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segunda-feira, junho 11, 2012

A ditadura do TEM QUE


Eu tenho uma lista com monte de assuntos para falar aqui. Estou com vários posts atrasados, mas não vão morrer se ficarem um pouco mais atrasados. Porque hoje eu vou extravasar a minha revolta. Já faz tempo que eu venho pensando nesse assunto, mas hoje eu estava conversando com outras mães no facebook e o texto apareceu na minha mente. Agora não tem mais volta...

Ando muito revoltada com o tal do "tem que". Eu sempre fui meio revoltada com essas coisas, mesmo antes de ter filhos. Lembro-me que eu sempre disse que não gostava de rosa, que minha cor favorita era o amarelo. Durante anos eu não usei nada rosa, sempre disse que não gostava de rosa. Parando para pensar agora, eu nem sei se não gostava mesmo do rosa. Só sei que tinha raiva mortal dessa coisa que menina TEM QUE gostar de rosa, TEM QUE ter muitas coisas cor de rosa. Criei birra. Hoje eu não tenho nada contra, mas posso contar nos dedos de uma só mão quantas peças de roupa da cor rosa eu tenho no armário.

Mas a revolta contra o TEM QUE veio mesmo depois de me tornar mãe. Porque a mãe TEM QUE ter parto normal, cesárea é inaceitável. O bebê TEM QUE mamar no peito, TEM QUE dormir em seu berço (nada de cama da mãe), TEM QUE dormir a noite toda. Isso é que é um bebê saudável e normal. A mãe TEM QUE trabalhar o dia inteiro (dentro ou fora de casa. Ou os dois), TEM QUE ter paciência eterna com as crianças (gritar com eles nem pensar, nunquinha), TEM QUE evitar a todo custo que as crianças comam açúcar, gorduras e refrigerantes, TEM QUE estar felizes, bonitas e cheirosas para seus maridos ao final do dia. Ou felizes, bonitas e cheirosas para cair na balada e atrair aquele cara bonitão. O menino TEM QUE ser corajoso (medo de barata então é um absurdo), a menina TEM QUE gostar de princesas e ser organizada. A criança até pode usar chupeta e mamadeira, mas ela TEM QUE largá-los o quanto antes (que feio uma criança de 2 anos usando chupeta, meu Deus!). Assim como a que mama no peito. Sim, eu sei que disse ali em cima que elas têm que mamar no peito, mas elas também precisam parar com isso o quanto antes (que feio uma criança de 2 anos mamando no peito, meu Deus!). E as fraldas? A criança TEM QUE desfraldar logo!

A lista é interminável... a mãe TEM QUE ler sempre para as crianças, principalmente todas as noites antes de dormir. Também TEM QUE preparar lanches saudáveis para levar de merenda escolar. E TEM QUE lavar as roupas novas antes que as crianças usem, TEM QUE lavar as roupas separadamente e com sabão especial, TEM QUE saber tudo o que está dentro do estojo escolar do filho e conferir todos os dias, TEM QUE saber educar sem dar palmadas, TEM QUE saber colocar de castigo pelo tempo certo e sem exagerar, TEM QUE falar baixo, TEM QUE sentir culpa, TEM QUE conseguir dar conta de tudo sem ajuda de babá, TEM QUE pensar sempre em emagrecer (absurdo se sentir bem e bonita mesmo estando acima do peso) e bla bla bla bla bla. Cansei de escrever, eu não ia terminar nunca.

