissa maior para nossa orientação: reduzir. A maternidade e o centro cirúrgico foram desativados em 2003 pela Secretaria Estadual de Saúde. Entendemos a importância e a necessidade de reativar a estrutura da sala de parto e do centro cirúrgico. Estamos discutindo com a Secretaria Estadual de Saúde a reforma física do espaço para que possamos cumprir a meta do Plano de Saúde. Nascer em Fernando de Noronha significa também uma equipe médica permanente no arquipélago, um banco de sangue, equipamentos específicos e outras demandas (que significa aumento de carga para a Ilha). Tendo em vista as dificuldades inerentes e ao local remoto e de difícil acesso, enquanto não tivermos a certeza de oferecer parto de qualidade e com segurança, as gestantes farão o pré-natal até o 7º mês na ilha e serão encaminhados para conclusão do pré-natal e parto em unidades de referência no continente, sempre com o acompanhamento de nossa equipe. Quero salientar que nascer ou não em Fernando de Noronha é na realidade uma premissa menor, a questão fundamental identificado nesse estudo é aumentar ou reduzir a carga que Fernando de Noronha suporta, e é isso que vai pautar nossas decisões como gestores da coisa pública a partir desse momento histórico para nosso Arquipélago. Estou à disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários.

Atenciosamente

Frederico de Alencar Lasmar
Gestor do Sistema de Comunicação do Arquipélago de Fernando de Noronha"