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segunda-feira, setembro 12, 2011

Gentileza gera gentileza - sem demagogia


Hoje acordei meio desanimada com a humanidade. Sei que é só hoje, que amanhã estarei animada com o futuro novamente e coisa e tal, mas hoje acordei assim. Acordei de saco cheio das pessoas que enchem a boca pra falar mal do mundo, pra dizer que o mundo hoje não é mais como era antigamente, pra dizer que o trânsito é cada dia mais caótico e agressivo, pra dizer que as pessoas não são gentis e que o fim do mundo está chegando.

De saco cheio porque a maior parte dessas pessoas reclama, reclama e não faz absolutamente nada pra mudar a situação. E eu fico me perguntando o que elas acham da vida, porque se elas mesmas não são gentis com os outros e somos nós que formamos a população mundial, como é que as coisas podem mudar? Como disse um amigo meu, o ruim desse tipo de gente é que eles acham que já estão fazendo a parte deles ao reclamar. E que essa história de que gentileza gera gentileza é pura demagogia, utopia, papo de quem acha que pode mudar o mundo. Ser gentil não é pra ser na base da troca. Não dá pra ser gentil apenas se as outras pessoas também forem com você. Mas também não é ser boboca e deixar que te façam de gato e sapato.

Eu não sou perfeita, pelo contrário, estou muito longe disso. Lembro de um post que minha querida amiga Rogéria Thompson fez um dia desses, falando que brasileiro não pode reclamar dos políticos que têm, porque faz um monte de coisas erradas, sabendo que são erradas e continuam a fazer assim mesmo, achando que está tudo bem. E eu me encaixava em alguns itens, como comprar dvds piratas e falar ao celular enquanto dirijo. Mas, mesmo assim, eu sei que ter defeitos todo mundo tem e que isso não tem nada a ver com ser omissa e deixar de fazer todas as outras coisas por causa disso. Sei que a velha história de cada um fazer a sua parte é sim muito verdadeira. Porque se eu faço, você faz e ele faz, as coisas já ficam um pouquinho melhor.

Quer um exemplo? As pessoas reclamam que não existe mais gentileza e tal, mas quando tem um carro querendo mudar de faixa, aceleram logo pra não deixar que ele entre. Ou fingem que não estão vendo que a pessoa logo atrás de você na fila do supermercado está apenas com dois itens na mão e não custaria nada deixá-la passar na sua frente. E param na vaga de deficiente/idoso, com a desculpa de que vai ser rapidinho ou que não vai aparecer ninguém precisando dela agora. Acham um saco algumas pessoas terem direito à prioridade nas filas e pra entrar no avião, como se isso fosse um privilégio qualquer e não uma necessidade dessas pessoas. Afinal, essas prioridades são ótimas e lindas, até o momento em que passam a interferir em suas vidas. Como se perder um minuto, cinco ou dez, fosse fazer muita diferença depois. Pra mim, a verdadeira diferença você faz é na vida de outra pessoa quando é gentil, quando "perde" esses míseros minutinhos em prol de outra pessoa, principalmente quando é um estranho.

Outro dia na rodoviária de Santos eu encontrei uma mulher com um bebê da idade da minha Alice (quase dois anos) e uma mala pesada, sem conseguir subir um lance imenso de escadas. Eu estava correndo pra comprar minha passagem, mas parei tudo para ajudá-la. Isso não me tomou mais do que 2 minutos e fez uma pessoa feliz naquele momento. Ontem a noite, no aeroporto de Congonhas, eu estava com a Alice agarrada em mim que nem um carrapicho e pegando sozinha minhas malas na esteira. Ninguém se ofereceu pra me ajudar, ninguém. Não quer dizer que eu não consiga fazer sozinha. Eu consigo e fiz. Mas se alguém se oferecesse pra me ajudar eu aceitaria de bom grado, pois me facilitaria as coisas. Aliás, acabo de me lembrar de um fato que deixaria aquele famoso político homofóbico de cabelos em pé: numa outra viagem que fiz com a Alice, tinha um travesti ao meu lado que foi extremamente gentil ao se oferecer pra me ajudar com minha bagagem. Aquela dezena de "machos alfa" que estavam no aeroporto ontem não tiveram um centésimo dessa mesma gentileza e cavalheirismo.