E aí que eu sou revoltada. Meu filho era antissocial e demorou uma era para dizer "oi" a alguém que ele não conhecia. O que eu fazia? Nada, esperei isso passar. Ele também tem muitos medos, não tem a grande coragem que menino TEM QUE ter. O que eu faço? Nada, além de conversar e esperar. Alice até gosta de princesas e de brincar de casinha, mas ela também adora umas ogrices e (mesmo sem ter idade ainda) quase que gosta mais do escotismo do que o irmão. Era pra ela ser uma princesa também? Xiiii

Aliás, por falar em Alice, ela ainda mama, usa chupeta e fraldas. Sim, eu pensei em tirar e comecei o processo, mas vi que ela ainda não está pronta. O que eu faço? Nada, espero chegar a hora. Ah, mentira! Para todas essas coisas aí em cima eu faço mais uma coisa: eu sorrio e aceno, minha filosofia favorita! Sabe por que? Porque quando a gente fica se preocupando demais em seguir os "caga regras" da maternidade, o ofício de ser mãe deixa de ser uma coisa legal e se torna um pé no saco. Quem diabos consegue ser feliz tendo que pisar em ovos o dia inteiro?? Então que se dane, eu piso mesmo nos ovos. Faço o que eu acredito que seja o melhor para os meus filhos e para mim. Sim, eu disse para mim, é isso mesmo. Quem diabos consegue ser feliz sem olhar um pouco para si mesmo?

E você?

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P.S.: Para quem não conhece a filosofia do Sorria e Acene, vai uma breve explicação: no filme Madagascar, os pinguins querem fugir do zoológico. Para isso, uma parte da equipe deve ficar do lado de fora da "toca", sorrindo e acenando para os passantes. Enquanto isso a outra parte da equipe faz o que eles realmente querem: cavam um buraco para fora do zoológico. Eles não perdem tempo com debates ou protestos. Apenas fingem que concordam e fazem o que querem. Simples e prático. A primeira vez que falei sobre isso foi aqui. Mas também já falei aqui e em muitos outros lugares...rs

quarta-feira, abril 18, 2012

Dia do Livro. E a nossa paixão hereditária por esse mundo fantástico

A foto é antiga, mas nossa paixão por livros também é :)

Hoje é o Dia Nacional do Livro. Com um blog com esse nome e sendo eu tão loucamente apaixonada por livros, não poderia deixar essa data passar em branco, concordam? Então resolvi contar que estou fazendo escola e que estou muito, muito orgulhosa por isso!!

No domingo eu comprei o segundo livro do Harry Potter para o Vítor. E até agora ele já leu quase 50 páginas!! Se a gente considerar que ele tem 8 anos, que o livro praticamente não tem figuras, e que ele tem pouquissimo tempo em casa para ler, acho que é uma coisa que merece muita comemoração, não é mesmo? Afinal conheço muito adulto que não faz isso...rsrs

Mas ele não chegou nesse ponto do nada (posso falar apenas do gosto pela leitura, não posso falar da velocidade), lá em casa sempre houve (e há) muito incentivo pela leitura. Desde pequenos os dois ganham livrinhos, eu sempre leio para eles, passeamos por livrarias... E o que eu acredito ser mais importante: eles vêem a mãe ler. Porque acredito que não vale a pena incentivar e não dar o exemplo.

O Vítor aprendeu a ler com 5 anos. A partir daí os livrinhos tradicionais, de uma ou duas frases por página ficaram para trás. Claro que não saiu lendo a Bíblia de cara, mas a cada etapa que ele passava era uma comemoração. Ele mesmo sentia que queria mais. Um pouco antes dele começar a ler eu li a primeira Crônica de Nárnia para ele. E logo depois li a segunda, que é a mais famosa: O Leão, a Feiticeira e o Guarda Roupa. A essa altura ele já sabia ler, mas não dava conta desse tipo de livro, apesar de gostar muito. Então eu lia um capítulo ou mais por dia, todas as noites antes dele ir dormir.

Até que comecei o primeiro Harry Potter. Quando fomos chegando no final  eu parava na parte mais empolgante e dizia que continuaria no dia seguinte. Até que um dia ele me perguntou, antes da hora que eu começaria a ler, se ele não podia ler sozinho e eu só continuaria. Adorei! Desta forma ele foi aprendendo a ler sozinho.

