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quinta-feira, fevereiro 27, 2014

Ser mãe e sair sozinha com os filhos

Passeio de fim de tarde ao laguinho do condomínio onde morávamos. Foto tirada com tripé
Esse post começou a nascer como um comparativo entre a divisão das tarefas domésticas daqui de cansa antes e depois que eu deixei de trabalhar fora. Mas quando eu cheguei na parte das compras do mês, meu cérebro viajou num assunto meio complexo, que me deixa perplexa e que me dá muita vontade de abordar. É o fato de que, em algum momento da história, colocaram na cabeça das mulheres que elas "NÃO CONSEGUEM" e isso nunca mais saiu.

Deixa eu explicar como cheguei lá. Antigamente, eu e Gustavo trabalhávamos fora, então compras do mês só podiam ser feitas em horários alternativos. E como não temos (na verdade não tínhamos) com quem deixar as crianças, elas iam com a gente. Não vou dizer que era a alternativa mais bacana, mas também não era nenhum bicho de sete cabeças. E muitas vezes o Gustavo não podia ir, então eu fazia as compras sozinha com as crianças.

Um passeio no Hot Park. Adoro esses fotógrafos que ficam dentro da água!
Nesse ponto do raciocínio eu me lembrei de várias pessoas que têm dois ou mais filhos e não conseguem sair sozinha com eles. Algumas dessas pessoas eu conheço pessoalmente, muitas eu só conheço virtualmente ou ouvi falar. Mas fico abismada com isso, como assim não consegue sair sozinha com os filhos??? Não estou falando de viajar sozinha com eles (de carro então nem pensar), mas de ir na esquina, na padaria, no shopping, no parquinho. E não preciso ir muito longe não. Basta dizer que meu queixo caiu quando minha própria mãe me disse que não saia sozinha comigo e com a minha irmã.

O que leva uma mulher que trabalha fora, encara as tarefas domésticas e enfrenta mil coisas diferentes a não conseguir sair com seus próprios filhos? O medo, a trava que colocaram em suas cabeças dizendo que elas não são capazes. E o medo de dar o primeiro passo, de fracassar, de não dar certo, de não dar conta. As vezes até pessoas próximas que dizem que é melhor não, que não vai dar certo, que isso é loucura. E quem ganha com isso? Ninguém!

Toda vez que comento que viajo muito de carro sozinha com meus filhos tem alguém que vira pra mim e me diz que sou muito "corajosa", meio que querendo dizer que sou louca. Mas acontece que não comecei viajando 1000 km com eles. Comecei indo pro outro lado da cidade ( o que leva uma hora ou mais, é uma viagem), depois indo até Santos, depois até o Rio ou Juiz de Fora e por aí vai. Na primeira vez eles devem ter me dado trabalho (não me lembro mais). Na segunda, terceira, quarta, eles já estavam entrando no ritmo. Lembro de uma ou duas vezes em que tive que parar o carro e dar uma bronca daquelas e depois continuar a viagem. Mas foi só isso, em dezenas de viagens que já fizemos juntos.

Na última viagem que fizemos sozinhos aderimos às "selfies" :)
Assim foi para sair com os dois. Começamos pelo condomínio onde morávamos, passamos a ir até a padaria e por aí vai. Se a gente não tem coragem de dar o primeiro passo, não vamos chegar a lugar nenhum. O primeiro passo não pode ser maior do que a perna, assim como não podemos deixar que o medo nos paralise e nos impeça de andar. Se você está em um impasse como esse, não deixe que sua vida fique paralisada, não fique infeliz. Lembre-se de que o controle da sua vida é seu e não depende de ninguém para mudar isso. Respire fundo e tome coragem para dar o primeiro passo. E não desista!

terça-feira, setembro 17, 2013

A verdadeira vida de mãe

Ser mãe não é exatamente o que dizem por aí. E só quem já é mãe sabe o que estou querendo dizer. Antes de engravidar eu ouvi o mesmo papo que eu aposto que todas vocês também ouviram: que ser mãe é padecer no paraíso, que só depois de ser mãe a gente conhece o amor de verdade, que depois que nascem os filhos a gente nunca mais vai dormir novamente. Acontece que essas frases já são mais do que clichês batidos. E nenhuma delas diz exatamente o que é ser mãe.

Na verdade, eu acho que essas frases mais oprimem do que ajudam. Porque colocam uma "aura" de super mulher ao nosso redor e a gente mesma passa a acreditar nisso e nos cobrar quando não conseguimos cumprir todas os mil papéis que insistimos em nos atribuir. Queremos ser as melhores esposas, as melhores mães, as melhores profissionais e as melhores donas de casa. Assim mesmo, tudo ao mesmo tempo agora. E, de preferência, sem precisar da ajuda de ninguém.

Aí, quando as coisas começam a não sair do jeito que imaginamos, vem a nossa amiga culpa. Achamos que não somos boas o suficiente, que não sabemos educar corretamente nossos filhos, que não somos boas profissionais e por aí vai. Quando, na verdade, não é esse o problema! A maior parte de nós é completamente capaz de cumprir com tudo isso. Acontece que não dá para fazer tudo ao mesmo tempo, nem tudo perfeitamente, muito menos sem ajuda.

Quando a licença maternidade do meu primeiro filho acabou eu estava louca para voltar a trabalhar. Um mês antes eu pesquisei todas as creches dos arredores e e escolhi a que eu considerei melhor. Fiz a adaptação uma semana antes e tudo saiu maravilhosamente bem. Depois de algumas semanas, as coisas começaram a desandar. O Vítor ficava doente semana sim, outra também. Algumas vezes eu chegava em casa tão cansada que não tinha o menor ânimo de arrumar ou limpar absolutamente nada. No trabalho eu ficava me culpando pelo Vítor doente e pela casa bagunçada, então não rendia direito. Não preciso nem dizer que comecei a entrar em parafuso, né?

Levou muito tempo até eu entender que a maior parte das coisas pelas quais eu me culpo não são realmente culpa minha. Crianças ficam doentes e, com exceção de alguns casos específicos, isso não é culpa da mãe. Não dá para trabalhar fora o dia inteiro e deixar a casa um brinco todos os dias, como se tivesse ficado em casa esse mesmo dia inteiro. Aprendi a fazer o meu melhor possível e relaxar quanto ao resto. Não vou dizer que consigo fazer isso perfeitamente! Agora mesmo estou em casa cuidando da caçula que está com febre e tentando não morrer de culpa por não conseguir trabalhar direitinho do jeito que costumo fazer. Mas já estou muito melhor do que antes, agora já sei que ela não está doente por minha culpa e que estou fazendo o que posso. Se comparar com o que eu sentia antes, isso é um grande avanço! E sei que não estou sozinha neste sentimento, muitas e muitas mulheres se sentem exatamente como eu.

A grande vantagem de "investir" nessa aprendizado foi que, assim, aprendi a curtir a verdadeira maternidade, a verdadeira beleza de ser mãe. Aquela maternidade que não é o tempo todo boa e nem o tempo todo ruim. Que tem coisas difíceis sim, que me deixam sem saber o que fazer muitas vezes. Mas que, na maior parte do tempo, me traz muitas e muitas alegrias. Das coisas mais conhecidas até as mais simples, que só as mães podem saber.

*post de minha autoria publicado originalmente no blog Mulher e Mãe, em 2011.

quinta-feira, fevereiro 07, 2013

Como lidar com as intermináveis brigas entre irmãos? Parte I

A foto ficou meiga, mas eles também brigam feito cão e gato.
Se tem uma coisa que as mães que têm mais de um filho já sabem é: eles brigam. Não, acho que não me expressei corretamente: eles brigam MUITO. Juro que por aqui tem hora que dá vontade de sair de casa e largar os dois brigando sozinhos. O que me consola (além do fato de que eles também brincam juntos e se dão bem) é que eu sei que não é só aqui em casa que isso acontece e saber que isso é natural. E o que me motiva a procurar novas maneiras de lidar com isso é saber que a forma com que os pais lidam com esses embates pode influenciar um monte de coisas no futuro, desde a forma como eles se relacionarão entre eles até a forma com que lidarão com conflitos em geral, na vida lá fora. Não estou dizendo que é fácil, nada disso! Só estou dizendo que consola um pouco...rs

Conversando com outras mães que passam pelos mesmos problemas que eu, resolvi fazer um compilado de dicas aqui no blog. Algumas coisas eu aprendi na prática mesmo, mais ou menos como um dos lemas do escotismo (aprender fazendo). Outras eu peguei em livros que comprei sobre o assunto e que consulto sempre para tentar facilitar as coisas para o meu lado. Como eu achei muito material interessante sobre o assunto (mais a minha experiência), vou fazer dois posts, para não ficar muito grande e ninguém desistir de ler. No final vou colocar o nome dos livros que eu consultei, pois sei que tem sempre gente querendo ler também. Vamos lá:

- No reino animal os filhotes brincam de brigar. É assim que eles aprendem a sobreviver às hostilidades do mundo adulto. Então tente ter em mente que isso é uma escola para todos (por mais enlouquecedor que possa ser). E não se engane, o relacionamento entre amigos não dá a mesma preparação. Se você não quiser resolver um problema com um amigo você pode simplesmente resolver não vê-lo mais. Com irmãos isso não é possível, então é preciso achar uma solução.

