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quinta-feira, julho 14, 2011

Nossa idade é aquela que escolhemos ter


Qual a sua idade? Você pensa muito sobre isso? Se sente com a idade que tem? A gente estava batendo um papo no twitter sobre isso, eu e minhas amigas Ana Carolina Amado e Rogéria Thompson. Tudo começou com um comentário da Rogéria no blog da Mulher e Mãe, no qual ela falava que tinha feito 40 e eu não acreditei de jeito nenhum. Sabe aquela pessoa super animada, super jovem, por dentro e por fora? Pois é, a Rô é assim. Então qual não foi a minha surpresa quando ela contou que estava meio em crise depois de ter feito aniversário. E ela me sugeriu que eu falasse sobre isso aqui no blog.

Parei pra pensar como é comigo. Mas acho que eu não posso ser referência não, eu não dou menor bola pra idade. Inclusive para a minha. Quando me perguntam quantos anos eu tenho, sempre preciso parar por uns segundos pra pensar antes de responder. As vezes respondo errado, uma vergonha.

Pra mim a idade está na nossa cabeça. Não acredita? Então pensa aí em quantas pessoas você conhece que têm mais de 30 e continuam se vestindo e agindo como se não tivessem chegado aos 18? E quantas pessoas você conhece que agem como se já fosse velhas? Aposto que um monte, não é? Eu não acho que a idade defina a gente, assim como também não nos define a nossa aparência externa, como falei no post de hoje lá do Mulher e Mãe.

Claro que eu posso pensar assim porque tive alguns exemplos fortes disso na minha família. Meu avô materno, aos quase 80 anos, subia o Morro do Careca, em Natal, com um dos netos de 5 anos nas costas, na maior velocidade. Eu e minha irmã nos arrastando atrás, quase morrendo. Com quase 90 ele se separou da mulher (a 2ª, a 1ª era minha avó, que morreu quando eu tinha uns 7 anos) e foi morar com uma outra que tinha a minha idade. Tudo na maior naturalidade do mundo. 

Meu pai sempre teve um pique invejável. Trabalhava a semana inteira, jogava tênis 2 ou 3 vezes por semana a noite, regatas no fim de semana. Fora as milhares de programações extras, como churrascos, pagodes, jogos de futebol e etc. Recentemente, com 60 anos, se aposentou, largou tudo e foi morar no veleiro dele, realizar um sonho antigo. Aí conheceu uma mulher, se apaixonou, foram morar juntos no barco. A grana apertou e ele voltou pra Brasília, passou a dar aulas numa faculdade e ela trabalhando também, capitalizando para voltarem pro barco em 1 ano e pouquinho. Onde estava mesmo escrito que aposentado tem que ficar em casa, de chinelinho e meia, vendo tv e lendo o jornal?

Eu estou com 32 anos. Acho que ainda não cheguei na metade da minha vida. Tenho muitos planos ainda, muitos mesmo. Alguns são pra agora, pra realizar junto com meus filhos ainda pequenos. Mas já tenho outros pra quando eles criarem asas e voarem pra fora do ninho. Tá longe, eu sei. Mas sonhar não custa nada! E eu não quero me sentir inútil quando eu terminar de criar meus filhos! Antes que eles existissem eu tinha uma vida ativa, cheia de hobbies e atividades. Algumas eu parei por um tempo, outras eu parei totalmente. Mas de muitas eu continuo gostando um bocado. Então porque não sonhar em voltar a fazê-las quando eles não precisarem tanto de mim?

Sei que se conselho fosse bom, existiria uma pizza com esse sabor. Mesmo assim, vou dar o meu aqui: tire todos os rótulos da sua vida. Gorda, magra, alta, magra, velha, nova... Essas coisas só te definem se você deixar que te definam. Deixe todas essas coisas de lado e procure um objetivo pra sua vida, um objetivo maior, que preencha sua vida. E junte a isso atividades e hobbies que lhe dêem prazer de viver. Porque a única certeza que todos nós temos é a de que vamos morrer um dia. E pra morrer, basta estar vivo. Não é preciso ser velho. Não são só os gordos que morrem. Qualquer um pode morrer, amanhã mesmo. E sabe o que vai acontecer com todos esses rótulos? Vão apodrecer embaixo da terra, junto com essa embalagem, com esse invólucro que fica ao redor do que realmente somos. O que vai ficar de você aqui na Terra é a pessoa que você foi, as coisas que você fez, o que ensinou para os seus filhos. Essas coisas terra nenhuma vai cobrir, não vai apodrecer. Então, voltando ao tema do post, ser velho ou novo é uma coisa que só depende de você, é sua escolha de como vai encarar a vida.

O que vocês acham? Também têm outras dicas e conselhos sobre o assunto? Comentem aí e vamos gerar um debate bem legal!!