Uma mais recente, na rodovíaria de Sampa, lendo o livro que a tia Márcia deu
De um tempo para cá ele nunca mais tinha lido livros assim, sem figuras e onde o texto predomina. Tem devorado revistinhas em quadrinhos, assim como a mãe fazia na idade dele. Uma revistinha com ele só dura meia hora porque ele faz a parte dos passatempos. Me lembro que meus pais compravam revistinhas para me entreter na longa viagem de ônibus entre Brasília e Rio de Janeiro, mas quando o ônibus saia da plataforma (veja bem, eu não disse da rodoviária) eu já tinha terminado de ler. E outro dia me lembrei que nas compras do mês eu ficava na sessão de livros do supermercado, as vezes lia um livro inteiro nesse tempo. Bem, pelo menos com isso eu compensava o gasto com as revistinhas das viagens...rs

Nos últimos dias ele tem me feito milhões de perguntas sobre o Harry Potter, que não têm nos filmes, mas têm nos livros. E eu perguntei: porque você não lê o segundo livro e descobre tudo isso? E ele, na lata: porque você ainda não me comprou. Toma mãe, é verdade, eu tinha dito que ia comprar. Resolvemos o problema no mesmo dia e lá está ele, todo encantado com as milhões de descobertas que só o mundo dos livros pode nos proporcionar...:)

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

Viagem a Búzios - parte II

Bem, vamos ao segundo post da série, não é? Eu imagino que vocês estejam morrendo de curiosidade para saber o que foi que houve com o barco do meu pai. A princípio eu entendi que ele tinha ficado preso em uma rede de pesca mal sinalizada, mas não foi isso que aconteceu. Ele encontrou 3 redes de pesca imensas, bem sinalizadas, mas imensas e teve que desviar. Cada rede de pesca era tão grande que eles levavam cerca de 20 minutos para encontrar o final. Aí, quando retomavam o rumo, dava uns 10 minutos, eles encontravam outra. Para vocês entenderem melhor, eu fiz um desenho fajuto:

Eu não sei desenhar, nem a mão nem no comuputador. Please, continuem me amando.
Enfim, as coisas no mar não são como em terra, que basta você desviar e pronto. Essa brincadeira aí atrasou a viagem deles em 4 horas. E como lá não pegava celular, ficamos todos sem saber o que tinha acontecido.

Bem, mas aí vamos para os dias da viagem propriamente dita. Ou seja, os dias em que curtimos Búzios e o Alphorria. Já falei como foi o primeiro dia, mais estressante, porém bem aproveitado. No segundo dia de manhã tomei café bem cedo, fechei a conta na pousada e me mandei de mala e cuia (quase literalmente, sem cuia) para o barco. Ainda não sabíamos bem como ficariam as coisas, meu pai tinha que resolver mil coisas se fossemos sair para Angra, então passamos o dia pela cidade, procurando previsões metereológicas e coisas para abastecer o barco.

Logo tivemos nossa má notícia: estava vindo uma frente fria forte, não poderíamos sair com o barco antes de domingo. Como na segunda eu teria que trabalhar, foram por água abaixo os planos de levar o barco. Então, já que estávamos lá mesmo, bora curtir meu pai, a praia e o Alphorria, não é verdade?

Vítor ficou louco com esse castelão

O rapaz foi super atencioso, ensinou a ele como fazer um também.
Posso dizer um monte de coisas boas dessa viagem, mesmo com chuva (é, depois do primeiro dia o tempo ficou super feio). Mas algumas merecem destaque: 

- Descansar. Eu andava precisando desesperadamente de um descanso. Lá não tinha casa pra arrumar, crianças pra cuidar, mil trabalhos pra fazer. Eu podia ficar deitada lendo por horas e horas sem me preocupar com mais nada.