- Não dá para ter as mesmas expectativas para todos os filhos, nem gêmeos idênticos são totalmente iguais. Então tente resistir à tentação de usar um "programa" único para todos.

- Para ter uma briga é preciso dois (ou mais), não dá para separar bonzinhos de maus. Durante algum tempo eu tentei ser "juíza", ver quem estava com a razão, mas no fim desisti. Em alguns casos digo que se eles não se resolverem vou acabar com a brincadeira e pronto.

- Ao invés de tentar resolver o problema, tente "jogar" o problema para eles: pergunte como eles acham que isso pode ser resolvido. Se eles tiverem dificuldade em das sugestões, apresente algumas para eles. E não queira que a situação seja resolvida rapidamente (nem adultos conseguem isso), dê tempo para que eles resolvam. Mas é preciso que eles saibam que, se não houver solução, haverá uma punição (castigo, o fim da brincadeira, a televisão ser desligada). 

- É importante deixar as regras claras. Principalmente sobre comportamentos aceitáveis, espaço pessoal e direito de posse (mais ou menos como em uma guerra...hehehe) E não deixar impune quem desrespeitou essas regras.

- Eu sei que é difícil (sinto isso na pele), mas ignore pequenas disputas. Na maior parte das vezes eles mesmo se resolvem sem que a gente tenha que interferir e isso é saudável para o aprendizado deles.

- No caso de uma grande disputa, ou de algo que eles não consigam entrar em acordo e você realmente precise interferir, não faça interpretações da situação, Diga o que você viu e o que acha que é aceitável. Se ainda assim eles não entrarem em acordo, uma boa solução é deixá-los de castigo em cômodos separados.

- Elogie quando eles estiverem brincando em paz. Minha irmã sempre diz (muito sabiamente, por sinal) que o reforço positivo faz milagres!

O que vocês acham? Têm mais dicas? Então aproveitem para comentar que em breve sai a parte II!

quinta-feira, dezembro 06, 2012

Tirando o carro da garagem


Como uma pessoa tira o carro da garagem ANTES de ter filhos:


Sai de casa, tranca a porta, olha na bolsa para ver se não esqueceu nada, pega a chave do carro, destranca, coloca a bolsa lá dentro, vai até o portão, destranca, abre, volta para o carro, coloca a chave na ignição, liga o carro, engata a ré, anda um pouquinho, espera a hora que não passa carro nenhum, sai com o carro, desliga, vai até o portão, fecha, volta para o carro, liga de novo e sai.

Como uma pessoa tira o carro da garagem DEPOIS de ter filhos:

Sai de casa, olha na sua bolsa e na das crianças se esqueceu alguma coisa, tranca a porta, lembra que esqueceu o celular, volta correndo em casa, destranca a porta, pega o celular, tranca a porta de novo, põe um filho na cadeirinha, manda o outro abrir o portão, vê se colocou mesmo todas as bolsas no carro, coloca a chave na ignição, liga o carro, abre o vidro para escutar o que o mais velho tá berrando lá do lado de fora, fecha o vidro de novo porque tá um calor infernal e o ar não está dando conta do recado, olha para os lados para ver se o filho mais velho não está no caminho, começa a dar ré. O filho mais novo dá um berro: cadê o Teco (o gato)???? Você vai passar por cima do Teco!!! Eu não estou vendo o Tecooooooo!!!

Anda um pouquinho com o carro, espera a hora que não passa carro nenhum, explica para o caçula que o Teco está em um lugar seguro (3 vezes seguidas), sai com o carro, responde de novo que não dá para ver o gato porque ele está em um lugar seguro, para o carro na frente do portão enquanto espera pacientemente que o filho mais velho feche (porque ele perde o foco a cada 30 segundos, a cada mosca que passa), abre um pouco o vidro e lembra: é pra hoje!!. O filho volta para o carro, você engata a marcha e sai, respondendo pela milésima vez que o gato está lá, mesmo que não dê para ver...

quarta-feira, junho 27, 2012

Escrevendo em blog - algumas dicas

Imagem daqui
Eu sempre gostei muito de escrever, desde pequena. Passei pelos diários e agendas e, claro, também entrei na era digital. Mesmo na época em que ainda não existiam os blogs, eu aprendi HTML só para fazer um site e compartilhar o que eu estava sentindo, principalmente na época da minha gravidez.

Não sou uma blogueira famosa e nem profissional. Mas, por ser jornalista, tenho alguns conhecimentos sobre o assunto. E várias vezes as amigas vêm me pedir dicas de como fazer uma ou outra coisa, que dou com o maior prazer. Se eu sei, com certeza vou compartilhar o meu conhecimento com quem estiver afim de aprender!

Por causa disso, resolvi compartilhar aqui algumas dicas simples, coisas que fui coletando por aí, que observei e achei que valem a pena serem observados. Alguns dos tópicos são da época em que eu fazia matéria de jornalismo digital, na faculdade...rs Claro que quem tem blog sabe que isso é algo muito pessoal, cada um sabe do seu. Mas não custa nada tentar dar um "up"!

Se você também tiver uma dica legal, compartilhe nos comentários!!

- Evite posts muito longos.
Confesso que eu sou a primeira a "brigar" com isso. Eu tenho tendência a falar pra caramba, já perdi a conta das vezes em que editei um texto e cortei um monte de parágrafos. As pessoas perdem a paciência quando lêem algo muito comprido, mesmo que o texto seja sobre um assunto interessante.
(Aliás, este post ficou muito comprido. Será que as pessoas vão ler até o final? rs)

- Quebre seu texto em parágrafos curtos.
Nada pior do que olhar um post e ver aquela "massa compacta" de texto. Dá preguiça só de olhar, imagina de ler. Ao criar parágrafos curtos a leitura fica mais dinâmica.

- Não fale sobre muitos assuntos em um só post.
As vezes realmente não dá para fugir e é preciso falar de duas coisas diferentes em um post só. Mas se puder evitar é bem melhor. Três assuntos então fica muito complicado. No fim das contas a pessoa nem lembra mais o que leu lá no começo. Melhor fazer posts diferentes.

- Tenha cuidado com ortografia e gramática.
A linguagem do blog é normalmente bem informal mesmo, todos sabemos disso. Mas uma coisa é ser informal, a outra é assassinar o português. Como bem disse a colega blogueira Elaine Gasparetto, não ter muito estudo não é motivo para cometer erros gritantes. Veja bem, todos nós cometemos erros de vez em quando (eu cometo um monte), mas há coisas básicas com as quais é preciso tomar cuidado. Se você tem dúvidas, escreva o texto no word e passe o corretor ortográfico, assim se sentirá mais segura.

- Não escreva sobre assuntos que não entende ou sobre coisas que não conhece
Na internet é possível encontrar de tudo.  Basta uma busca no Google e pronto, somos quase especialistas. Mas na verdade a coisa não funciona bem assim. Fazer um post sobre um assunto que você não domina faz com que o texto fique fraco e sem embasamento. E com grande possibilidade de escrever algo que não é verdade. 

- Tome cuidado com sorteios.
 É sempre muito legal fazer sorteios no blog. Tanto para aumentar as visitas quanto para "premiar" quem nos prestigia. Mas a linha do legal para o incoveniente é um pouco tênue, por isso é sempre bom ficar atenta. Fazer muitos sorteios ao mesmo tempo faz com que o leitor fique confuso, sem saber no que participar. Além de dividir aquilo que poderia estar focado em um esforço só. As regras do sorteio também merecem atenção especial: se você coloca muitos itens obrigatórios acaba afastando pessoas que até queriam participar, mas não estão dispostas a seguir todos os itens. Simplificar é a palavra da vez neste caso.

