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segunda-feira, abril 18, 2016

Testamos - filme Escaravelho do Diabo

Hoje o "Testamos" vai ser um pouco diferente. Quem assistiu à pré-estréia do filme Escaravelho do Diabo foi minha querida amiga Ingrid Strelow,do Rio Grande do Sul. Ela tem 2 filhos, a Larissa de 12 e o Caio de 07 anos (que foi assistir ao filme com ela e gostou).



Com a palavra, Ingrid, nossa convidada especial!

A  famosa revista O Cruzeiro publicou pela primeira vez esta história cheia de mistérios em 1956, um capítulo por semana. Os 25 capítulos cativaram inicialmente adultos, mas foi na década de 1970 que passaram a integrar um livro da série Vaga-Lume, se tornando um clássico da literatura infanto juvenil brasileira. Nesta história, Hugo, um jovem atraente de cabelos ruivos, simpático e cheio de amigos e admiradoras, recebe um pacote secreto em casa. Ao abri-lo, encontra um besouro negro com chifres. Dias depois, é encontrado morto pelo irmão, dando início a uma série de assassinatos que acaba com a tranquilidade da até então pacata cidade de Vista Alegre. Em comum, as vítimas são ruivas e receberam besouros antes de morrer.

Agora o diretor Carlo Milani, filho do ator Francisco Milani, traz para os dias atuais a história, em que o encarregado da investigação das mortes é o inspetor Pimentel (Marcos Caruso) é afastado do caso por estar com sintomas da síndrome de Levy, "parente" do Mal de Alzheimer, mas conta com a ajuda de Alberto, o inconformado irmão da primeira vítima, para descobrir o padrão que conecta os crimes e o motivo de Hugo ter sido morto.

A história nas telas é divertida, envolvente e consegue explorar o suspense, um gênero incomum na produção nacional. Traz elementos contemporâneos, como a geração fluente em tecnologias digitais, sem perder para a história original e, confesso, aguçou ainda mais minha vontade de reler a obra de Lúcia Machado de Almeida.

A estreia de hoje merece todo o reconhecimento: música, fotografia, elenco e direção excelentes!

Capa antiga do livro
 Livro: O Escaravelho do Diabo

Autor(a): Lúcia Machado de Almeida
Livro brasileiro
Ed.: Editora Ática - 27a. Edição
Páginas: 192
Formato: 13,5 x 18,5 cm


segunda-feira, janeiro 21, 2013

Crianças combinam com longas navegadas?

Eu ouço alguns comentários sobre crianças que sempre me causam estranheza. E nem é tanto pela experiência que tenho com meus filhos, mas pelo jeito que fui criada pelos meus pais. Me lembro que meu pai dizia que a gente nunca dava trabalho quando estava acampando ou viajando, só quando ficávamos muito tempo dentro de casa.

E um comentário desse tipo é que crianças não combinam com velejadas longas ou longas temporadas dentro de veleiros. Mesmo com diversos casos de famílias que moraram em veleiros por muitos anos e tudo deu certo, isso é tratado como caso isolado.

Quem acompanha o blog sabe que em novembro passei 10 dias no barco do meu pai com as crianças e foi uma delícia. Confesso que ainda estou devendo um post sobre isso, ainda mais agora que passamos mais 10 dias lá agora em janeiro. Mas o que eu quero ressaltar é: foi uma delícia, adoramos e eles sempre pedem mais. 

Para desmistificar isso, tem um convidado especial aqui no blog hoje: meu pai, Maurício Rosa, comandante do Fast 345 Alphorria e autor do livro "Gastronomia para Veleiros"




JAMAIS LEVE CRIANÇAS PARA VELEJAR EM MAR ABERTO!!!

Eu sabia disso, e insisti porque quis. Crianças não devem velejar em mar aberto porque enjoam... crianças não se adaptam ao pequeno espaço de um veleiro porque não tem para onde correr e ficam logo aborrecidas... crianças não gostam de viagens longas em veleiros porque a paisagem é sempre a mesma...

