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quarta-feira, maio 05, 2010

MEGA PROMOÇÃO COLETIVA

O mundo se torna melhor quando a palavra SOLIDARIEDADE se transforma em ação.
Theo está precisando de ajuda e várias blogueiras decidiram fazer uma MEGA PROMOÇÃO para ajuda-lo



Conheçam a história dele aqui.


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Dia 15 faremos o sorteio e você pode ganhar um desses lindos prêmios





 



































 










segunda-feira, maio 03, 2010

A Saga da Pneumonia - parte II


Levei quase 15 dias pra fazer a segunda parte do post. Mas sei que vocês vão me perdoar, porque de lá pra cá aconteceu mais uma pá de coisas. Mas isso fica pra outro post.

Aqueles dias de internação foram uns dos mais difíceis da minha vida. No começo, eu achava que ia sair logo. Com o tempo e a conversa com outras mães, vi que ia ficar pelo menos uma semana, no mínimo. E nos primeiros dias eu sofria, porque a Alice chorava de dor e eu chorava junto. Trocamos de quarto 3 vezes. Foi o lado bom: amizades boas que fiz, que me ajudaram a suportar esses dias tão difíceis.

Não sei o que foi pior. Alice doida pra arrancar a sonda de oxigênio e a sonda do soro. Nada de cama pra dormir, apenas uma cadeira reclinável e levemente acolchoada. Noites quase que inteiramente em claro, pois quando não eram as enfermeiras entrando de duas em duas horas e acendendo a luz, era a Alice ou outro bebê chorando. Foi duro.

Muitas pessoas "brigaram" comigo, porque eu não pedi ajuda nesse período. Eu simplesmente não tinha o que pedir. Ninguém podia ajudar, infelizmente, não tinha nada que pudesse ser feito além de rezar. Tudo o que podia ser feito, foi. Não foi fácil esperar que cada uma das coisas acontecesse, mas era o que podíamos fazer.

Eu queria dizer: no terceiro dia ela... Mas vai ser mentira, porque o tempo que você fica num hospital não corre como os dias aqui fora. Então eu não sei que dia foi. Só sei que ela começou a ficar mais alegre, mais animada. Ao invés de querer arrancar o soro, ela começou a olhar com interesse pra ele e querer colocar na boca. Tiramos a sonda de oxigêncio para tomar banho e a enfermeira aproveitou pra testar a oxigenação. Bingo, tava boa! Menos um tubinho na menina. E mais alegria, sono melhor.


Na noite do sábado pro domingo ela estava assanhadíssima. Cada vez que acendiam a luz, era como se tivesse amanhecido o dia. Até fez amizade com o fofo do Heitor, do berço do lado. E faziam a maior festa enquanto as mamães estavam caindo de sono, doidas pra dormir. No meio da madrugada, colocamos os dois num berço só pra assistir Bebê Mais no notebook, porque a gente não aguentava mais tanta folia.

Nesses dias todos eu fiquei internada com ela. Porque eu ficava 24 horas lá, sem parar. Pra não dizer que não sai nem uma vezinha, num dia lá eu fiquei duas horas com o Vítor e aproveitei pra tomar banho na minha casa. Enquanto isso, minha mãe ficou lá com a Alice - e ela estranhando a vovó, ai ai. Num outro dia fui tomar banho na casa da minha mãe e lanchei no shopping, não aguentava mais comer as mesmas coisas todos os dias.

Faltou dizer que nesse meio tempo, Vítor também ficou doente, com febre e dor de garganta. Então não foi pra escola nenhum dia. E antes que pensem, não foi emocional. Inflamou garganta e ouvido mesmo, brabo. Graças a Deus não precisou tomar antibiótico nem internar, senão eu ia surtar, juro que ia. Dá pra imaginar o tamanico do meu coração estando com uma doente lá dentro e sabendo que tinha outro doente lá fora e não podia fazer nada?