- Se for usar um texto que não é seu, cite a fonte ou peça autorização.
Publicar algo que não é seu sem citar a fonte é plágio. E, além de ser muito feio, é ilegal. Se o texto é de alguém muito famoso, vale só citar a fonte. Mas se é de outra blogueira, peça autorização antes.

- Se estiver sem inspiração, não escreva.
Escrever só para cumprir tabela faz com que o post fique muito chato. Como a maior parte de nós (mães blogueiras) leva o blog como um hobbie, temos todo o direito do mundo de ficar em silêncio quando estamos sem inspiração. Se achar que está deixando o blog muito abandonado, escreva um recadinho explicando o que aconteceu.

- Quando tiver inspiração, anote.
Inspiração aparece nos horários e locais mais improváveis. Eu tenho um monte quando tomo banho. Então anote as idéias para desenvolver depois, quando estiver com tempo na frente do computador. As vezes eu tenho mil idéias em um dia só e nenhuma durante semanas. E fui salva pela lista que fiz no dia criativo.

- Coloque sempre uma imagem.
Imagens "alegram" o texto e dão uma cara mais simpática. Elas prendem a atenção do leitor.

- Seja você mesma e divirta-se!
Afinal de contas, não foi para isso que você criou o blog?

segunda-feira, junho 11, 2012

A ditadura do TEM QUE


Eu tenho uma lista com monte de assuntos para falar aqui. Estou com vários posts atrasados, mas não vão morrer se ficarem um pouco mais atrasados. Porque hoje eu vou extravasar a minha revolta. Já faz tempo que eu venho pensando nesse assunto, mas hoje eu estava conversando com outras mães no facebook e o texto apareceu na minha mente. Agora não tem mais volta...

Ando muito revoltada com o tal do "tem que". Eu sempre fui meio revoltada com essas coisas, mesmo antes de ter filhos. Lembro-me que eu sempre disse que não gostava de rosa, que minha cor favorita era o amarelo. Durante anos eu não usei nada rosa, sempre disse que não gostava de rosa. Parando para pensar agora, eu nem sei se não gostava mesmo do rosa. Só sei que tinha raiva mortal dessa coisa que menina TEM QUE gostar de rosa, TEM QUE ter muitas coisas cor de rosa. Criei birra. Hoje eu não tenho nada contra, mas posso contar nos dedos de uma só mão quantas peças de roupa da cor rosa eu tenho no armário.

Mas a revolta contra o TEM QUE veio mesmo depois de me tornar mãe. Porque a mãe TEM QUE ter parto normal, cesárea é inaceitável. O bebê TEM QUE mamar no peito, TEM QUE dormir em seu berço (nada de cama da mãe), TEM QUE dormir a noite toda. Isso é que é um bebê saudável e normal. A mãe TEM QUE trabalhar o dia inteiro (dentro ou fora de casa. Ou os dois), TEM QUE ter paciência eterna com as crianças (gritar com eles nem pensar, nunquinha), TEM QUE evitar a todo custo que as crianças comam açúcar, gorduras e refrigerantes, TEM QUE estar felizes, bonitas e cheirosas para seus maridos ao final do dia. Ou felizes, bonitas e cheirosas para cair na balada e atrair aquele cara bonitão. O menino TEM QUE ser corajoso (medo de barata então é um absurdo), a menina TEM QUE gostar de princesas e ser organizada. A criança até pode usar chupeta e mamadeira, mas ela TEM QUE largá-los o quanto antes (que feio uma criança de 2 anos usando chupeta, meu Deus!). Assim como a que mama no peito. Sim, eu sei que disse ali em cima que elas têm que mamar no peito, mas elas também precisam parar com isso o quanto antes (que feio uma criança de 2 anos mamando no peito, meu Deus!). E as fraldas? A criança TEM QUE desfraldar logo!

A lista é interminável... a mãe TEM QUE ler sempre para as crianças, principalmente todas as noites antes de dormir. Também TEM QUE preparar lanches saudáveis para levar de merenda escolar. E TEM QUE lavar as roupas novas antes que as crianças usem, TEM QUE lavar as roupas separadamente e com sabão especial, TEM QUE saber tudo o que está dentro do estojo escolar do filho e conferir todos os dias, TEM QUE saber educar sem dar palmadas, TEM QUE saber colocar de castigo pelo tempo certo e sem exagerar, TEM QUE falar baixo, TEM QUE sentir culpa, TEM QUE conseguir dar conta de tudo sem ajuda de babá, TEM QUE pensar sempre em emagrecer (absurdo se sentir bem e bonita mesmo estando acima do peso) e bla bla bla bla bla. Cansei de escrever, eu não ia terminar nunca.

E aí que eu sou revoltada. Meu filho era antissocial e demorou uma era para dizer "oi" a alguém que ele não conhecia. O que eu fazia? Nada, esperei isso passar. Ele também tem muitos medos, não tem a grande coragem que menino TEM QUE ter. O que eu faço? Nada, além de conversar e esperar. Alice até gosta de princesas e de brincar de casinha, mas ela também adora umas ogrices e (mesmo sem ter idade ainda) quase que gosta mais do escotismo do que o irmão. Era pra ela ser uma princesa também? Xiiii

Aliás, por falar em Alice, ela ainda mama, usa chupeta e fraldas. Sim, eu pensei em tirar e comecei o processo, mas vi que ela ainda não está pronta. O que eu faço? Nada, espero chegar a hora. Ah, mentira! Para todas essas coisas aí em cima eu faço mais uma coisa: eu sorrio e aceno, minha filosofia favorita! Sabe por que? Porque quando a gente fica se preocupando demais em seguir os "caga regras" da maternidade, o ofício de ser mãe deixa de ser uma coisa legal e se torna um pé no saco. Quem diabos consegue ser feliz tendo que pisar em ovos o dia inteiro?? Então que se dane, eu piso mesmo nos ovos. Faço o que eu acredito que seja o melhor para os meus filhos e para mim. Sim, eu disse para mim, é isso mesmo. Quem diabos consegue ser feliz sem olhar um pouco para si mesmo?

E você?

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P.S.: Para quem não conhece a filosofia do Sorria e Acene, vai uma breve explicação: no filme Madagascar, os pinguins querem fugir do zoológico. Para isso, uma parte da equipe deve ficar do lado de fora da "toca", sorrindo e acenando para os passantes. Enquanto isso a outra parte da equipe faz o que eles realmente querem: cavam um buraco para fora do zoológico. Eles não perdem tempo com debates ou protestos. Apenas fingem que concordam e fazem o que querem. Simples e prático. A primeira vez que falei sobre isso foi aqui. Mas também já falei aqui e em muitos outros lugares...rs

sexta-feira, abril 27, 2012

O melhor trabalho do mundo - Obrigado, mãe!

Na sexta passada eu fui ao lançamento da campanha global da P&G para os Jogos Olímpicos de Londres 2012, em comemoração aos 100 dias que antecedem a cerimônia de abertura dos Jogos. Eu imagino que vocês já devam ter visto o vídeo por aí e estou para ver quem assistiu e não chorou. Pelo menos ficou com lágrimas nos olhos, vai...


O tema da campanha é “Obrigado, Mãe” e tem o objetivo de celebrar e reconhecer as mães dos atletas, agradecendo-lhes por todo o esforço que fizeram. Eu achei muito interessante a declaração do vice-presidente global de Marketing da P&G, Marc Pritchard, sobre o motivo de atrelar uma campanha dos Jogos Olímpicos às mães: "A P&G sabe que a infância foi uma etapa fundamental para esses atletas chegarem aos Jogos Olímpicos de Londres 2012 e em toda etapa da vida de cada atleta havia uma pessoa torcendo por ele mais alto do que qualquer outra... sua mãe. A P&G trabalha para ajudar as mães, e não apenas as mães dos atletas olímpicos, mas todas as mães, em todo o mundo. Nos Jogos Olímpicos, estamos usando a nossa voz para agradecê-las."