Então, enquanto dura essa minha onda de indignação, quero propor a vocês um desafio: pensem no que eu disse, avaliem suas vidas. Pensem que nossos filhos aprendem com o exemplo, que eles irão repetir os atos que nós fazemos, as vezes automaticamente. Avaliem no impacto positivo que vocês causam no mundo quando cedem dois minutos da sua vida pra ajudar alguém, por mais ínfimo que esse ato possa parecer. Que não é preciso de grandes atos, não é preciso largar todos os seus bens e se mudar para a África para combater a fome. Você pode ajudar muito fazendo um pequeno ato a cada dia. E, se ainda assim, vocês continuarem achando que sua atitude não vai mudar em nada o mundo, lembrem-se de que hoje é só a sua atitude, mas amanhã será a sua e a dos seus filhos, que irão repetir as boas ações, pois viram os pais fazerem assim. E depois de amanhã, a sua, dos seus filhos e a dos seus netos. Isso será multiplicado, podem ter certeza disso. Vamos tentar?

sábado, fevereiro 05, 2011

Diga não ao Bullying Materno


Eu não ia mais falar sobre isso. Mas depois de ler o texto maravilhoso que a Ligiane Castro fez lá no blog dela, eu não aguentei e resolvi falar também sobre o que estou chamando de "Bullying Materno". Sim, muitas daquelas mesmas mães que se orgulham em ostentar selinhos ou participar de campanhas contra o bullying, fazem exatamente isso contra outras mães. É uma mania de achar que só existe UM jeito certo de educar uma criança, todos os outros não só são errados, como são abomináveis. E claro, por causa disse vale tudo, inclusive chamar alguém de "mãe de merda".

As mães passam por tanta coisa na vida! Nem preciso dizer mais nada: quem é mãe sabe a dor e a delícia que é ser o que somos. Então, por passarmos por tudo isso, deveriamos ser as primeiras a ter um olhar compreensivo para outra mãe. Mesmo que essa mãe utilize um método diferente do nosso. Mesmo que não concordemos com o que essa mãe faça. Ao invés disso, algumas não perdem um segundo em jogar várias pedras no que é diferente.

Quem nos deu autoridade para dizer qual é o modo certo de criar um filho? Porque temos um, dois, três ou vinte filhos, de repente viramos experts máximas e oniscientes nesse assunto? A ponto de nos vermos com o direito de apontar o dedo para outra mãe e acusá-la sumariamente? Se uma mãe dá ou não palmadas no filho, amamenta ou não seu filho, fez cesárea ou parto normal, trabalha fora ou não, tem babá ou não, mora em casa ou apartamento, na cidade ou no interior... tudo isso diz respeito apenas a ela e à família dela! Me pergunto porque as pessoas se acham no direito de se considerarem mães melhores apenas porque fazem as coisas de um modo diferente. É apenas um MODO DIFERENTE! E as vezes acho que esqueceram de me dar na maternidade o livrinho com as únicas regras válidas para o jogo!

Fico pensando como serão essas crianças, filhas dessas mães incapazes de aceitar o diferente. Como será quando elas começarem a absorver esses comportamentos intolerantes. Será que, no futuro, serão aqueles que vão tocar fogo no índio que está dormindo na parada do ônibus? Será que serão aqueles que espancam mendigos ou surram quem tem o cabelo roxo? Ou "apenas" praticarão bullying contra os coleguinhas da escola apenas porque eles são gordos, baixos, altos, negros, judeus, católicos, protestantes, espíritas e etc? Se continuarmos por esse caminho, em breve seremos abordados nas pracinhas, por crianças que mal sairam das fraldas, querendo nos ensinar como devemos educar os nossos filhos! Porque nós estamos dando este exemplos a eles!