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Olá 2011!

Eu ando cheia de paradigmas. Não gosto de retrospectivas, mas fiz uma para enterrar 2010. E não gosto de promessas de ano novo, mas tô aqui, pronta para listar algumas coisas que vou fazer em 2011. Mas como eu disse, tudo isso faz parte do meu profundo processo de transformação interna. Então vamos lá, em 2011...

- Não vou permitir mais na minha vida (nem mesmo na virtual):

Gente barraqueira;
Gente sem educação;
Gente que acha que pode entrar na sua casa e sair abrindo tudo, entrando em tudo, mexendo em tudo e ainda ficar criticando;
Gente que acha que pode falar o que quiser pra você e ficar tudo bem depois;
Gente que acha que é dono da verdade universal e não respeita o que os outros pensam;
Gente que não tem humildade, sabe que errou, mas morre antes de vir pedir desculpas.

- Não vou me esforçar tanto para me sentir parte de um grupo

Se um grupo de pessoas é "como uma família" e eu fico me sentindo excluída dentro dela algo está muito errado. E eu não vou mais ficar sendo solícita, tentando ajudar, e oferecendo ajuda e coisa e tal. Sei que eles estão juntos e se conhecem há muitos anos, mas acredito que não há necessidade de serem tão fechados, de criarem barreiras intransponíveis, ainda mais quando tanto reclamam que precisam de ajuda, de novas pessoas para ter sangue novo. Passei por um ano difícil, senti muita falta de ser "acolhida" por esse grupo. Em 2011 isso vai mudar. Se não faço parte da "família", tudo bem. Há outras "famílias" que estão precisando de ajuda e podem me "acolher", porque efetivamente são meus amigos e gostam de mim. Não posso fazer com que ninguém goste de mim, isso é de cada pessoa. Então o que eu tenho que fazer é ficar perto das que gostam de mim, não é verdade? E se eu sei que posso ajudar, que tenho algo a oferecer a este grupo, aí é que a coisa toda fica totalmente sem sentido mesmo.

- Vou emagrecer

Em 2005, um ano depois de ter o Vítor.

Por diversos motivos. Primeiro porque não quero prejudicar minha saúde, o que eu sei que mais cedo ou mais tarde acontecerá. Segundo porque já não me reconheço nas fotos, aquela que aparece ali não sou eu. E, assim como eu fiz antes do meu casamento, vou pegar firme agora. Como eu não sou do tipo que faz dieta todas as semanas e abandona logo a seguir, sei que vou conseguir. Não tenho pretenções de emagrecer da noite para o dia. Como bem diz minha nutricionista, eu levei anos para chegar no peso que estou agora, então não vai ser em poucos meses que vou perder tudo de novo. Sem contar que não sou mais tão jovem como antes, meu metabolismo é outro e eu tenho dois filhos pra criar, não tenho tempo de ficar o dia todo me dedicando a isso.

- Vou ter mais paciência

Eu sou muito estourada. Quando me aborreço, sai de baixo. Acho que o problema é que eu vou engolindo, engolindo, engolindo... aí quando a coisa explode, vai de uma vez só, sem que eu possa controlar. Então este ano vou tentar ser mais moderada, falar logo quando a coisa está me incomodando mas não a ponto de me irritar demais. Nada de engolir pequenos sapos, mas regurgitá-los com calma e educação.

- Vou me preparar para quebrar alguns paradigmas em relação à vida profissional x vida de mãe

Está bem difícil conseguir um novo emprego pra mim, onde eu ganhe o necessário para continuarmos pagando as contas como faziamos. E trabalhar o dia todo pra ganhar menos do que pagamos pra babá é dureza. Então estou me preparando para, se necessário, quebrar meus paradigmas e considerar o fato de que pode ser melhor eu ficar em casa com as crianças. Mesmo que para isso seja preciso que mudemos de cidade, o que é bem provável que aconteça este ano.

- Vou me dedicar mais a dois projetos importantes para mim

Tem dois projetos aos quais eu quero me dedicar mais a este ano. Os dois são sem fins lucrativos, mas um deles pode até me render alguma coisa, caso eu realmente não consiga um novo emprego. Esse é o blog. Vou fazer algumas modificações, me dedicar mais às postagens, trazer pessoas para participações especiais, fazer isso aqui mais informativo. Acho que vocês vão gostar. O segundo é o escotismo. Esse ano quero voltar a ser chefe, me dedicar mais ao Movimento, seja aqui em Brasília ou em outra cidade.

Enfim, é isso. Claro que tem muito mais coisas, mas o objetivo aqui não é ficar enchendo o saco de vocês, não é verdade? Então vamos lá, Feliz 2011 para todos e vamos que vamos!!!