Eu tenho que confessar que não consegui imaginar as coisas lá no futuro, o Vítor sendo um grande jogador de futebol, um grande nadador... ou quem sabe até um grande velejador, porque não? E é claro que me coloquei no lugar daquelas mães, por isso fiquei tão emocionada. Mas a gente se emociona também ao lembrar do quanto nossa mãe fez tudo isso por nós, mesmo que não tenhamos nos tornado grandes campeões olímpicos, nos tornamos grandes pessoas e isso vale um montão!

Para quem ainda não viu o vídeo e está ficando curiosa, aqui está:


A P&G também lançou um aplicativo no Facebook, chamado “Obrigado, Mãe", Lá é possível que as pessoas também agradeçam às suas mães enviando um conteúdo personalizado na forma de vídeo, imagem com legenda ou texto. Para fazer o seu basta ir na fan page do Facebook www.facebook.com/pglatino.

Eu, a Keka (Test Drive Mami) e a Ana Carolina (Uma mãe e muita coisa) também fizemos no evento uma entrevista com o ator e apresentador Rodrigo Faro, embaixador da Campanha, mas esse aí vai render um post à parte, foi muito legal!!

quinta-feira, agosto 25, 2011

Menina que brinca de casinha vai ser "Amélia" quando crescer?

Imagem retirada daqui




Não é de hoje que os fabricantes brinquedos para meninas oferecem uma vasta gama de opções relacionadas á casa: pia de lavar louça, tábua de passar, máquina de lavar roupa, vassourinha, rodinho e por aí vai. Ao mesmo tempo, eu tenho me deparado constantemente com mães que não querem que suas filhas brinquem com este tipo de brinquedos, por não quererem que as filhas virem "Amélias". Durante muito tempo eu pensei e matutei sobre isso, não é uma coisa fácil de formar opinião assim, da noite pro dia.


Então fiquei pensando sobre como eu era quando criança. Me lembro de querer todos esses brinquedos de casinha. Eu tinha a tábuinha de passar, a vassourinha, acho até que tive uma pia. Pra Barbie então, nem se fala, eu tinha a casa inteira com brinquedos de madeira! Adorava, passava o dia inteiro brincando se deixassem! E olha pra mim hoje em dia: sou uma dona de casa muito mais ou menos, passar roupa só quando não tem outra opção. Se precisar, vivo sem a visita semanal da faxineira, mas só eu sei o quanto isso me custa. E se eu pudesse escolher ($$$), ela ia lá em casa no mínimo 3 vezes por semana. Além disso, adoro trabalhar fora e acho que sou uma pessoa muito melhor quando não passo o dia em casa tomando conta apenas de tarefas domésticas e das crianças. Enfim, apesar de ter passado a minha infância inteira brincando de casinha, essa não foi a minha opção primeira na vida adulta.

Ao mesmo tempo, tenho muitas amigas que escolheram ficar em casa cuidando dos seus filhos e das tarefas domésticas. Para elas, essa é a melhor opção, elas estão felizes e satisfeitas com isso, em cuidar exclusivamente de seus filhos e do seu lar. Se elas brincaram com os mesmos brinquedos que eu? Não sei, talvez sim, talvez não. Talvez alguma delas tenha tido uma mãe que era contra dar esse tipo de brinquedo e mesmo assim elas escolheram ficar em casa, quem sabe?

O que é interessante ressaltar é que o que a criança brinca não irá, necessariamente, definir o que ela fará quando for adulta. Se isso fosse verdade, todos os meninos seriam pilotos de corrida, não é verdade? Bem, pelo menos o meu seria, pela quantidade de Hot Wheels que tem na minha casa. Aliás, ele também seria super herói, com certeza. E bruxo, um novo Harry Potter. Nem quero pensar no que daria a junção de todas essas coisas! rs
Num artigo da psicóloga Ana Lúcia Lourenço de Souza, ela explica que brincar promove o desenvolvimento de habilidades como a coordenação motora, a criatividade e a inteligência. E que é importante promover oportunidades para o brincar, e isto inclui todas as possibilidades imagináveis, pois esses momentos de brincadeira também podem ser importantes para se ensinar comportamentos adequados e potencialmente úteis nas interações que a criança estabelece com seus pares.

Minha irmã, que também é psicóloga, me disse uma coisa muito interessante e importante. Ela lembrou que, antes de culpar este ou aquele brinquedo (e isso pode também abranger a polêmica sobre os violentos), as mães e os pais têm que se observar, porque as crianças aprendem, em maior parte, por imitação dos pais e pessoas que ela convive. Ou seja, a culpa não é da boneca (embora seja fácil culpar os outros) e sim da forma como essa família está transmitindo os valores pra essa criança. Quantas vezes nos pegamos fazendo algo que a nossa mãe fazia sem nem perceber?

Outra coisa que ela chamou a atenção foi para o fato de que hoje em dia existem muitas Amélias por opção, por mais que algumas pessoas ainda achem isso chocante e retrógrado. Mas é bom pensar que podemos ter escolha e fazer o que quisermos, então as mães também têm que estar preparadas pras escolhas dos filhos.

Então além de tudo iso que eu falei aí em cima, eu também acho que é sim importante que a menina brinque de casinha, se assim desejar, porque isso é importante para que a criança entenda o funcionamento de uma casa, de uma família, da divisão de tarefas, entende funções sociais, experimenta emoções. E mais (já estou aguardando as pedradas): acho importante que os meninos brinquem também! E por que não? Não somos nós, as mulheres, que hoje vivemos reclamando do modo machista com o qual nossos maridos foram criados? Não é esse o momento certo para modificar essa situação? É claro que eu não estou dizendo que acho certo encher um menino com brinquedos de casinha, mas se ele tem interesse na brincadeira das amigas, irmãs ou primas, ou até se quer um deles pra ele, não acho que faça nenhum mal, pelo contrário. Acredito que seja muito importante educar hoje os nossos meninos, ensinando a eles que precisam ter papel participativo na vida da família que ele terá amanhã. Se nossas mães e avós tivessem essa visão também, lá atrás, muitas coisas de hoje seriam diferentes.

O que vocês acham do assunto?

quinta-feira, agosto 04, 2011

As mães precisam ter treinamento ninja

Cada dia que passa eu chego mais à conclusão de que mãe realmente não é um ser deste mundo. Com certeza somos seres de outro planeta, disfarçados como terráqueos, certeza. Porque não basta trabalhar fora (ou em casa, que dá o mesmo tanto de trabalho), administrar a casa, saber de cor os horários das atividades extras dos filhos (e das roupas que precisam ser enviadas nestes dias específicos), ajudar a fazer o dever de casa, incentivar a leitura, educar para que seja um cidadão e mais uma pá de coisas que fazemos todos os dias. A gente precisa ser meio ninja pra saber certas coisas místicas ou sair de situações criadas pelo fato de que ignoramos estas certas coisas místicas.

O Vítor está fazendo capoeira. E essa capoeira tem um uniforme. Como ele entrou na escola no meio do semestre, por causa da nossa mudança de cidade, eu levei um certo tempo pra comprar o uniforme. Com tudo isso, calhou de a primeira lavagem desse uniforme ter sido agora, no final das férias (porque ele estava escondido numa sacola, depois de uma apresentação que ele fez). Como toda boa mãe que tem milhões de coisas pra fazer ao mesmo tempo, olhei aquele conjuntinho de calça, camiseta e corda e não pensei duas vezes: taquei na máquina de lavar, claro!

De noite, menino na cama, beijos de boa noite já dados, pergunto a ele se as aulas da capoeira já voltaram e ele diz que sim, que no dia seguinte terá aula. E pergunta: cadê meu uniforme? Eu respondo que foi todo lavado e passado, que está prontinho para ser usado. Ele pergunta: a corda também? E eu, achando que tinha sido super eficiente, respondo que sim. Aí o menino cai no choro, desconsoladamente. Demorei um tempo pra entender o que ele tava falando, porque esse choro todo por causa de uma lavagem de roupa. No meio dos soluços, ele me explica que não pode lavar corda de capoeira, porque a energia vai embora.

Pronto! E agora? Ninguém me explicou isso naquele curso de gestantes, cadê o meu manual de mãe? Quando é que eu ia adivinhar que não pode lavar corda de capoeira, cadê o carregador dessa corda agora? Aí entra a parte da mãe ninja, de driblar a situação sem menosprezar aquilo no que a criança acredita. Dizer que é besteira não vai ajudar em nada, não é? Comecei tentando explicar que achava que em uma ou duas aulas - se ele se alimentasse bem - a energia voltava. Aparentemente não fui muito bem sucedida nessa tentativa não, porque ele continuou chorando. Então tentei passar pro lado da piada, porque se tem algo que faz uma criança parar de chorar é arrumar algo pra ela rir.