Talvez seja a hora de lançar uma campanha do tipo: "Não ao bullying materno! O diferente não é necessariamente o errado." Porque eu me recuso a acreditar que a maioria dessas mães faça isso de forma consciente. Eu me recuso a acreditar que elas pensem: vou ali achincalhar um bocadinho aquela outra mãe. Eu acredito que falta apenas um pouco de incentivo, para que elas pensem um pouquinho antes de apontar o dedo para a outro. Eu acredito que seja preciso apenas um instante de reflexão para que elas parem e se coloquem no lugar da outra. Não é preciso que ninguém mude de idéia sobre uma coisa tão importante, como a educação de um filho. É preciso, urgentemente, que pratiquemos o respeito ao próximo, às suas escolhas.

Todas nós temos direito de escolha. Todas nós buscamos o melhor para nossos filhos. E pensando nisso, gostaria que todas nós dedicassemos um pouquinho do nosso dia para pensar sinceramente em duas coisas:

1 - Será que estou respeitando o direito de escolha das outras mães?

2 - Qual o exemplo de tolerância que estou dando ou vou dar ao meu filho, com minhas atitudes?

E vamos dizer NÃO Bullying Materno! Porque o diferente não é necessariamente o errado!

domingo, dezembro 12, 2010

Uma boa notícia

Depois de fazer o post e de entrar em contato com a Ombudsman da Folha, a jornalista Suzana Singer, tive a grata satisfação de vê-los entrar em contato comigo pedindo mais esclarecimentos sobre o caso da Giovana. E ontem a noite, o blog Mulher e Mãe já publicou a matéria que eles fizeram, em resposta à primeira.

Meus parabéns à Folha de São Paulo, por mostrar que sabe admitir seus erros e que a besteira feita por um mau profissional não servirá para que coloquem todos os demais no mesmo "balaio".

Clique aqui para ler o post do Mulher e Mãe e a matéria.

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Sou mãe. Sou blogueira, Com muito orgulho

Ontem à noite uma das mães do nosso grupo no twitter chamou nossa atenção para um absurdo que aconteceu com uma outra participante. A colega Giovana (que eu ainda não conheço), do blog Nascendo uma Mãe, foi procurada por uma pseudo-jornalista (me recuso a dizer que essa criatura é uma jornalista) da Folha de São Paulo, Luisa Alcantara e Silva, para fazer uma reportagem sobre mães blogueiras.

O que essa pseudo-jornalista não contou para a Giovana é que, na verdade, a reportagem era sobre os possíveis malefícios da exposição de uma criança quando uma mãe tem um blog sobre ela. Portanto, todos os comentários da Giovana foram encaixados em um contexto que não era o que ela imaginara quando deu a entrevista. Como se isso não fosse o suficiente, consta da matéria opiniões de especialistas, como um professor do Departamento de Psicologia Escolar e do Desenvolvimento da UnB, sobre a "superexposição" das crianças e um possível elo com o bullying. Também "falam" psicólogos, pedagogos e pesquisadores.

Acontece que, curiosamente, todos os profissionais consultados têm uma opinião extremamente negativa sobre blogs feitos por mães. Eu não me admiraria se, caso entrassemos em contato com os mesmos, soubessemos que essa "amável" criatura omitiu partes do que eles disseram e só colocou o que era de interesse dela. Sem contar que eles fizeram uma "avaliação" de um caso sem nem ao menos colocar os olhos no blog da Giovana. O que me leva a pensar que apresentaram a eles um caso hipotético. Claro que eles também podem ser péssimos profissionais, mas aí já é outra história.

Enfim, eu sei que jornalistas não são seres perfeitos (assim como médicos, advogados, contadores e por aí vai). E que normalmente os piores fazem tanta caca e tanto estardalhaço que acabam manchando a imagem dos demais (a maior parte de nós tem bom caráter, acredite). Também não tenho ilusões de que a imparcialidade total e verdadeira seja possível, mas tudo tem limites. Claro que sabemos que a história de vida da pessoa, sua criação e o meio onde ela está inserida interferem na forma que escrevemos um texto. Mas daí a fazer o que esta jornalista fez tem uma grande distância. No meu livrinho isso se chama mau caratismo e falta de ética. Não se pode distorcer uma coisa para que ela seja o que você quer que ela seja. E não me interessa se algumas pessoas fazem isso. Isso continua a ser errado.