- Despreocupar com o Vítor. Primeiro porque ele andava morrendo de saudades do avô e vice versa. Então eles se grudavam e isso era ótimo. Segundo porque o Vítor andava muito desobediente, teimoso e respondão nas últimas semanas antes da viagem e meu pai deu várias duras nele. Aliás, ele sempre me dizia: deixa o Vítor comigo, não precisa se preocupar. Claro que meu lado mãe falava mais alto as vezes, não consigo ver meu filho fazendo uma coisa errada e não dar bronca. Mas até que consegui desencanar e deixar essa parte com ele.

- Comer e dormir no barco. Eu adoro fazer isso, de verdade! Até lavar a louça se torna uma atividade mais prazeirosa, acreditem. Aliás, quando cheguei em casa e fui usar a minha pia, fui direto com o pezinho onde ficaria o pedal que a gente usa no barco para fazer a água sair! kkkk

Hummm, tão bom!

Meu pai comandando a cozinha

Antes da minha passagem pela cozinha...

..e o depois. Lá até lavar louça é bom!


De resto, eu nem me lembro mais o que fiz em cada dia. Em alguns ficamos no barco o dia inteiro, só saindo para jantar na cidade e dar uma voltinha de noite, em outro fomos dar uma volta de barco em uma praia próxima (muito engraçado ver o pessoal pagando para fazer este passeio de escuna e a gente lá, com a nossa "casa"), em outro eu e Vítor saimos com o botinho do barco e demos uma remadinha ao redor...

Vítor ficava brincando de remar com o botinho amarrado no barco,enquanto eu lia (e tomava conta dele, claro...rs)
Os três mosqueteiros, ops, navegadores!

Ensinando o que é e para que serve uma carta náutica.
 Enfim, foram dias deliciosos! E depois vou escrever um post desmistificando o velejar. Porque quando eu falo que vou para um veleiro as pessoas acham que é muito chique e de chique não tem nada! Eu adoro, poderia morar num barco, mas acho que está mais para acampar do que para chique...rs

Nem tudo é moleza, olha aí nosso meio de transporte entre a terra e o Alphorria
Vovô aproveitando para ensinar o jeito certo de remar.

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Viagem a Búzios - parte I

Eu sei que estou devendo aqui um post sobre a nossa viagem a Búzios, mas as últimas semanas foram mais corridas do que tudo! Eu tenho feito tanta, tanta coisa, que as vezes até eu mesma duvido que fiz tudo isso...rs


Mas não vim aqui só pra me justificar não, vim cumprir a promessa. Vamos lá? Senta que lá vem história! Ah, vai ter que ser em duas partes, porque o primeiro dos cinco dias foi uma história a parte!

Acho que vocês já sabem que meu pai mora (ou pelo menos deveria morar) em um veleiro, que ele estava em Ilhéus e que precisava ser trazido até Angra. E que eu e Vítor combinamos de "ajudar" no percurso, entre Búzios e Angra.

Na sala de espera da 1001 na Rodoviária do Tietê

Bem, eu e Vítor pegamos um ônibus aqui em Sampa de noite e chegamos ao Rio de madrugada. E outro de lá pra Búzios. Dormimos a maior parte da viagem, então foi bem tranquilo. Quando chegamos em Búzios, meu pai deveria estar na rodoviária, mas não estava. Como ele tinha me dito que algo poderia acontecer e ele atrasar, nem me preocupei: olhei no google maps do celular qual era a distância até o Iate Clube e peguei um táxi (olhei a distância que era pra não ser enganada, sei lá).

Nascer do sol na Ponte Rio Niterói
Chegando lá me apresentei ao administrador do Iate Clube e expliquei que estava esperando um veleiro vindo de Vitória. Ele foi super prestativo e arrumou um lugar para colocarmos as nossas coisas, porque o barco realmente não tinha chegado ainda. Fomos tomar café em uma rua próxima e tiramos umas fotos, claro. O dia estava lindo!!