Quem mandou ser teimoso? Apesar dos vários avisos eu resolvi, em novembro passado, correr o risco de levar meus netos, o Vítor Alves de 8 anos e a Alice, de 3, de Bracuhy (entre Angra e Parati) até Ubatuba, para um cruzeiro Ubatuba-Parati (para quem ainda não é do ramo, cruzeiro é um passeio de vários barcos a vela, diferente da regata, que é uma competição).



A mãe deles, a Thaty, minha filha, que já é do ramo, estava também. O Vitor até já tinha experiencia de barco desde os 4 meses, incluindo um passeio em Búzios. Mas a Alice ainda não, só rápidas navegadas pelo Lago Paranoá, em Brasília.

E não deu outra: eles... adoraram! Para mim esse era o risco: curtiram muito. Claro que certa hora, com o mar batido da Ponta Negra, depois da Joatinga, deram uma pequena enjoada, mas nada demais. E nem foi diferente de muito marmanjo que já navegou comigo e me deram bem mais trabalho. 



E aconteceu o que eu previa: agora eles querem vir sempre. Bem feito... mesmo... Muito legal! 

Algumas fotos que comprovam o que ele falou:

Brincando de panelinha com a nova amiga.

Observando o abastecimento do barco

Depois de uma enjoada rápida, tudo ficou bem.

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Primeiro post do ano

Hoje já é dia 04 de janeiro e eu ainda não postei nada no blog, nenhum primeiro post do ano. Eu ia fazer uma reflexão (claro, o que mais se escreve no começo de todos os anos? hehehehee), mas eu estava encarregada de fazer o primeiro post do ano no blog Mulher e Mãe, então a reflexão foi para lá (Para um 2012 realmente diferente).

Foi então que eu recebi um e-mail do meu pai, tão legal que não podia continuar sendo apenas um e-mail, precisava ser compartilhado. Então pedi autorização a ele para publicar aqui, dividir com vocês, começar o 2012 do blog com boas reflexões.

Espero que vocês gostem!

Feliz Diário de Classe em 2012

O final do ano é uma época em que naturalmente as pessoas costumam repensar suas ações passadas. É também verdade que, independentemente de nossa formação educacional, cultural, ambiente familiar e social e valores e experiências absorvidas ao longo de nossa existência, as nossas atividades principais (profissão, hobbies, etc) acabam moldando o nosso modo de enxergar, entender o mundo, a vida, o passar dos anos.

Um psicólogo tende a avaliar o mundo como uma grande rede neural com sinapses de comportamentos, o jornalista como uma aldeia global, com diferentes estágios de acesso às informações, o administrador com um enfoque sistêmico de interrelações, um velejador como o resultado da interação do veleiro sob  influência dos ventos, marés, correntes, etc, um escoteiro como efeito do seu progressivo conhecimento do mundo e de sua capacidade de utilizar soluções criativas, e assim vai.

Se perguntarmos a um professor ele talvez nos diga que a vida pode ser comparada simplesmente a um Diário de classe sem pauta (linhas). Putz, dirão alguns torcendo o nariz, Diário de classe e ainda por cima SEM pauta?

É minha gente, sem pauta. Se pensarmos bem nossa vida pode muito bem ser comparada a um Diário de classe sem pauta. Cabe a nós a tarefa de colocar as linhas nas páginas e preenchê-lo com as nossos sonhos (Conteúdo Programático), ações/realizações (atividades), etc, não é mesmo, sem possibilidade de apagar nem riscar nada. 

Então, vamos aproveitar esse último dia do ano para dar uma verificada no nosso Diário e refletir sobre o que está registrado nele? Estará cheio de boas anotações? Temos muita coisa que gostaríamos de não ter registrado ou até mesmo de apagar? Temos muitas atividades que fomos adiando, adiando e até hoje não colocamos no caderno? E como foi o nosso rendimento? Estamos em falta, dependência ou fomos reprovados? E (o mais importante) será que poderemos mostrar esse Diário sem problemas e com orgulho a nossos pais (coordenadores), irmãos/amigos (colegas de profissão) e aos nossos filhos (alunos)? E que nota eles nos dariam?

Que em 2012 o seu Diário e de sua família seja repleto de boas anotações e boas notas!
Maurício Rosa