Mostrando postagens com marcador aventura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aventura. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

Passeio com crianças: 10 dias em um veleiro, entre Ubatuba e Paraty

Faz tempo que estou devendo um post sobre as viagens que fiz com as crianças no veleiro do meu pai, um Fast 345 (34 pés e meio de comprimento, o equivalente a 10,50 metros), o Alphorria. Só para ambientar quem não está acostumado com veleiros, o Fast 345 é assim por fora:

Alphorria ancorado na Baía da Preguiça


E assim por dentro:

Uma cabine (quarto) na proa (parte da frente do barco) e outra cabine na popa (parte de trás do barco).
Duas camas de solteiro, uma a boreste (direita) e uma a bombordo (esquerda).
Ao lado da cama de bombordo, uma mesa de navegação.
Ao lado da cama de boreste, a cozinha.
Entre a cabine de proa e o resto do barco, um banheiro.

Bem, eu expliquei tudo isso por alguns motivos. Primeiro porque quando se fala em veleiros, as pessoas logo pensam em iates. Quando digo que meu pai mora em um barco, muitos dizem: que chique! E isso é um grande engano! Velejar está mais para acampar do que para hotel de luxo. Mas isso é tema para um outro post, que virá depois. Hoje vou me ater à viagem, ou isso aqui vai ficar imenso e ninguém vai querer ler. E continuando os motivos, o segundo é que é importante para o post demonstrar que, apesar de ser um espaço relativamente pequeno, tem toda a estrutura necessária para levar crianças. Inclusive conheci pessoas que ficaram o mesmo tempo que nós em barco muito menores e também se divertiram muito.

Brincando de panelinha durante uma das travessias.

Brincando de areia na praia de Almada.
Bruno, Paula e Pedro (só faltou o Fernando na foto), tripulação do Acrux,.
Ficamos 10 dias a bordo com meu pai, participando do Cruzeiro Costa dos Tamoios, realizado pela Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro (mais informações sobre o Cruzeiro e sobre a ABVC aqui). Como meu pai não conseguiu levar o barco para Ubatuba a tempo (de onde o Cruzeiro partia), nosso primeiro dia foi navegando de Angra em direção a Ubatuba, para encontrar o pessoal. No primeiro dia cruzamos a tão temida Ponta da Joatinga (enJoatiga para alguns), famosa por seu mar batido e que faz tantos navegantes enjoarem. Claro que eu e meu pai estávamos meio preocupados com as crianças, com medo de que elas enjoassem, já que eles nunca tinham feito uma travessia tão grande, mas não deixamos transparecer para que eles não ficassem influenciados. O Vítor realmente deu umas enjoadas e umas vomitadas, mas logo depois dormiu e ficou tudo bem. Alice enjoou por minha culpa: eu tava com sono e fui para a cabine dormir e levei-a comigo. Não se deve ficar dentro do barco com ele em movimento, no mar batido, porque isso causa enjôo...dito e feito. Mas não tivemos mais problemas com isso. Inclusive, como meu pai comentou depois, eles deram muito menos trabalho do que muito marmanjo que velejou com ele.

Vítor fazendo cara feia para a Ponta da Joatinga, onde ele enjoou.

Durante esses dias visitamos a Ilha Anchieta (uma reserva ambiental), praia de Almada (no litoral norte de Ubatuba, meio isolada e deliciosa), Ilha da Cotia (uma ilha completamente desabitada e com linda baía) e Paraty. Foram dias muito gostosos, de acordar e dormir cedo, nadar bastante, comer peixes e frutos do mar, bater muito papo e fazer novas amizades. Em vários dias choveu, mas normalmente o tempo só ficava nublado, então dava para curtir bastante.

Ilha da Cotia

Nadando na Baía da Preguiça (perto da Ilha da Cotia)
A pergunta principal que me fazem é: mas eles não te deram trabalho? Sim, deram. As vezes desobedeceram, as vezes fizeram pirraça, as vezes brigaram. Mas, sinceramente? Foi exatamente o mesmo trabalho que me dão em casa. E não ficaram entediados nem uma vez, nem umazinha só. Mesmo quando choveu muito e não dava para sair do barco, eles viam dvds, liam revista, coloriam ou ficávamos todos juntos batendo papo. Na maior parte do tempo só a paisagem diferente era suficiente para distrair as crianças, já que sempre tinha um barco passando por perto, uma praia diferente, uma montanha alta, até golfinhos vimos!!