Primeiro falei que no dia seguinte colocaria o uniforme nele e colocaria seu dedinho na tomada, que a energia voltava em dois tempos. Ele riu um pouquinho, eu continuei. Se a energia vai embora com a água, vai pro esgoto, né? E vai entrar em quem? No rato, é claro! Disse que o dia que eu visse um rato gingando a capoeira eu saberia com certeza o que tinha acontecido. Aí entra a parte do primeiro mico: eu, no meio do quarto, imitando os gestos que o rato faria. Pronto, ele caiu na gargalhada e todos foram dormir em paz.

Mas eu falei a parte do primeiro mico, não é? Significa que tem um segundo, claro. Eu, hoje de manhã, contando a situação para uma das tias da escola e pedindo por favor para que ela pedisse ao professor ensinasse o Vítor a reenergizar aquela corda dele.

Mãe passa por cada uma, vou te contar!

quarta-feira, janeiro 12, 2011

E os bons ventos começam a soprar

Eu não disse que eu ia enterrar 2010? E não dei boas vindas à 2011? Pois é, as coisas já começaram a melhorar e novos ventos começaram a soprar. Muita novidade vêm por aí, eu vou contar aos pouquinhos. Mas a primeira é a seguinte: estou empregada novamente.

E não, não é somente um emprego. Um emprego qualquer. É o emprego que eu sempre quis, onde eu posso aliar o que eu SEI fazer ao que eu GOSTO de fazer. Onde eu trabalho com pessoas que possuem a mesma visão de vida que eu tenho, que compartilham os mesmos interesses e ideais.



É com muito prazer que anuncio que agora faço parte da Rede Mulher & Mãe. Ainda não conhece? Então corre lá e veja:

O blog: http://redemulheremae.blogspot.com/

A rede social (é, uma rede social só para mulheres!!!): http://www.mulheremae.com.br/

O twitter: @redemulheremae

Aguardem que, em breve voltarei com mais boas notícias! E obrigada por todo o apoio que vocês sempre me deram. Isso foi e é muito importante para mim!

terça-feira, dezembro 28, 2010

Fórmula mágica para criar filhos. Será?

Eu acho um clichê do tamanho do mundo esse negócio de que, para ser boa mãe, o ÚNICO caminho é abdicar de toda e qualquer vida profissional para se dedicar única e exclusivamente às crianças. Não me levem à mal, eu até acho que é uma boa idéia e muitas vezes me peguei pensando nisso. O que eu acho que é um clichê do tamanho do mundo é achar que esse é o ÚNICO caminho.

Nem vou entrar na discussão de porque este ou aquele caminho é bom ou ruim, porque ele pode ou não dar certo. Porque este post não foi escrito para debater esse assunto e sim parar falar, mais uma vez, do respeito ao próximo. Do respeito ao outro que tem uma opinião diferente, que cria o seu filho de maneira diferente da nossa.

Nós vivemos uma vida tão múltipla! Todos os dias a vida nos mostra que existem vários caminhos para se alcançar satisfatoriamente um objetivo. E quando se fala em criação de filhos, ainda assim existe gente que levanta seu dedinho acusador para criticar o modo de criação alheio. E se acha tão boa a ponto de qualificar as demais mães como "preguiçosas" e outros adjetivos do tipo.

Eu me orgulho de fazer parte de um grupo com centenas de mãe, com centenas de opiniões diferentes sobre um monte de coisas. Mas, com exceção de um ou outro probleminha aqui e acolá, nos respeitamos e nos ajudamos. E debatemos diversos assuntos, muitos até polêmicos. Mas com um ingrediente mágico: nós respeitamos a opinião alheia. Não desprezamos outra mãe porque ela pensa e age diferente da gente. E nem saimos por aí dizendo que o tudo que está fora do que pensamos é errado e vai dar errado.

É muito fácil sair por aí rotulando as pessoas. Difícil é ser honesto consigo mesma, olhar no espelho e encarar seus defeitos e erros. Porque todos nós temos, todos nós. Sem exceção.

Então, se ainda assim alguém acha que encontrou a FÓRMULA MÁGICA PERFEITA E ÚNICA para criar filhos, corre e vai rapidinho registrar e escrever um livro. Se ela é única e perfeita mesmo, vai virar best seller e vender mais exemplares do que a Bíblia, mais do que água e coca cola no deserto, com certeza. Como eu não acredito que essa fórmula única exista, acho ótimo que essa pessoa escreva o livro mesmo. Assim, mantém seus dedinhos acusadores ocupados e deixa as outras mães em paz para fazer o que mais gostam na vida, levando suas vidas do jeito que querem, sem serem incomodadas.

domingo, dezembro 12, 2010

Uma boa notícia

Depois de fazer o post e de entrar em contato com a Ombudsman da Folha, a jornalista Suzana Singer, tive a grata satisfação de vê-los entrar em contato comigo pedindo mais esclarecimentos sobre o caso da Giovana. E ontem a noite, o blog Mulher e Mãe já publicou a matéria que eles fizeram, em resposta à primeira.

Meus parabéns à Folha de São Paulo, por mostrar que sabe admitir seus erros e que a besteira feita por um mau profissional não servirá para que coloquem todos os demais no mesmo "balaio".

Clique aqui para ler o post do Mulher e Mãe e a matéria.

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Sou mãe. Sou blogueira, Com muito orgulho

Ontem à noite uma das mães do nosso grupo no twitter chamou nossa atenção para um absurdo que aconteceu com uma outra participante. A colega Giovana (que eu ainda não conheço), do blog Nascendo uma Mãe, foi procurada por uma pseudo-jornalista (me recuso a dizer que essa criatura é uma jornalista) da Folha de São Paulo, Luisa Alcantara e Silva, para fazer uma reportagem sobre mães blogueiras.

O que essa pseudo-jornalista não contou para a Giovana é que, na verdade, a reportagem era sobre os possíveis malefícios da exposição de uma criança quando uma mãe tem um blog sobre ela. Portanto, todos os comentários da Giovana foram encaixados em um contexto que não era o que ela imaginara quando deu a entrevista. Como se isso não fosse o suficiente, consta da matéria opiniões de especialistas, como um professor do Departamento de Psicologia Escolar e do Desenvolvimento da UnB, sobre a "superexposição" das crianças e um possível elo com o bullying. Também "falam" psicólogos, pedagogos e pesquisadores.

Acontece que, curiosamente, todos os profissionais consultados têm uma opinião extremamente negativa sobre blogs feitos por mães. Eu não me admiraria se, caso entrassemos em contato com os mesmos, soubessemos que essa "amável" criatura omitiu partes do que eles disseram e só colocou o que era de interesse dela. Sem contar que eles fizeram uma "avaliação" de um caso sem nem ao menos colocar os olhos no blog da Giovana. O que me leva a pensar que apresentaram a eles um caso hipotético. Claro que eles também podem ser péssimos profissionais, mas aí já é outra história.

Enfim, eu sei que jornalistas não são seres perfeitos (assim como médicos, advogados, contadores e por aí vai). E que normalmente os piores fazem tanta caca e tanto estardalhaço que acabam manchando a imagem dos demais (a maior parte de nós tem bom caráter, acredite). Também não tenho ilusões de que a imparcialidade total e verdadeira seja possível, mas tudo tem limites. Claro que sabemos que a história de vida da pessoa, sua criação e o meio onde ela está inserida interferem na forma que escrevemos um texto. Mas daí a fazer o que esta jornalista fez tem uma grande distância. No meu livrinho isso se chama mau caratismo e falta de ética. Não se pode distorcer uma coisa para que ela seja o que você quer que ela seja. E não me interessa se algumas pessoas fazem isso. Isso continua a ser errado.

Na época em que ainda não existiam blogs, eu fiz um site sobre a minha gravidez, a primeira. Dividi medos e anseios, frustrações e esperanças. Se eu me expus? Talvez, embora eu tenha sempre um limite a respeitar, das coisas que conto. Mas em compensação, ganhei grandes amigas que passavam pela mesma barra que eu, a de ser mãe solteira. Com muitas delas eu converso até hoje, tambem fui visitar uma delas em Resende/RJ nas férias e nos divertimos um bocado. Me senti menos sozinha, menos excluída. Percebi que, ao contrário do que as pessoas ao meu redor me tentavam fazer crer, eu não era uma aberração. Então concluo que tive mais benefícios do que prejuízos.