No Iate Clube

Com o "porto" ao fundo.
Voltamos ao Iate e nada do Alphorria chegar (Alphorria é o nome do barco). Aí falei pro Vítor: "aqui não é banco, a gente não precisa esperar sentado. O dia tá lindo, vamos é pra praia!!" E nos mandamos! Achamos uma mulher que aluga cadeiras e guarda sol e ficamos lá, aproveitando o dia. A praia era de frente pro Iate, então dava pra ver se o barco chegasse.

Curtindo a Praia dos Ossos.
Lá pelas 13 horas cansamos de ficar no mesmo lugar e fomos bater perna por outras praias próximas. Conhecemos a Azeda e a Azedinha. Vale dizer que era uma quarta-feira e estava tudo lotado!!

Olha só que lindo! A primeira aqui é a Azeda, a lá do final é a Azedinha.

Olha como estava lotada em plena quarta!
Depois de toda essa caminhada, voltamos ao clube. E nada do Alphorria chegar. Já eram 15 horas e eu comecei a achar estranho. Então fui checar e descobri que o rádio do clube estava quebrado, mas eu podia ir até uma marina que fica logo ao lado pra tentar falar com eles. Fomos, tentamos e nada. Só que o rádio da marina só alcançava a baía dali, então era muito provável que não chegasse até o rádio do Alphorria mesmo.

Bem, então vamos almoçar, não é? Me indicaram uns bons restaurantes e lá fomos nós. No caminho passamos por uma praça muito legal com um laguinho atrás.

Olha que legal essas estátuas de crianças!

Vítor fuxicando o que o menino estava lendo.

Eu e as duas "crianças".

Vítor na lagoa dos ossos
"Agora você, mamãe!"
No caminho até o restaurante eu já fui parando em algumas pousadas e perguntando se tinha vaga, qual era o preço e tal. Porque o meu medo era que ele não chegasse nesse mesmo dia, ou chegasse de madrugada e eu fazia o quê? Porque no Iate Clube não tem alojamento...

Minha irmã ligou para o Iate Clube de Vitória e pediu que eles chamassem pelo rádio também, só que como provavelmente eles já tinham cruzado o Cabo de São Tomé, não ia alcançar também. Então almoçamos e voltamos para o Iate Clube. O detalhe mais importante é que essa viagem aconteceu no final do mês, aquela época em que todos nós estamos sempre "zerados", não é verdade? Então eu estava com o dinheiro contado, fui sem me preocupar porque no barco a gente gasta super pouco. E as pousadas estavam uma verdadeira fortuna por lá! Mas liguei pro meu marido e pedi pra ele dar um jeitinho.Pegamos nossas coisas e fomos pra pousada. Tomamos um belo banho, deitamos um pouco e assistimos tv. Depois saimos para passear por Búzios e jantar. 

Durante nossa caminhada, aconteceu um diálogo interessante. Mais cedo o Vítor tinha me perguntado se estava preocupada e eu disse que sim, mas que essas coisas realmente podem acontecer e que provavelmente nada grave tinha acontecido. E que ia esperar pra realmente me preocupar. Aí no meio dessa caminhada ele me perguntou: quando que você vai realmente se preocupar? E eu respondi : a partir do meio dia de amanhã (aí seriam 48 horas que eles tinha saído de Vítória). Então ele pergunta: o que você vai fazer? E eu: acho que procurar a Capitania dos Portos...

Na verdade eu realmente não estava preocupadissima, mas estava um pouco sim. Pra não repassar isso ao Vítor, eu ficava conversando com minhas amigas divas de um grupo que faço parte no Facebook, desabafando e elas me dando apoio. Umas lindas.(Em tempo: MUITO OBRIGADA, meninas!!)