A visita dos golfinhos!
Assistindo dvd num dia de chuva. Esse aí pode ser carregado na tomada elétrica ou acendedor de cigarro.
Claro que o barco não é como nossa casa e é preciso ter jogo de cintura para adaptar as situações. Mas não é nenhum bicho de sete cabeças e, qualquer pessoa que já tenha passado alguns dias fora de casa com seus filhos também conseguirá fazer o mesmo no barco. E quer saber? Além de ser uma delícia, as crianças aprendem tanto!! Vale muito à pena!

Essa é a cozinha: nesse espaço tem fogão, geladeira, pia e armários.
Aquele pedal ali embaixo é que faz a água da pia sair.
Quando aparece um solzinho a gente corre pra estender as roupas.
Para economizar água doce (que é limitada num barco), a gente lava tudo com água salgada
e passa na água doce no final.
Em breve farei um outro post, contando do Cruzeiro Costa Caipira, que fizemos agora no começo do ano e que foi bem diferente (embora igualmente delicioso).

segunda-feira, janeiro 21, 2013

Crianças combinam com longas navegadas?

Eu ouço alguns comentários sobre crianças que sempre me causam estranheza. E nem é tanto pela experiência que tenho com meus filhos, mas pelo jeito que fui criada pelos meus pais. Me lembro que meu pai dizia que a gente nunca dava trabalho quando estava acampando ou viajando, só quando ficávamos muito tempo dentro de casa.

E um comentário desse tipo é que crianças não combinam com velejadas longas ou longas temporadas dentro de veleiros. Mesmo com diversos casos de famílias que moraram em veleiros por muitos anos e tudo deu certo, isso é tratado como caso isolado.

Quem acompanha o blog sabe que em novembro passei 10 dias no barco do meu pai com as crianças e foi uma delícia. Confesso que ainda estou devendo um post sobre isso, ainda mais agora que passamos mais 10 dias lá agora em janeiro. Mas o que eu quero ressaltar é: foi uma delícia, adoramos e eles sempre pedem mais. 

Para desmistificar isso, tem um convidado especial aqui no blog hoje: meu pai, Maurício Rosa, comandante do Fast 345 Alphorria e autor do livro "Gastronomia para Veleiros"




JAMAIS LEVE CRIANÇAS PARA VELEJAR EM MAR ABERTO!!!

Eu sabia disso, e insisti porque quis. Crianças não devem velejar em mar aberto porque enjoam... crianças não se adaptam ao pequeno espaço de um veleiro porque não tem para onde correr e ficam logo aborrecidas... crianças não gostam de viagens longas em veleiros porque a paisagem é sempre a mesma...

Quem mandou ser teimoso? Apesar dos vários avisos eu resolvi, em novembro passado, correr o risco de levar meus netos, o Vítor Alves de 8 anos e a Alice, de 3, de Bracuhy (entre Angra e Parati) até Ubatuba, para um cruzeiro Ubatuba-Parati (para quem ainda não é do ramo, cruzeiro é um passeio de vários barcos a vela, diferente da regata, que é uma competição).



A mãe deles, a Thaty, minha filha, que já é do ramo, estava também. O Vitor até já tinha experiencia de barco desde os 4 meses, incluindo um passeio em Búzios. Mas a Alice ainda não, só rápidas navegadas pelo Lago Paranoá, em Brasília.

E não deu outra: eles... adoraram! Para mim esse era o risco: curtiram muito. Claro que certa hora, com o mar batido da Ponta Negra, depois da Joatinga, deram uma pequena enjoada, mas nada demais. E nem foi diferente de muito marmanjo que já navegou comigo e me deram bem mais trabalho. 



E aconteceu o que eu previa: agora eles querem vir sempre. Bem feito... mesmo... Muito legal! 

