Mostrando postagens com marcador emprego. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador emprego. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, maio 24, 2012

Profissão de mãe

Você é mãe e escolheu ficar em casa com as crianças. Então não tem profissão? Adoro a resposta que este texto dá sobre isso. Ele é antigo, está rodando há algum tempo pela internet e, mesmo assim, não consegui saber quem é seu verdadeiro autor ou autora. Mas mesmo assim ele continua muito atual, por isso vale a pena conferir:


Uma mulher foi renovar a sua carteira de motorista. Pediram-lhe para informar qual era a sua profissão. Ela hesitou, sem saber bem como se classificar. “O que eu pergunto é se tem um trabalho”, insistiu o funcionário. “Claro que tenho um trabalho”, exclamou. “Sou mãe”. “Nós não consideramos “mãe” um trabalho. Vou colocar “Dona de casa”, disse o funcionário friamente.

Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que me encontrei em situação idêntica. A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona da situação, perguntou: Qual é a sua ocupação? Não sei o que me fez dizer isto, as palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora: “Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas.” A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar para o ar e olhou-me como quem diz que não ouviu bem. Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.

Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial. Posso perguntar, disse-me ela com novo interesse, o que faz exatamente? Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me responder: “Desenvolvo um programa a longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Sou responsável por uma equipe (minha família), e já recebi quatro projetos (todas meninas). Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda???), o grau de exigência é em nível de 14 horas por dia (para não dizer 24 horas). Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que acabou de preencher o formulário, se levantou e, pessoalmente, me abriu a porta.

Quando cheguei em casa, com o título da minha carteira erguido, fui recebida pela minha equipe: uma com 13 anos, outra com 7 e outra com 3anos. Do andar de cima, pude ouvir o meu novo experimento (um bebê de seis meses), testando uma nova tonalidade de voz. Senti-me triunfante!

Maternidade… que carreira gloriosa! Assim, as avós deviam ser chamadas “Doutoras-Sênior em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas”. As bisavós: “Doutoras- Executivas- Sênior”. E as tias: “Doutoras-Assistentes”.

quarta-feira, dezembro 07, 2011

A tempestade da vida dela me lembra a tempestade que passou na minha vida

Tem uma pessoa que eu amo muito, que é muito especial na minha vida, e que está passando por um momento muito delicado e difícil. E esse momento dela dói muito em mim por vários motivos: porque eu não quero vê-la sofrer (claro), porque eu não posso fazer nada e porque eu sei exatamente o que ela está sentindo, pois há exatamente um ano eu estava passando pelo mesmo problema.

E ontem a gente estava conversando pelo telefone, falando sobre mil assuntos, até que eu falei: "Sabe, eu queria tanto te dar uma coisa de presente de Natal, mas tenho medo de você olhar pra ele e chorar!"

O presente que eu queria dar é esse poster do Estúdio Cereja:


E aí, só de explicar como é o quadrinho, ela já começou a chorar (e eu também). Então falei: "o que você quer ganhar de Natal?" E ela me responde: "nada". E eu disse: "não adianta me dizer que não quer nada, porque eu vou te dar alguma coisa sim, de qualquer jeito". Aí ela fala: "mas me parece que as coisas andam tão sem sentido!" E eu começo a chorar de novo. Choro porque sei exatamente o que ela está sentindo. 

Lembro-me de andar pelos corredores dos shoppings, ver todo aquele frenesi para a compra dos presentes, eu mesma vendo o que podia ou não comprar, mas não conseguia pensar em absolutamente nada para mim. Lembro de quantas vezes meus olhos encheram de lágrimas em frente às lojas, porque eu pensava "o que eu realmente queria de Natal, loja nenhuma vende". 

Aliás, aqui estou eu novamente com os olhos cheios de lágrimas, porque fui fazer uma pesquisa nos posts antigos aqui do blog, do Natal de 2010 e achei esse post aqui, que eu não consigo ler sem chorar. Mas há algo de bom em tudo isso: muitas das coisas que eu pedi naquela cartinha foram atendidas esse ano. Então, acho que eu posso dizer que esse ano fui mais feliz.

Então, vocês me perdoem a utilização do espaço, mas vou mandar aqui um recadinho pra ela:

Baixinha,

Como eu te disse ontem, não vou te dizer para que você fique firme, que tudo isso vai passar. Durante o furacão que passou na minha vida no ano passado, posso dizer que foi um dos conselhos mais inúteis que recebi. Sei que as pessoas que deram estavam cheias de boas intenções e verdadeiramente preocupadas comigo, mas não ajuda em nada. Porque a pessoa já está tentando se manter firme, o que é um esforço quase hérculeo. O melhor que eu ouvi foi: a gente sabe que vai passar, mas enquanto não passa dói. E dói pra caramba. 

Então, não se envergonhe de chorar, de se sentir frágil, de achar que isso tá durando pra sempre. Parece mesmo, dói como se fosse, mas não é. Não se esqueça de que eu estou aqui (mesmo longe fisicamente) para o que der e vier. Nem que seja para chorar com você por telefone (infelizmente, por enquanto vou ficar devendo o abraço).

E se isso ajudar em alguma coisa, pense que no ano passado, nessa mesma época, eu estava passando pela mesma coisa que você e um mês depois as coisas deram uma reviravolta completa. Hoje estou muito mais feliz! Gerenciando alguns estragos causados pela tempestade, mas com a maior parte das coisas resolvidas. Quem sabe não será assim com você também? Eu estou torcendo e rezando para que seja assim.

Te amo!!

quarta-feira, janeiro 12, 2011

E os bons ventos começam a soprar

Eu não disse que eu ia enterrar 2010? E não dei boas vindas à 2011? Pois é, as coisas já começaram a melhorar e novos ventos começaram a soprar. Muita novidade vêm por aí, eu vou contar aos pouquinhos. Mas a primeira é a seguinte: estou empregada novamente.

E não, não é somente um emprego. Um emprego qualquer. É o emprego que eu sempre quis, onde eu posso aliar o que eu SEI fazer ao que eu GOSTO de fazer. Onde eu trabalho com pessoas que possuem a mesma visão de vida que eu tenho, que compartilham os mesmos interesses e ideais.



É com muito prazer que anuncio que agora faço parte da Rede Mulher & Mãe. Ainda não conhece? Então corre lá e veja:

O blog: http://redemulheremae.blogspot.com/

A rede social (é, uma rede social só para mulheres!!!): http://www.mulheremae.com.br/

O twitter: @redemulheremae

Aguardem que, em breve voltarei com mais boas notícias! E obrigada por todo o apoio que vocês sempre me deram. Isso foi e é muito importante para mim!