Eu tentando tirar fotos noturnas do cais



No meio do caminho para o centro da cidade achamos um lindo cais e resolvemos entrar. Sentamos bem no finzinho e ficamos olhando as estrelas, procurando as Três Marias e o Cruzeiro do Sul. E eis que meu telefone toca e quem é??? Meu pai!!! Atendi feliz da vida, ele me explicou o motivo do atraso e disse que em 2 horas estariam chegando.

Então ficamos fazendo hora até que ele chegasse, conseguimos ainda comer uma pizza com ele antes de irmos dormir. 

Olha só o estado de cansaço do menino. Olhos vermelhissimos.

O teto lindo do restaurante onde comemos pizza.

Olha a alegria da criaturinha quando finalmente encontrou o avô.
Eu dormi na pousada mesmo, que já era uma da manhã e eu não ia cruzar a cidade de novo com uma sacola de viagem nas costas e remar em botinho pra dormir no barco. Já tinha "morrido" na grana da pousada mesmo, então bora aproveitar! Vítor nem quis me ouvir e foi de mala e cuia com o avô, tive uma noite de solteira...dormindo! hahahaha

Bem, esse foi um resumo (é verdade, foi resumo) do nosso primeiro dia de viagem em Búzios. No próximo post eu conto o resto! :)

P.S.: Eu não esqueci de contar o motivo do atraso do Alphorria não. É que esse post já está tão grande que ninguém ia chegar ao final se eu ainda acrescentasse mais isso. Fica pro próximo post também.

terça-feira, outubro 18, 2011

Aniversário da Alice - 2 aninhos

Bom demais beijar essa minha pequena princesa.
Neste domingo, dia 16 de outubro, minha caçulinha completou dois anos. Eu sei que é super clichê dizer isso, mas realmente parece que foi ontem que ela nasceu. E pensar que nesse tempo ela já mostrou a que veio, já ensinou um bocado de coisas para todos nós, nos fez rir muito, alegrou um bocado a nossa vida... maravilhoso!

Mais uma foto linda tirada pela Laudiane Lira.
Eu não ia fazer festa para ela este ano. Tenho um combinado com os dois (ela não entende, mas o Vítor sim) de que fazemos festa ano sim, ano não. Senão meu bolso não aguenta, não é? Mas o dia não passa em branco, a gente pode fazer alguma coisa como ir a um parque de diversões por exemplo. E sempre tem um bolinho pra comemorar. Esse ano eu ia me juntar com algumas amigas e fazer um piquenique no parque. Não ia ser nada demais, só um encontro do nosso grupinho de sempre. Cada uma ia levar uma coisinha, eu levaria o bolo e docinhos, as crianças poderiam ficar soltas e fazer bagunça, do jeito que elas mais gostam.

No fim das contas até me empolguei um pouco, comprei balões e coisas do tema "Princesas", que a Alice adora, fiz umas artes pra colocar nos pirulitos e nos cupcakes. Mas acontece que até sexta-feira, a previsão para o sábado era de um dia nublado, com pouca chuva, previsão essa que mudou radicalmente de madrugada, com a entrada de uma frente fria. Para que vocês tenham uma idéia, o site avisava que São Paulo ficaria em estado de atenção. Deu para perceber que o piquenique dançou, né?

Na verdade não. Quando acordei para cuidar da Alice e me dei conta de tudo isso, fui olhar no meu celular e já tinha mensagem de uma amiga, avisando que o salão de festas dela estava disponível, se eu queria transferir tudo para lá. Em menos de 1 hora estava tudo combinado, pessoas devidamente avisadas e eu na rua comprando as últimas coisas que faltavam.

A chuva atrasou um bocado os preparativos e quando chegamos lá algumas pessoas já tinham chegado antes. E estavam com a mão na massa, enchendo balões e pendurando na parede. Em menos de meia hora tinha uma festa montada!! Sem contar que uma levou brinquedos, outra levou a tv, outra dvds infantis... nenhuma criança ficou entediada! Além do mais, todas tiveram que enfrentar uma cidade meio que alagada para chegar lá. Quer prova de amizade maior do que tudo isso?