Algumas fotos que comprovam o que ele falou:

Brincando de panelinha com a nova amiga.

Observando o abastecimento do barco

Depois de uma enjoada rápida, tudo ficou bem.

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

Viagem a Búzios - parte II

Bem, vamos ao segundo post da série, não é? Eu imagino que vocês estejam morrendo de curiosidade para saber o que foi que houve com o barco do meu pai. A princípio eu entendi que ele tinha ficado preso em uma rede de pesca mal sinalizada, mas não foi isso que aconteceu. Ele encontrou 3 redes de pesca imensas, bem sinalizadas, mas imensas e teve que desviar. Cada rede de pesca era tão grande que eles levavam cerca de 20 minutos para encontrar o final. Aí, quando retomavam o rumo, dava uns 10 minutos, eles encontravam outra. Para vocês entenderem melhor, eu fiz um desenho fajuto:

Eu não sei desenhar, nem a mão nem no comuputador. Please, continuem me amando.
Enfim, as coisas no mar não são como em terra, que basta você desviar e pronto. Essa brincadeira aí atrasou a viagem deles em 4 horas. E como lá não pegava celular, ficamos todos sem saber o que tinha acontecido.

Bem, mas aí vamos para os dias da viagem propriamente dita. Ou seja, os dias em que curtimos Búzios e o Alphorria. Já falei como foi o primeiro dia, mais estressante, porém bem aproveitado. No segundo dia de manhã tomei café bem cedo, fechei a conta na pousada e me mandei de mala e cuia (quase literalmente, sem cuia) para o barco. Ainda não sabíamos bem como ficariam as coisas, meu pai tinha que resolver mil coisas se fossemos sair para Angra, então passamos o dia pela cidade, procurando previsões metereológicas e coisas para abastecer o barco.

Logo tivemos nossa má notícia: estava vindo uma frente fria forte, não poderíamos sair com o barco antes de domingo. Como na segunda eu teria que trabalhar, foram por água abaixo os planos de levar o barco. Então, já que estávamos lá mesmo, bora curtir meu pai, a praia e o Alphorria, não é verdade?

Vítor ficou louco com esse castelão

O rapaz foi super atencioso, ensinou a ele como fazer um também.
Posso dizer um monte de coisas boas dessa viagem, mesmo com chuva (é, depois do primeiro dia o tempo ficou super feio). Mas algumas merecem destaque: 

- Descansar. Eu andava precisando desesperadamente de um descanso. Lá não tinha casa pra arrumar, crianças pra cuidar, mil trabalhos pra fazer. Eu podia ficar deitada lendo por horas e horas sem me preocupar com mais nada.

- Despreocupar com o Vítor. Primeiro porque ele andava morrendo de saudades do avô e vice versa. Então eles se grudavam e isso era ótimo. Segundo porque o Vítor andava muito desobediente, teimoso e respondão nas últimas semanas antes da viagem e meu pai deu várias duras nele. Aliás, ele sempre me dizia: deixa o Vítor comigo, não precisa se preocupar. Claro que meu lado mãe falava mais alto as vezes, não consigo ver meu filho fazendo uma coisa errada e não dar bronca. Mas até que consegui desencanar e deixar essa parte com ele.

- Comer e dormir no barco. Eu adoro fazer isso, de verdade! Até lavar a louça se torna uma atividade mais prazeirosa, acreditem. Aliás, quando cheguei em casa e fui usar a minha pia, fui direto com o pezinho onde ficaria o pedal que a gente usa no barco para fazer a água sair! kkkk

Hummm, tão bom!

Meu pai comandando a cozinha

Antes da minha passagem pela cozinha...

..e o depois. Lá até lavar louça é bom!


De resto, eu nem me lembro mais o que fiz em cada dia. Em alguns ficamos no barco o dia inteiro, só saindo para jantar na cidade e dar uma voltinha de noite, em outro fomos dar uma volta de barco em uma praia próxima (muito engraçado ver o pessoal pagando para fazer este passeio de escuna e a gente lá, com a nossa "casa"), em outro eu e Vítor saimos com o botinho do barco e demos uma remadinha ao redor...