Em minha segunda gravidez, os blogs já estavam em seu auge. Então fiz um relato muito mais detalhado do que aconteceu. Eu dizia os sintomas que me incomodavam, contava as semanas de gestação, reclamava quando tinha vontade, as vezes contava as reações do Vítor com a chegada da irmã. Exposição excessiva, diriam alguns. Quem me conhece sabe que muitas coisas que aconteceram comigo ficaram de fora do blog, pois eram coisas pessoais. E, mais uma vez, ganhei uma legião de amigas. Pessoas que passaram comigo pelas mesmas sensações da gravidez, do parto, dos primeiros cuidados com o bebê. Pessoas que me entendiam melhor do que os outros pelo simples fato de estarem passando pelas mesmas coisas. Empatia imediata. Com muitas eu aprendi coisas novas, com outras eu passei um pouco da minha experiência anterior, tudo foi se encaixando muito bem.


Bem, eu fiquei tão indignada com o que aconteceu que quase escrevi um livro aqui, ao invés de um post. Mas resumindo, o que eu tenho a dizer é:

- Quer fazer uma matéria sobre seja lá o que for? Seja sincera com o entrevistado. Um pouquinho de ética não faz mal a ninguém e ainda te poupa de possíveis problemas com a justiça no futuro. Se ninguém quiser fazer com você sobre este assunto, paciência. É um dos riscos que você precisa correr - se quiser continuar no lado bom da coisa.

- Há uma grande distãncia entre jogar os filhos aos leões e fazer um blog sobre maternidade. Um pouquinho de pesquisa joga uma boa luz sobre o assunto, não custa ir atrás e fazer um trabalho decente.

E para quem interessar possa: sim, sou MÃE. Sim, sou BLOGUEIRA. Com muito orgulho.

P.S.: Leia também:

O post da Rede Mulher e Mãe sobre o assunto

A matéria da Folha de São Paulo

O post do blog Grávida e Gata

O post do blog Hard Rock Mami

terça-feira, setembro 14, 2010

Tem novidade na área

Oi pessoal!!
Vocês já conhecem a ANNA JOANA Camisolas e Pijamas PLUS SIZE? É uma empresa referência em camisolas e pijamas PLUS SIZE modernos, com temática jovem e descontraída. Lá você pode encontrar coleções de roupas que prezam o conforto e o bem estar das GRANDES mulheres brasileiras. 
E não dá pra negar que grande parte de nós, mamães, estamos constantemente acima do peso, não é? E quer coisa pior do que roupa desconfortável? Aí não dá mesmo!
Então tenho uma notícia muito legal. A Anna Joanna está lançando sua nova coleção, a Primavera Verão 2010 2011. E apesar disso aqui estar com a maior cara de post pago, não é não. É só porque eu gosto muito delas, sou cliente e gosto de divulgar os locais onde fui bem atendida. E o tom do texto é minha alma de jornalista falando mais alto! kkkkk
Então confira aí embaixo a novidade que elas estão divulgando hoje! E não deixem de visitar a página: http://www.annajoanalojavirtual.com.br

  ANNA JOANA Primavera Verão 2010 2011

A ANNA JOANA Camisolas e Pijamas PLUS SIZE invade as novas estações com muitas cores, diversão, responsabilidade, amor e delícias.
A Linha PSIU celebra o amor nos tempos da internet, onde ele é declarado, em todas as suas formas, através das redes sociais. A linha traz cores vivas e uma estampa atual, o que nos convida a fazer uma nova declaração de amor a todo o momento.
A Linha RECYCLE é um pedido carinhoso de todas nós para as pessoas que nos cercam. Um pedido para que as pessoas tenham uma conscientização maior sobre a importância da reciclagem para o futuro do nosso planeta... Um pequeno gesto e estaremos ajudando a mudar o mundo! Vamos reciclar nossos sonhos?
A Linha JOANA é pura diversão e alegria. Sua cor vibrante e sua estampa divertida faz dela uma campeã de vendas. É difícil não render-se ao charme dessa Joaninha...
A Linha Sweet Dreams está de dar água na boca! Com um delicioso “cupcake” (mini bolo com cobertura- muito famoso nos EUA) a linha promete doces e alegres sonhos.
A Linha FUNNY Romance, como o nome já diz, foi idealizada para as mais românticas. Suas cores claras e seus pequenos bordados de joaninha imprimem delicadeza a essa linha tão querida entre nossas consumidoras. Seguindo a FUNNY Romance, temos uma novidade nessa coleção: a Linha FUNNY Botões, essa linha foi criada para as mamães e também para àquelas mulheres que preferem camisolas abertas.
A ANNA JOANA espera que as novas estações tragam diversão, amor e delícias para todas as nossas clientes.
Que as noites sejam alegres e agradáveis e que seus sonhos sejam sempre realizados e renovados.
Nossa coleção foi desenhada pensando em você, grande mulher, por isso, fale com a ANNA JOANA, nos dê sua opinião, sua sugestão, sua crítica ou elogio, teremos muito prazer em ouvir você.
Um Grande Abraço,
Karina Williams
Diretora Executiva
ANNA JOANA Camisolas e Pijamas Plus Size
 Telefone: 13. 3425 3522
contato@annajoana.com.br                      

quarta-feira, julho 28, 2010

Viajar sozinha com as crianças


Eu sempre viajei muito, desde criança. Na adolescência viajei muito sozinha, de ônibus. Depois que tirei carteira, viajei muito de carro também. E como já trabalhava, também viajei de avião. Sozinha ou acompanhada, sempre amei viajar. Então, quando o Vítor nasceu, não foi diferente: eu viajava e carregava o Vítor comigo.

Viajar sozinha com uma criança não é fácil (duas então). Se você não tem o hábito de viajar, melhor tentar primeiro com outras pessoas. Se você também não tem o hábito de cuidar sozinha da criança (as vezes temos babá, mãe, marido por perto), também recomendo passar um tempo sozinha treinando. Porque quando estamos viajando temos que saber fazer tudo sozinhas, até as mínimas coisas, pois não dá pra virar pra pessoa ao lado e pedir para que segurem o bebê, né? rs Se você é como eu e não aguenta ficar muito tempo sem viajar, nem que seja ali na cidade ao lado, então esse post vai ser útil. Afinal, nem sempre dá pra esperar que o marido possa ir com a gente, né? Ou a mãe, pai... 

- Leve o menor número de roupas possível. É, eu sei, é MUITO difícil. Principalmente se você tem um bebê. E pior ainda se o lugar para onde você vai está frio (que foi este meu caso). Então fiz assim: uma mala pequena pro Vítor, que é homem e usa (e suja) pouca roupa. Uma mala grande pra Alice, que suja milhões de roupas (é golfada, xixi, cocô... aff). E aí cometi um erro: devia ter levado uma quantidade espartana de roupa pra mim. Levei pouca, mas minhas roupas são maiores do que as das crianças (óbvio) e minhas roupas de frio fazem mais volume. Então minha mala, que era do tamanho da mala da Alice, ficou mais pesada. Um saco pra carregar.

- Bagagem de mão. Com crianças maiores não é tão necessário, mas é bom levar uma mochila. No meu caso, o Vítor mesmo carrega a dele. Lá dentro coloco um casaquinho, uma camiseta extra, um lanchinho (esses de avião são uma pobreza. Dessa vez levei um biscoito e um toddynho) e algo para distraí-lo (desta vez foi lápis de cor e almanacão da Turma da Mônica).

Já para crianças menores o bicho pega. Você precisa considerar o tempo que vai ficar em trânsito (por exemplo, antes de embarcar, durante o vôo e o tempo de desembarcar e pegar as bagagens, mais o tempo de translado até onde vocês iram ficar). Esse tempo é importante porque você precisa levar a quantidade de papinha e leite necessárias para esse tempo toda. Também precisa levar fraldas, lenço umedecido, chupetas, fralda de boca e pelo menos duas mudas de roupa. Vai por mim, não leve uma só: se você leva só uma, a lei de Murphy vai imperar e seu bebê vai precisar de mais. Levando duas muito provavelmente você não usará nenhuma! kkkkk

Minha tia carregando a bebechila pra mim
E as suas coisas? Ah, você é minoria. Eu levo minha carteira, minha necessaire de maquiagem (nem sei pra que, só uso o batom mesmo, hábito) e minha caixinha da lente com o líquido pra limpar, caso caia uma sujeira (os dias em que não levei, me ferrei). E coloco tudo na bolsa da Alice mesmo. Ah, mais um detalhe: a bolsa da Alice é uma mochila. Eu comprei a Bebêchila, que é própria para bebês.

