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sexta-feira, novembro 04, 2011

Minha vida entrou em looping

 
Atualmente, minha vida está no meio do caos. Funciona mais ou menos com uma bola de neve, ou um looping, se preferir. É assim: a Alice e eu ficamos doentes. Ela dorme mal, eu também. Em certa altura da madrugada, cansada e fazendo qualquer negócio pra dormir pelo menos 30 minutos direto, eu cato a bichinha e coloco pra dormir comigo, na cama, num colchão no chão, em qualquer lugar. Daí, como dormi mal de noite, durante o dia eu me divido em duas fases: de manhã estou tão passada de sono que parece que estou vivendo um sonho. De tarde tenho enxaqueca. Quando vejo que a enxaqueca não vai mesmo passar, tomo um comprimido. Duas horas depois, a enxaqueca ainda não passou, então eu tomo outro. A essa altura já é fim da tarde e eu estou no agitadissima pela cafeína dos comprimidos, mas completamente exausta. Faço o que posso de noite em casa (porque estou exausta) e não consigo dormir cedo (por causa da cafeína dos comprimidos). Aí durmo mal novamente por causa da Alice e o resto você já sabe.

Privação do sono é uma das piores coisas que o ser humano pode sofrer, vai por mim. Aliás, acho que tortura física é coisa muito ultrapassada. Se você quer mesmo torturar uma pessoa, deixe-a sem dormir por dois ou três dias e ela te conta qualquer coisa, qualquer coisa mesmo! Claro que eu não cheguei a níveis extremos, mas mesmo assim estou ficando um caco. Não vou nem comentar a cara horrorosa que eu tenho exibido diariamente no trabalho. Vou só te contar uma coisinha que aconteceu ontem: eu estava esgotada e Alice grudadissima em mim, como sempre. Já que arrumar a casa e fazer janta não ia rolar mesmo, subi pro meu quarto, deitei na minha cama, liguei a tv e soltei a ferinha. Ela subia e descia da cama a cada 30 segundos. Em certo ponto, não sei quanto tempo depois, eu acordo. Gustavo parado na porta me olhando, Alice abraçada comigo dormindo e Vítor se escondendo do Gu embaixo do meu edredon. Pergunta se eu vi tudo isso acontecer, pergunta...

Mas não precisam se preocupar, que eu não corro o risco de começar a ver seres extraterrestres entrando na minha casa e nem passarinhos verde invadindo a Terra não. Graças a Deus a Alice está melhor da gripe e já estou em processo de desacostumá-la a mudar de cama durante a noite. Além disso, meu cansaço extremo me ensinou a falar pro Gustavo de madrugada: "sua filha tá chorando, vai lá", o que me descansou um bocado, então acho que em alguns dias eu tô nova. Mas não pronta pra outra.

terça-feira, março 23, 2010

E eis que apareceu o culpado


Faz um tempinho que a Alice acorda às 3 da manhã chorando e não quer dormir mais. Ela, que sempre fez suas refeições da madrugada de olhinho fechado, agora tava querendo agitação. Domingo agora foi o pior dia: ela mal dormiu o dia inteiro e de noite só foi dormir às 2 da manhã. Eu já preocupada, achando que o resfriadinho tinha evoluído pra uma dor de ouvido, sei lá.

Ela tinha pediatra na segunda-feira (22/03) e lá a médica anuncia: você viu que nasceu um dentinho aqui? Como assim?? Eu passei o dedo na gengiva todinha de madrugada e não tinha nada lá!! Bichinho rápido! rs

E foi assim que descobrimos o culpado por nossas noites mal dormidas. Mas nem adianta vocês virem me pedir fotos. Alice não quer abrir a boca por nada neste mundo, se eu tento é um chororô só. Vamos ter que esperar mais uns dias...rs

Aliás, que vida: um caindo dente e a outra nascendo! kkk

domingo, novembro 29, 2009

Sono, bebês e mamães

Quando eu tive o meu primeiro filho, não dormi nem uma noite no primeiro mês. Nem umazinha só. No hospital, ele chorou de fome porque eu ainda não tinha leite e o "amável" pediatra de plantão se recusou a receitar o complemento. Pra ele, eu estava de frescura e não queria amamentar meu filho. Vítor chorou a noite inteirinha, revezando entre o colo da minha mãe e o meu peito. As outras noites eu passei com ele em cima de mim. O menino morria de cólicas, que só aliviavam nesta posição.

Enfim, tive outras noites mal dormidas com ele, mas qdo ele fez 2 anos eu resolvi que já estava na hora de dar um basta naquilo. Minha vida já tinha voltado ao ritmo normal, emprego e etc, mas meu sono não e isso estava acabando comigo. Comprei o livro Nana Nenê mas não gostei muito. Então me indicaram o Soluções para Noites sem Choro, que me ajudou MUITO.

Eu já nem pensava mais nesse livro, até que a Alice nasceu. Mas mesmo antes de pensar no livro, tudo foi muito mais tranquilo dessa vez. Ela não tem tanta cólica quanto o Vítor, então facilitou bastante.