Na época em que ainda não existiam blogs, eu fiz um site sobre a minha gravidez, a primeira. Dividi medos e anseios, frustrações e esperanças. Se eu me expus? Talvez, embora eu tenha sempre um limite a respeitar, das coisas que conto. Mas em compensação, ganhei grandes amigas que passavam pela mesma barra que eu, a de ser mãe solteira. Com muitas delas eu converso até hoje, tambem fui visitar uma delas em Resende/RJ nas férias e nos divertimos um bocado. Me senti menos sozinha, menos excluída. Percebi que, ao contrário do que as pessoas ao meu redor me tentavam fazer crer, eu não era uma aberração. Então concluo que tive mais benefícios do que prejuízos.

Em minha segunda gravidez, os blogs já estavam em seu auge. Então fiz um relato muito mais detalhado do que aconteceu. Eu dizia os sintomas que me incomodavam, contava as semanas de gestação, reclamava quando tinha vontade, as vezes contava as reações do Vítor com a chegada da irmã. Exposição excessiva, diriam alguns. Quem me conhece sabe que muitas coisas que aconteceram comigo ficaram de fora do blog, pois eram coisas pessoais. E, mais uma vez, ganhei uma legião de amigas. Pessoas que passaram comigo pelas mesmas sensações da gravidez, do parto, dos primeiros cuidados com o bebê. Pessoas que me entendiam melhor do que os outros pelo simples fato de estarem passando pelas mesmas coisas. Empatia imediata. Com muitas eu aprendi coisas novas, com outras eu passei um pouco da minha experiência anterior, tudo foi se encaixando muito bem.


Bem, eu fiquei tão indignada com o que aconteceu que quase escrevi um livro aqui, ao invés de um post. Mas resumindo, o que eu tenho a dizer é:

- Quer fazer uma matéria sobre seja lá o que for? Seja sincera com o entrevistado. Um pouquinho de ética não faz mal a ninguém e ainda te poupa de possíveis problemas com a justiça no futuro. Se ninguém quiser fazer com você sobre este assunto, paciência. É um dos riscos que você precisa correr - se quiser continuar no lado bom da coisa.

- Há uma grande distãncia entre jogar os filhos aos leões e fazer um blog sobre maternidade. Um pouquinho de pesquisa joga uma boa luz sobre o assunto, não custa ir atrás e fazer um trabalho decente.

E para quem interessar possa: sim, sou MÃE. Sim, sou BLOGUEIRA. Com muito orgulho.

P.S.: Leia também:

O post da Rede Mulher e Mãe sobre o assunto

A matéria da Folha de São Paulo

O post do blog Grávida e Gata

O post do blog Hard Rock Mami

quinta-feira, novembro 25, 2010

Campanha de arrecadação de brinquedos

Oi pessoal!!

A tropa sênior do nosso Grupo Escoteiro (1oDF) está com uma bonita campanha de arrecadação de brinquedos. Vamos participar!!! O Vítor já separou um montão e já está tudo pronto para levarmos no próximo sábado.

E é muito fácil levar. O Grupo Escoteiro Moraes Antas fica ali no finalzinho da Asa Norte, em frente ao Atacadão, dentro do Quartel do Corpo de Bombeiros. Aguardo vocês lá!!

quinta-feira, julho 08, 2010

A maternidade e as comparações


As pessoas têm mania de comparações. Elas adoram comparar uma coisa com a outra. Principalmente as mães. E também adoram entrar numa de "meu filho não está fazendo o mesmo que o filho da fulana está". Algumas pessoas também adoram torturar pobres mães com frases do tipo "como assim seu filho tem 7 meses e ainda não senta?", "seu filho tem 1 ano e não fala? Tem algo errado!" ou ""sua filha tem 8 meses e não engatinha? Não pode!!"