Não sai da minha cabeça uma frase que minha mãe me disse lá: "essas suas amigas são 10, hein?" E é bem isso mesmo, elas são mais do que 10, elas são 1000! Elas não sabem o quanto tudo isso me deixou feliz, saber que em apenas 6 meses aqui em Sampa já tenho amigas assim, com as quais posso contar mesmo quando nem sei que preciso! :)

Então o post de hoje, além de ser em homenagem ao aniversário da minha pequena, é em homenagem a essas lindas amigas que tenho. Obrigada por tudo, amo vocês!!

E vamos às fotos!


As artes dos pirulitos e dos cupcakes.

Ficaram assim depois de colocadas no lugar.
 
Em festa de amigas, a gente senta na porta da cozinha pra fofocar...
...e também senta no chão, sem cerimônia e sem frescura.

Tem pai ensinado coisas para outros filhos.
E tem mesa só de pais, que eles também têm os assuntos deles...rs
A hora do parabéns, Vítor ajudando (como sempre).

E a tradicional foto de todo mundo junto! :)

sexta-feira, julho 08, 2011

Falando de coisas boas - um lindo quadro das crianças

Pra tirar um pouco o clima de tristeza do blog, vamos falar de coisas boas. Não, não vou falar daquela famosa câmera não! kkkk Vou falar de uma encomenda que eu fiz ao Estúdio Cereja, das minhas amadas amigas Ana Medeiros e Anne Pires e do amado Leonardo Climaco, marido da Ana.

Faz tempo que eu queria transformar uma foto das crianças num quadro. Faz tempo que eu namorava os quadros do Leo. Quando fiquei "acampada" por uma semana na casa deles, fiquei ainda mais apaixonada pelo trabalho que ele faz. Ele é um artista de primeira!

Com o nascimento do Estúdio Cereja, eu tomei coragem e pedi um orçamento. Quando eles me mandaram, não tive dúvidas! Cabia no meu bolso, então pedi logo o meu quadro! E pedi também dois posteres com a mesma pintura, para dar à minha mãe e à minha madrinha. Mas olha, eu não vou ficar aqui fazendo propaganda deles não, porque parece que eu tô puxando o fogo pra minha sardinha. Eu vou é mostrar o trabalho, pra vocês entenderem o motivo pelo qual estou tão animada.

A foto é essa aí embaixo. É a minha favorita, adoro a cara deles, adoro esse céu. Não é lá muito nova, foi tirada em janeiro deste ano, no aniversário do Vítor. Mas eu continuo gostando muito dela.


Agora vejam como ficou o quadro:




E então? Tenho ou não razão para estar feliz da vida?

Você pode ver este e outros trabalhos do Leonardo Climaco no blog dele, clicando aqui.

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Atualizando sobre meus amores


Faz tempo que eu não falo desses dois pés de pimenta malagueta que eu tenho aqui em casa, né? Cada dia mais inteligentes, me surpreendo muito com eles. E bem humorados, se não estão sorrindo estão fazendo alguma coisa engraçada para que os outros riam.

Alice não falava nada além de mamãe. Era mamãe pra tudo. Aí fez um ano e tomou a pílula do doutor Caramujo, aquela mesma que fez a Emília falar sem parar, destampando a torneira de asneirinhas. Ela começou muito timidamente, passando a falar papai para tudo o que aparecesse na frente. Inclusive o Lobo Mau, o que gerou a seguinte resposta minha: "Não é o papai. É peludo do mesmo jeito, mas não é o papai". Nem preciso dizer que o Gu não achou graça nenhuma, né? Todo o resto da família rolou de rir! kkkkk