Mas acho que tem uma postura minha que é fundamental nesta fase da vida. Eu também tive essa postura com o Vítor e vejo que a mãe que não pensa assim, sofre muito mais. Já conversei sobre isso com várias amigas, grávidas e mães de recém nascidos, também pelo twitter e orkut. E gostaria muito que as mulheres sempre pensassem deste jeito, tornaria a maternidade muito mais leve.

Não adianta querer que o bebê durma a noite inteira. Você pode querer, mas ele não vai corresponder às suas expectativas, o que vai trazer muito desgosto e cansaço. Como diria nossos avós, não adianta dar murro em ponta de faca. O bebê recém nascido é exigente, o centro do universo e quer tudo para aquele minuto.

Além disso, imagine se tudo o que você pudesse comer fossem líquidos. De quanto em quanto tempo sentiria fome? Pois é, ele só toma leite. O leite materno é digerido rapidamente e os bebês precisam se alimentar periodicamete duranteo dia e a noite, por pelo menos alguns meses. O estômago deles é muito pequeno para segurar um suprimento que dure a noite toda.

Já os bebês alimentados com as fórmulas artificiais podem aguentar até 4 horas entre mamadas, porque demora mais para ser digerida que o leite materno. Ainda assim esses bebês precisam ser alimentados durante a noite quando acordam.

Sabendo disso, como querer que eles durmam como os adultos dormem? Olha só o que a autora Janet Balaskas diz sobre isso:

"Alguns pais têm expectativas não realistas sobre seu bebê e podem lutar por meses, tentando fazer com que seu filho tenha um padrão de sono que não se adequa à sua fisiologia. (...) Nos dias atuais, muitas pessoas têm um estilo de vida pressionado pelo tempo, de movimento rápido e orientado pela carreira, que requer sono ininterrupto à noite. Essas pessoas podem, portanto, ser atraídas por um método de “treinamento de sono” que prometa que seu filho pode ser ensinado a dormir sozinho desde cedo. Pode ser dito que nossa sociedade é obcecada com fazer os bebês “dormirem a noite toda” o mais cedo possível."

Também posso completar com um trechinho do livro que citei lá em cima:

"Recém-nascidos não têm problemas para dormir, mas os pais, sim. Bebês dormem quando estão cansados e acordam quando estão prontos. Se o horário deles gera conflito com o seu, o problema não é dos pequeninos, que nem mesmo sabem o que está acontecendo."

Enfim, o ponto onde quero chegar é:

1 - Tenha bem claro em sua mente que a prioridade é o seu bebê. Sua casa não é prioridade, nem você, nem seu marido. Quanto mais expectativas você criar sobre fazer coisas não ligadas ao bebê, mais você vai sofrer para passar por esta fase;

2 - Se você, como eu, tem outro filho, consiga alguém para dar atenção pra ele enquanto você se dedica ao novo bebê. Sempre que você puder, fique com o mais velho com e sem a presença do bebê, para que ele veja que não foi esquecido com a chegada do caçula e acostume-se com a presença dele. Mas uma pessoa para se dedicar a ele é importante neste começo para que você possa entrar no ritmo do bebê sem se sentir culpada por "abandonar" o mais velho.

3 - Aprenda a se "desligar" da pequena bagunça doméstica. A "neura da limpeza" definitivamente não vai ajudar nessa fase. Você terá muito tempo depois para organizar tudo do jeitinho que você quer e gosta. Um pouco de desorganização agora não vai matar ninguém e faz parte do processo. (se o marido reclamar, mande-o ir limpar)

4 - Nessas primeiras semanas, deixe o bebê dormir no seu quarto. Eu coloco a Alice ao lado da minha cama, no carrinho dela. Isso evita aquele vai e volta do seu quarto pro dele a noite inteira. Você já vai ter pouco tempo pra dormir, imagina se ainda tem que se deslocar! Detalhe: isso não significa colocar o bebê pra dormir na cama com você!!!

Abre parenteses E aqui vai a minha opinião, extremamente pessoal. Pra mim, cada macaco no seu galho. Dormir com um bebê na cama pode ser perigoso e, além disso, interfere no seu relacionamento com o seu marido, que já deve estar suficientemente extremecido pela gravidez, né? Tá bom que nos primeiros 40 dias nada demais vai acontecer mesmo, mas pra quê se privar do carinho? Fecha parenteses

5 - Quanto mais você entrar no ritmo do bebê, menos cansada você vai se sentir. Não se acanhe de dormir até meio dia ou mais. Se você parar para contar, mesmo dormindo até esse horário, provavelmente não terá dormido nem 6 horas. Sim, seu horário de almoço e demais refeições vai ficar diferente dos demais mortais. Mas quem disse que você é um mortal comum, né? Só tome cuidado para não descuidar da alimentação, pois o bebê precisa de um certo aporte de calorias que será provido por você - se você amamenta, claro. Eu me consulto com uma nutricionista, que me orienta direitinho sobre o que eu devo fazer.

Dicas para saber mais:

Soluções para Noites sem Choro - Elizabeth Pantley - Ed. M. Books