Outra coisa: se você for de avião e optar por levar o bebê no sling, saiba que na hora de passar pelo detector de metais é preciso tirar o bebê do sling e passar com ele SEPARADO do seu corpo. Isso significa desfazer todo um esquema que estava prontinho, então fique preparada para isso. Eu não sabia disso e optei por ir com o meu sling de argolas de nylon, achando que poderia passar com ele tranquilamente pelo detector, ledo engano...rs

Vini, meu modelo importado de
outro blog...rs
- Sling, carrinho, bebê conforto, berço desmontável. É muito importante levar algo para carregar seu bebê. Desta vez pensei em levar só o sling, mas fiquei pensando que a Alice tá muito sapequinha e eu iria precisar deixá-la presa em algum lugar em alguns momentos. Cheguei a pensar no bebê conforto, que ela gosta bastante e fica bem tranquila, mas pensei que ele é pouco prático pra carregar e ocupa um espação. Então levei o carrinho guarda-chuva, que fica pequeno quando fechado e é bem levinho. Se você vai de avião, uma dica interessante é: você pode levar seu bebê no carrinho até o portão de embarque. Ainda assim, preferi levar a Alice no sling, para ficar com as mãos livres para dar a mão ao Vítor.

Também optei por arriscar e não levar o berço desmontável. Seria mais um volume para carregar, mais um peso para contar na cota da bagagem. E é importante lembrar que são 23 kg para o adulto, metade para a criança de 2 a 11 anos e NADA para o bebê. Então é imprescindível considerar bem o que vai ser levado.

- Documentação. Para viajar com crianças dentro do território nacional é necessário levar certidão de nascimento delas e um documento seu (RG ou carteira de habilitação, por exemplo). Se você é como eu e ainda não atualizou todos os seus documentos com nome de casada, precisa também levar a certidão de casamento. Para facilitar, coloque todos numa pastinha com elástico, daquelas transparentes. Todas as pessoas que me atenderam foram super solícitas quando eu entregava a pastinha: elas mesmas abriam e conferiam tudo, já que eu estava com a Alice no sling e de olho no Vítor, mais a bolsinha...rs

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Bem, essas são apenas as primeiras dicas. Depois vou publicando outras!

quinta-feira, julho 08, 2010

A maternidade e as comparações


As pessoas têm mania de comparações. Elas adoram comparar uma coisa com a outra. Principalmente as mães. E também adoram entrar numa de "meu filho não está fazendo o mesmo que o filho da fulana está". Algumas pessoas também adoram torturar pobres mães com frases do tipo "como assim seu filho tem 7 meses e ainda não senta?", "seu filho tem 1 ano e não fala? Tem algo errado!" ou ""sua filha tem 8 meses e não engatinha? Não pode!!"


E se temos dois filhos então? Ah, aí as comparações são inevítáveis. Ainda bem que a minha família não é muito disso, senão seria assim: "Ué, Vítor com a idade da Alice já ficava em pé sozinho com apoio". "Nossa, o Vítor com 8 meses já engatinhava, será que não tem nada errado com a Alice?". Mas claro que o fato da MINHA família não falar, não impede que OS OUTROS falem, né? kkkk
Ainda bem que sou muito light com isso. E eu não caio - como algumas mães caem - na tentação de ficar sofrendo por algo que o filho não faz e o filho da vizinha, da mesma idade, já faz. 

Cada criança é uma criança. Melhor ainda: cada ser humano é um ser humano. Temos nossas diferenças, nossos ritmos, nossos gostos. Todos esses são particulares. Claro que existem 2 (ou mais ) indivíduos com ritmos parecidos ou gostos parecidos. Mas não dá pra fazer disso uma regra. Se você tem 10 filhos e cria todos do mesmo jeito (se isso fosse possível), eles vão ser diferentes.

O que fazer então? Claro que isso é a minha opinião, cada um tem a sua. Mas na MINHA (humilde) opinião, o negócio é fazer como os pinguins do Madagascar, sorrir e acenar (não conhece? Olhe aqui). Aliás, ainda acho que essa é a primeira lição que toda mãe deve aprender, desde que fica grávida. Mãe que não utiliza essa tática, sofre demais na vida, aff!

Aproveitando este tema, outra coisa eu que me incomoda demais são as pessoas que acham que só tem um jeito certo na vida para educar os filhos. E claro que esse jeito é o jeito dessas pessoas, né? Claro. Então vem as pérolas que dizem que você é menos mãe se tem filho por cesariana, é menos mãe porque não amamenta, é menos mãe porque dá outros alimentos antes dos 6 meses, é menos mãe porque trabalha fora, é menos mãe porque tem uma babá, é menos mãe porque põe o filho na creche. Eu poderia passar o resto do dia aqui falando isso.

Acontece que NÃO existe SÓ UMA forma de criar os filhos. E sabe por que? Justamente pelo que falei lá em cima: cada ser humano é um ser humano diferente. Tanto as mães quanto os filhos. Então dizem: é fácil amamentar. Pode ter sido pra você, mas tem outras milhares de mães por aí que também queriam muito e não conseguiram. Eu tenho algumas amigas que passaram por isso e sofreram bastante, coitadas. (Flavinha não me deixa mentir, né sister?). E sofreram principalmente por causa dessa opressão generalizada. Dá pra crer que a paravam na rua e diziam "coitadinho", quando ela falava que não conseguiu amamentar? Pois é, Pedrão é 3 dias mais velho do que a Alice e tá lá, lindo, forte, sapeca e saudável. E engatinha desde os 6 meses. Alice com 8 meses ainda não engatinha. Dá pra comparar então?

Uma mãe não é boa mãe porque introduz alimentos antes dos 6 meses? E as que precisam trabalhar, vão matar seus bebês de fome? Decerto isso é ser boa mãe, deixar as crianças desnutridas. Uma mãe é imperfeita porque contrata uma babá para ajudar em casa? Então carregar o mundo nas costas e ficar sobrecarregada e estressada deve ser requisito pra ser boa mãe, certo? Uma mãe é partidária de dar palmadinhas nos filhos, isso dá direito a outra pessoa de vir criticar? Como disse minha amiga Marília Mercer, eu gostaria da minha parte dos palpites em fraldas, por favor.

Algumas pessoas por aí dizem que não existe isso de SER MENOS MÃE. Eu acho que existe sim. Uma mulher é MENOS MÃE DO QUE OUTRA quando negligencia os filhos, quando espanca as crianças a ponto de mandar pro hospital, quando as deixa sozinhas em casa de noite para ir pro bar encher a cara, quando abandona um recém nascido na lata do lixo e não se arrepende do que fez. Assim como a lista de críticas, eu poderia passar o resto do dia aqui listando a lista das mães que são menos mães do que as outras.

Se uma mãe ama seu filho, ela é quem sabe o que é melhor pra ele. Ela pode estar errada? Claro que pode! Mas o que dá direito a outra pessoa ir lá criticar? Por acaso ela também não está errada em nada, nadinha? Nunca vai estar? Pois é, entramos na velha história de atirar a primeira pedra.

Acho que poderíamos propor ao mundo um acordo: vamos ser mais solidários com o próximo, tentar enxergar melhor as dificuldades do outro. A maternidade precisa ser mais valorizada e menos criticada. E aí fica o mote pro próximo post, quando vou falar de um movimento muito legal que tá rolando na internet.

Eu amo muito os meus filhos e estou sempre tentando fazer o melhor para eles. Se errei? Claro que errei, um montão de vezes. Mas ainda assim fiz achando que era o melhor para a vida deles. E quando vi que estava errada, fui logo atrás de outra forma de alcançar o objetivo. Afinal, o bom desta vida é que a gente pode recomeçar. E pra isso, graças a Deus, existem MUITAS formas de alcançar o mesmo objetivo.

quinta-feira, julho 01, 2010

Coisas que aprendi com o segundo filho

 
 
Uma vez eu escrevi, lá no antigo blog, as coisas que aprendi com a primeira gravidez. Hoje eu escrevo sobre o que aprendi com o segundo filho.