E agora ela fala um bocado. Ou tenta. Vovô é Uouô, Vovó é Vavá. Tem o auau, o atinho (gatinho), o papa (pato) e o Ù (Urso... da Casa Azul). Ela também sabe dizer quando quer papá ou mamá, quando "bô" ou quando quer "mai". A sapeca sabe cantar "nananana nenenenem papai" e dança que é uma beleza. O irmão é "imãe", a tia Manú (babá) é Mamamu ou Tete (Titia). A tia Paula, que é dinda do irmão, acabou virando "didi" também. E também por influência do irmão, a bola é "goooooooooooooool". Ah, o jacaré de pelúcia é Lelé, o telefone é Ain (Alô) e não pode passar um carro na rua que ela logo diz: taaaaaaaau. Sim, ela também não pode ver nenhuma criança, que logo GRITA: NENÉM!!!! Não posso esquecer que ela também fala "bapo" (barco)!!

Já o Vítor está cada dia mais inteligente. Eu fico impressionada como ele tem o raciocínio rápido. Quando quer, né? Quando não quer, consegue se fazer passar por uma porta, impressionante. kkkkkkk Mas na maior parte do tempo ele não consegue esconder que é muito sabido. Só pra dar um exemplo: eu nunca cantei nana neném pra nenhum dos meus filhos, acho essa música um terrorismo com as crianças. Mas o Gu cantou pra Alice e sabe-se lá porque, ela aprendeu. Um dia o Vítor tá lá, ajudando a Alice a cantar. Vira pra mim e diz: "Essa música é um belo jeito de dizer pra criança: se vira. Como assim todos os responsáveis sairam?". Claro que eu rolei de rir, né?

E quando fomos assistir Megamente e ele soltou: "Já estou gostando, essa música aí é do ACDC". Que bom que ele me informou, porque eu nunca iria reconhecer. Noutro dia, Alice veio e colocou o chinelo sujo em cima dele, falando "papa"(to). E ele pra ela: obrigado, você é muito gentil! rsrs E também sabe todas as regras de futebol, hoje falou que o juiz errou feio porque depois de apitar falta ele só pode recomeçar o jogo com a bola sei-lá-onde e blá blá blá...rs

Enfim, o sabido já assistiu todos os filmes do Harry Potter (com exceção do que está no cinema), está lendo o primeiro livro da saga, já viu Guerra nas Estrelas e revê diariamente o box que eu dei pra ele de Liga da Justiça. Sabe tudo sobre os personagens, diz que queria estudar em Hogwarts e fez hoje dois braceletes como os da Mulher Maravilha - pra se defender dos ataques, além de arrumar um anel, que infelizmente não é verde (Lanterna Verde), mas faz de conta que é. Anda pela casa usando roupas sociais que não servem mais, fingindo que é deputado, a gravata é o lenço escoteiro. Ou um dos milhões de uniformes de futebol, dos mais variados times. Ou ainda a roupa do Hot Wheels que Papai Noel trouxe para combinar com a bicicleta. E agora vai aprender a andar sem rodinhas, além de estar se especializando em dar palpites nas cores que uso pra pintar minhas unhas. Na verdade, ele dá palpite EM TUDO, né?
Dificil saber quem teve a "brilhante" idéia primeiro.
E nesse meio tempo eu fico olhando pra esses dois, me perguntando cadê aqueles bebezicos que estavam aqui agora mesmo!!

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Momentos felizes

Mesmo quando estamos passando por uma fase muito difícil, os momentos felizes não deixam de existir. Aliás, são eles que nos dão força para continuar, não é? E como pensar nas dificuldades tendo umas fofuras como estas em casa?



P.S.: Eu ando com uma preguiça monstro de postar. Uma semana eu posto sem parar, na outra a vontade vai embora. Então assumo que este post é meio que um "embromation", pra não deixar o blog muito abandonado... :)

terça-feira, novembro 23, 2010

Primeiros passos

Eu prometi, agora estou cumprindo: aqui estão as fotos da princesa andando. Outro dia eu coloco o vídeo.