Vítor ficava brincando de remar com o botinho amarrado no barco,enquanto eu lia (e tomava conta dele, claro...rs)
Os três mosqueteiros, ops, navegadores!

Ensinando o que é e para que serve uma carta náutica.
 Enfim, foram dias deliciosos! E depois vou escrever um post desmistificando o velejar. Porque quando eu falo que vou para um veleiro as pessoas acham que é muito chique e de chique não tem nada! Eu adoro, poderia morar num barco, mas acho que está mais para acampar do que para chique...rs

Nem tudo é moleza, olha aí nosso meio de transporte entre a terra e o Alphorria
Vovô aproveitando para ensinar o jeito certo de remar.

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Viagem a Búzios - parte I

Eu sei que estou devendo aqui um post sobre a nossa viagem a Búzios, mas as últimas semanas foram mais corridas do que tudo! Eu tenho feito tanta, tanta coisa, que as vezes até eu mesma duvido que fiz tudo isso...rs


Mas não vim aqui só pra me justificar não, vim cumprir a promessa. Vamos lá? Senta que lá vem história! Ah, vai ter que ser em duas partes, porque o primeiro dos cinco dias foi uma história a parte!

Acho que vocês já sabem que meu pai mora (ou pelo menos deveria morar) em um veleiro, que ele estava em Ilhéus e que precisava ser trazido até Angra. E que eu e Vítor combinamos de "ajudar" no percurso, entre Búzios e Angra.

Na sala de espera da 1001 na Rodoviária do Tietê

Bem, eu e Vítor pegamos um ônibus aqui em Sampa de noite e chegamos ao Rio de madrugada. E outro de lá pra Búzios. Dormimos a maior parte da viagem, então foi bem tranquilo. Quando chegamos em Búzios, meu pai deveria estar na rodoviária, mas não estava. Como ele tinha me dito que algo poderia acontecer e ele atrasar, nem me preocupei: olhei no google maps do celular qual era a distância até o Iate Clube e peguei um táxi (olhei a distância que era pra não ser enganada, sei lá).

Nascer do sol na Ponte Rio Niterói
Chegando lá me apresentei ao administrador do Iate Clube e expliquei que estava esperando um veleiro vindo de Vitória. Ele foi super prestativo e arrumou um lugar para colocarmos as nossas coisas, porque o barco realmente não tinha chegado ainda. Fomos tomar café em uma rua próxima e tiramos umas fotos, claro. O dia estava lindo!!

No Iate Clube

Com o "porto" ao fundo.
Voltamos ao Iate e nada do Alphorria chegar (Alphorria é o nome do barco). Aí falei pro Vítor: "aqui não é banco, a gente não precisa esperar sentado. O dia tá lindo, vamos é pra praia!!" E nos mandamos! Achamos uma mulher que aluga cadeiras e guarda sol e ficamos lá, aproveitando o dia. A praia era de frente pro Iate, então dava pra ver se o barco chegasse.

Curtindo a Praia dos Ossos.
Lá pelas 13 horas cansamos de ficar no mesmo lugar e fomos bater perna por outras praias próximas. Conhecemos a Azeda e a Azedinha. Vale dizer que era uma quarta-feira e estava tudo lotado!!

Olha só que lindo! A primeira aqui é a Azeda, a lá do final é a Azedinha.

Olha como estava lotada em plena quarta!
Depois de toda essa caminhada, voltamos ao clube. E nada do Alphorria chegar. Já eram 15 horas e eu comecei a achar estranho. Então fui checar e descobri que o rádio do clube estava quebrado, mas eu podia ir até uma marina que fica logo ao lado pra tentar falar com eles. Fomos, tentamos e nada. Só que o rádio da marina só alcançava a baía dali, então era muito provável que não chegasse até o rádio do Alphorria mesmo.

Bem, então vamos almoçar, não é? Me indicaram uns bons restaurantes e lá fomos nós. No caminho passamos por uma praça muito legal com um laguinho atrás.

Olha que legal essas estátuas de crianças!

Vítor fuxicando o que o menino estava lendo.