Eu aprendi que não existe receita pra criar um filho. Que o livrinho de regras é o mais flexível possível, que com uma mesma mãe ele pode mudar várias vezes e que o que funciona pra uma, pode não funcionar pra outra. Quer um exemplo: tenho ódio de quem tem um bebê que dorme a noite inteira e te olha com aquele jeito superior, de quem acha que você é que não sabe fazer direito. 

Tive dois filhos, estabeleci as mesmas rotinas para os dois. E quer saber? Um dormia maravilhosamente bem, acordando só uma vez por noite pra mamar. A outra só falta me matar de estafa, acorda de 2 em 2 horas, 3 em 3 horas, chora de noite, me faz dormir 3 horas numa noite por semanas. E aí? E a primeira que vier me dizer que TEM que dar banho, fazer massagem, cantar bambalalão 3 vezes e plantar bananeira no final, ou seja lá o que for, vou tacar pedra sem dó! kkkk Porque como eu disse lá atrás, o que funciona pra uma nem sempre funciona pra outra, cada bebê é um bebê, assim como somos seres humanos únicos e temos nossas manias e características.

Outro exemplo: quando eu tinha só o Vítor, era contra a cama compartilhada (por medo de machucar a criança). Aí veio minha Alice "estômago de draga", mamando como recém nascido até sei lá quantos meses e eu aderi com força. E já vieram me dizer que o bebê tem que dormir no quarto dele e blá-blá-blá. Tá bom, se você consegue levantar da sua cama feliz e faceira, ir para outro quarto, amamentar dormir novamente, de 2 em 2 horas e ainda estar com a carinha bonita pela manhã, parabéns. Eu não sou assim. Até aguento o batidão, mas de manhã não sou ninguém. Então digo logo que Alice dorme no bercinho de viagem no meu quarto mesmo e nas noites difíceis ela dorme, sim, na minha cama.

O resumo da ópera é então o seguinte: cada filho é um filho. Ou melhor: cada criança é uma criança. Conselhos são sempre muito bem vindos, pois de um deles pode vir a solução do problema. Mas conselho é diferente de crença inabalável na solução e de cara de "essa daí não faz nada certo". Cada mãe sabe o que é melhor para a criação do seu filho - claro que tem aquelas malucas que exageram. Mas aí, quem pode dizer com certeza o que é certo e o que é errado? Que atire a primeira pedra aquela que tiver certeza absoluta de que está fazendo tudo da única maneira adequada.

segunda-feira, junho 07, 2010

O stress nosso do dia-a-dia*

*Sabiam que a partir de 2012, quando o Novo Acordo Ortográfico entrará em vigor pra valer, não existirá mais diferença entre dia a dia e dia-a-dia? (Nem sabia que existia? Então abafa e olha aqui ó) Viu? Entre Fraldas e Livros também é cultura! :)

Eu ando meio estressada, eu sei. Primeiro que passo o dia em casa cuidando de duas crianças e da casa, sem babá nem empregada. Esse é o primeiro problema. Até seria o menor deles, se a Alice dormisse a noite inteirinha. Mas não, a bichinha acorda de duas em duas horas pra mamar.

Tá achando pouco? Então toma lá: Vítor tá se rebelando contra os deveres escolares e contra a alimentação saudável. Também só quer saber de brincar, brincar e brincar. Arrumar o quarto depois, botar pijama, escovar os dentes... isso tudo é feito em velocidade "lesmônica". aí da-lhe bronca!

Sem contar que os dentes da Alice estão nascendo TODOS AO MESMO TEMPO. Não estou exagerando não. Semana retrasada nasceu um em cima. Semana passada nasceu o outro. Essa semana estão nascendo os dois da frente de cima e mais dois de baixo. É ou não é um filhote de jacaré? kkkk

E não sei vocês ou se é só comigo, mas aqui marido tem um problema sério. Além é claro dos problemas típicos de todos os homens, claro. A memória do protozoário é prodigiosa perto da memória do meu marido. É verdade! Ele é do tipo que esquece que está estendendo a roupa no meio do serviço (sério mesmo, já fez isso várias vezes) e não lembra mesmo! Então dá pra ver que tipo de ajuda eu tenho por aqui, né? Ainda bem que tudo o que eu peço ele faz (claro que eu preciso pedir, perceber sozinho... é mais fácil nevar em Brasília) e que nos fins de semana fica com os dois por umas horinhas pra que eu cochile um bocadinho.

Mas pouco a pouco vou botando as coisas em ordem. Consegui instalar uma rotina aqui, estou procurando uma pessoa pra me ajudar e fazendo meu curso de webdesign. Também já vou colocar em prática a Remoção Gentil (veja aqui o que é isso) pra Alice dormir melhor e Gráficos Motivadores (desculpe, não achei um link para explicar, mas prometo um post sobre isso depois) para melhorar o comportamento e incentivar a proatividade do Vítor. Os outros problemas eu vou resolvendo também, mas aí já é outra história...rs

Pra dar mais leveza a este post, aí vão umas fotos das crianças. Eles estão cada dia mais lindos!!





quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Alice e seu mundo aquático

A Alice é um pequeno peixinho. Essa menina ama água. Imagina como é largar um peixe vivo em uma bacia com 3 ou 4 dedos de água? Ele pulando? Pois é, você acaba de visualizar um banho na Alice. Ela bate pé, bate perna, bate braços, uma alegria sem fim.

Esse feriadão de carnaval a gente resolveu fazer uma orgia financeira e viajar. Claro que não fomos pra nenhum lugar muito caro, mas é que com a atual situação financeira que estamos, teoricamente não daria pra viajar. Mas quer saber? Tô de dodó em casa desde o Natal, cuidando da casa e das crianças full time. Passei por stress com o apartamento novo que não vai mais sair (quer dizer, ele saiu, nós é que não vamos poder morar nele), sem saber onde ia deixar meus filhos, chorando de preocupação, Gu desempregado... ah, a gente bem que merecia um descansozinho, agora que as coisas tão começando a engrenar, né? Eu bem que precisava de uns dias sendo servida e comendo comida preparada pelos outros - e sem que eu precise lavar os pratos e arrumar a cozinha.

Então fomos pra Rio Quente/GO, que é uma cidadezinha ao lado de Caldas Novas/GO, que é mais conhecida. Águas quentes, delícia!! Rio Quente é mais conhecida pela famosa Pousada do Rio Quente, atual Rio Quente Resorts. Claro que não ficamos lá, que é caríssimo, mas achamos uma pousadinha da hora (como diria o Sid, o cientista), com piscinas e chalés, bem gostosinha. E como todos os hóspedes tavam pouco se lixando pras piscinas e só queriam saber do muvucão do Hot Park, a piscina ficou praticamente pra gente.

E eis que as piscinas em Rio Quente e Caldas Novas não têm cloro (por causa da água quente) e suas águas são trocadas todos os dias. Junte a isso os poucos frequentadores da piscina e encontramos a oportunidade ideal de colocar nossa peixinha em algo maior do que uma banheira. E foi um sucesso! No primeiro dia, usamos o biquini que a "sogra" dela deu, a minha sister Flavinha e seu filho Pedrão. Mas eis que ficamos babando tanto a alegria da pequena que esquecemos de tirar fotos. Ela ficou só 20 minutos, não queria abusar, né?



No segundo dia eu não entrei com ela. Antes da gente viajar ela estava com o nariz escorrendo, não quis dar chance pro azar. Ficamos as duas do lado de fora. No terceiro entrei só pra tirar fotos. Poses e mais poses, quem vê acha que a menina passou o dia na piscina! kkk Mas as fotos ficaram lindas, ela ria muito da água, batia a mão e espirrava tudo no rosto, achava tudo muito engraçado. E foram mais 20 minutos muito bem aproveitados.



Me perguntaram se minha pediatra liberou banho de piscina antes dos 6 meses. Olha, mãe de segunda viagem é assim: nem se lembra que tem que perguntar alguma coisa pro pediatra. Claro que eu não ia colocar a bichinha pra tomar banho no piscinão de Ramos nem na Água Mineral em dia de domingo (pra quem não é de Brasília, é um parque em que você paga e passa o dia, com piscinas naturais, lindo. Mas super muvucado). Se eu tiver um terceiro, já vai nascer nadando no mar! :D