Enfim tivemos alta, no domingo cedo. E eu fui pra casa na maior alegria do mundo. Deixei a Alice com o pai e dormir por 4 horas, um alívio. Agora é bola pra frente!

segunda-feira, abril 19, 2010

A Saga da Pneumonia - parte I

Essa semana que passou vivi uma das mais difíceis experiências da minha vida. E a história tem tantos detalhes e é tão grande que vou ter que publicar aqui por partes. Vamos começar:

Na noite de sábado para domingo, Alice não dormiu bem, chorava demais, não dormia mais do que 15 minutos. Febril e enjoadinha, de manhã vomitou, puro catarro. Saímos de casa para o hospital, eu achando que dessa vez ela não escaparia de um antibiótico, mal sabia que se fosse só isso eu deveria levantar as mãos pro céu.

Raio X feito, detectada uma pneumonia. Menina cansadinha, taca o oxigênio nela. Depois de algumas horas, a médica avisa: ela vai ter que ir pra UTI pediátrica. Enquanto esperamos a resposta do plano de saúde, fura a pequenina pra pegar uma veia. Dá cinco minutos e perdemos a veia. Tenta-se na outra mão. Mais cinco minutos e acontece o mesmo. Tenta no pé, acontece o mesmo, Outro pé, mesma coisa. E eu sofrendo a cada vez que furavam minha filha, que via a baixinha sofrendo.

Deram um tempo, vem a resposta do plano de saúde: ainda estamos em carência, faltam 16 dias. Como assim Golden Cross??? Na hora em que fizemos o plano, ele cantava, dançava, sapateava e ainda fazia comida pra gente!! E aquele papo de que a partir de 24 horas seria atendida qualquer emergência? Isso não é uma emergência?? Gustavo corre em casa e pega o contrato. Lê tudo e não acha nada. Liga pra Golden Cross e descobre que o tal "Quadros Clínicos em Geral" significa isso. Que beleza, né? Estou pensando seriamente em meter um belo de um processo neles, descaso total!!

Pausa - Agora seria a hora em que eu diria vocês: tomem MUITO cuidado ao fazer um plano de saúde. Acontece que nós TOMAMOS MUITO cuidado e fomos ENGANADOS. Afinal, "Quadros Clínicos Gerais" é uma bela de uma enganação, uma forma deliberada de enganar o seu cliente, prometendo algo e não cumprindo. Muito feio, viu Golden Cross? - Despausa

Aí começa a luta pra conseguir uma UTI pediátrica pública pra Alice. E eu sofrendo, porque sei que em Brasília isso é praticamente impossível. Aqui as pessoas só conseguem vaga em UTI por meio de liminar judicial, muitas vezes nem assim. Graças a Deus esses minutinhos que a Alice passou com o soro e o tempo no oxigênio deram uma estabilizada nela e parou de precisar de UTI. Mas ainda precisava de um local onde pudesse ficar em observação o tempo todo e o plano só permitia que ficássemos na emergência por 12 horas, nosso prazo estava se esgotando.

Aqui preciso agradecer ao pessoal da Emergência do Hospital Santa Helena. A enfermeira Ana foi incansável em buscar uma vaga pra gente nos hospitais, permitiu que a gente ficasse na emergência por mais de 6 horas - que é o permitido por lá, foi super atenciosa, abraçou a causa como se fossemos parentes dela. A pediatra Vivian também foi muito prestativa e dedicada, ajudando a defender a necessidade da Alice de ficar monitorada o tempo todo, falando com médicos de hospitais, brigando com a Golden para liberar a UTI Vida. As demais enfermeiras de lá também foram maravilhosas, não me lembro mais o nome de todas. Agora fica a crítica à falta de equipamentos mais apropriados para crianças pequenas. Tudo feito para crianças grandes, a máscara cobria o rosto todo da menina, o oxímetro pegava o pé inteiro!

Enfim, depois de tentarem por soro na Alice até pela veia jugular - que eu nem sabia que era possível - e muitas horas sentada numa cadeira ao lado dela, segurando a máscara de oxigênio, eis que às 5 da manhã chega a UTI Vida para nos levar ao HMIB (Hospital Materno Infantil de Brasília). Chegando lá, na hora pegaram a veia da baixinha, colocaram um cateter de oxigênio e pronto, fomos pra um quarto da emergência, para que ela fosse monitorada o tempo todo. E foi aí que eu vi a vergonha do Hospital Santa Helena: no HMIB, um hospital público, tudo era do tamanico da Alice, muito mais fácil.

No próximo post eu conto dos 7 dias que passamos internadas e de tudo que passamos por lá.