Eu e as duas "crianças".

Vítor na lagoa dos ossos
"Agora você, mamãe!"
No caminho até o restaurante eu já fui parando em algumas pousadas e perguntando se tinha vaga, qual era o preço e tal. Porque o meu medo era que ele não chegasse nesse mesmo dia, ou chegasse de madrugada e eu fazia o quê? Porque no Iate Clube não tem alojamento...

Minha irmã ligou para o Iate Clube de Vitória e pediu que eles chamassem pelo rádio também, só que como provavelmente eles já tinham cruzado o Cabo de São Tomé, não ia alcançar também. Então almoçamos e voltamos para o Iate Clube. O detalhe mais importante é que essa viagem aconteceu no final do mês, aquela época em que todos nós estamos sempre "zerados", não é verdade? Então eu estava com o dinheiro contado, fui sem me preocupar porque no barco a gente gasta super pouco. E as pousadas estavam uma verdadeira fortuna por lá! Mas liguei pro meu marido e pedi pra ele dar um jeitinho.Pegamos nossas coisas e fomos pra pousada. Tomamos um belo banho, deitamos um pouco e assistimos tv. Depois saimos para passear por Búzios e jantar. 

Durante nossa caminhada, aconteceu um diálogo interessante. Mais cedo o Vítor tinha me perguntado se estava preocupada e eu disse que sim, mas que essas coisas realmente podem acontecer e que provavelmente nada grave tinha acontecido. E que ia esperar pra realmente me preocupar. Aí no meio dessa caminhada ele me perguntou: quando que você vai realmente se preocupar? E eu respondi : a partir do meio dia de amanhã (aí seriam 48 horas que eles tinha saído de Vítória). Então ele pergunta: o que você vai fazer? E eu: acho que procurar a Capitania dos Portos...

Na verdade eu realmente não estava preocupadissima, mas estava um pouco sim. Pra não repassar isso ao Vítor, eu ficava conversando com minhas amigas divas de um grupo que faço parte no Facebook, desabafando e elas me dando apoio. Umas lindas.(Em tempo: MUITO OBRIGADA, meninas!!)

Eu tentando tirar fotos noturnas do cais



No meio do caminho para o centro da cidade achamos um lindo cais e resolvemos entrar. Sentamos bem no finzinho e ficamos olhando as estrelas, procurando as Três Marias e o Cruzeiro do Sul. E eis que meu telefone toca e quem é??? Meu pai!!! Atendi feliz da vida, ele me explicou o motivo do atraso e disse que em 2 horas estariam chegando.

Então ficamos fazendo hora até que ele chegasse, conseguimos ainda comer uma pizza com ele antes de irmos dormir. 

Olha só o estado de cansaço do menino. Olhos vermelhissimos.

O teto lindo do restaurante onde comemos pizza.

Olha a alegria da criaturinha quando finalmente encontrou o avô.
Eu dormi na pousada mesmo, que já era uma da manhã e eu não ia cruzar a cidade de novo com uma sacola de viagem nas costas e remar em botinho pra dormir no barco. Já tinha "morrido" na grana da pousada mesmo, então bora aproveitar! Vítor nem quis me ouvir e foi de mala e cuia com o avô, tive uma noite de solteira...dormindo! hahahaha

Bem, esse foi um resumo (é verdade, foi resumo) do nosso primeiro dia de viagem em Búzios. No próximo post eu conto o resto! :)

P.S.: Eu não esqueci de contar o motivo do atraso do Alphorria não. É que esse post já está tão grande que ninguém ia chegar ao final se eu ainda acrescentasse mais isso. Fica pro próximo post também.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Volta ao mundo

Um belo dia, Kien Lam se demitiu do trabalho, fez a mala, pegou sua camera e comprou uma passagem só de ida para Londres. 17 países, 343 dias, 19 aviões, 58 ônibus, 18 barcos e 6237 fotografias depois, ele editou este vídeo com os mais impressionantes lugares que visitou.

Eu amei. Fiquei olhando, me deliciando, curtindo... e pensando: será que um dia eu também vou fazer algo assim?