E se temos dois filhos então? Ah, aí as comparações são inevítáveis. Ainda bem que a minha família não é muito disso, senão seria assim: "Ué, Vítor com a idade da Alice já ficava em pé sozinho com apoio". "Nossa, o Vítor com 8 meses já engatinhava, será que não tem nada errado com a Alice?". Mas claro que o fato da MINHA família não falar, não impede que OS OUTROS falem, né? kkkk
Ainda bem que sou muito light com isso. E eu não caio - como algumas mães caem - na tentação de ficar sofrendo por algo que o filho não faz e o filho da vizinha, da mesma idade, já faz. 

Cada criança é uma criança. Melhor ainda: cada ser humano é um ser humano. Temos nossas diferenças, nossos ritmos, nossos gostos. Todos esses são particulares. Claro que existem 2 (ou mais ) indivíduos com ritmos parecidos ou gostos parecidos. Mas não dá pra fazer disso uma regra. Se você tem 10 filhos e cria todos do mesmo jeito (se isso fosse possível), eles vão ser diferentes.

O que fazer então? Claro que isso é a minha opinião, cada um tem a sua. Mas na MINHA (humilde) opinião, o negócio é fazer como os pinguins do Madagascar, sorrir e acenar (não conhece? Olhe aqui). Aliás, ainda acho que essa é a primeira lição que toda mãe deve aprender, desde que fica grávida. Mãe que não utiliza essa tática, sofre demais na vida, aff!

Aproveitando este tema, outra coisa eu que me incomoda demais são as pessoas que acham que só tem um jeito certo na vida para educar os filhos. E claro que esse jeito é o jeito dessas pessoas, né? Claro. Então vem as pérolas que dizem que você é menos mãe se tem filho por cesariana, é menos mãe porque não amamenta, é menos mãe porque dá outros alimentos antes dos 6 meses, é menos mãe porque trabalha fora, é menos mãe porque tem uma babá, é menos mãe porque põe o filho na creche. Eu poderia passar o resto do dia aqui falando isso.

Acontece que NÃO existe SÓ UMA forma de criar os filhos. E sabe por que? Justamente pelo que falei lá em cima: cada ser humano é um ser humano diferente. Tanto as mães quanto os filhos. Então dizem: é fácil amamentar. Pode ter sido pra você, mas tem outras milhares de mães por aí que também queriam muito e não conseguiram. Eu tenho algumas amigas que passaram por isso e sofreram bastante, coitadas. (Flavinha não me deixa mentir, né sister?). E sofreram principalmente por causa dessa opressão generalizada. Dá pra crer que a paravam na rua e diziam "coitadinho", quando ela falava que não conseguiu amamentar? Pois é, Pedrão é 3 dias mais velho do que a Alice e tá lá, lindo, forte, sapeca e saudável. E engatinha desde os 6 meses. Alice com 8 meses ainda não engatinha. Dá pra comparar então?

Uma mãe não é boa mãe porque introduz alimentos antes dos 6 meses? E as que precisam trabalhar, vão matar seus bebês de fome? Decerto isso é ser boa mãe, deixar as crianças desnutridas. Uma mãe é imperfeita porque contrata uma babá para ajudar em casa? Então carregar o mundo nas costas e ficar sobrecarregada e estressada deve ser requisito pra ser boa mãe, certo? Uma mãe é partidária de dar palmadinhas nos filhos, isso dá direito a outra pessoa de vir criticar? Como disse minha amiga Marília Mercer, eu gostaria da minha parte dos palpites em fraldas, por favor.

Algumas pessoas por aí dizem que não existe isso de SER MENOS MÃE. Eu acho que existe sim. Uma mulher é MENOS MÃE DO QUE OUTRA quando negligencia os filhos, quando espanca as crianças a ponto de mandar pro hospital, quando as deixa sozinhas em casa de noite para ir pro bar encher a cara, quando abandona um recém nascido na lata do lixo e não se arrepende do que fez. Assim como a lista de críticas, eu poderia passar o resto do dia aqui listando a lista das mães que são menos mães do que as outras.

Se uma mãe ama seu filho, ela é quem sabe o que é melhor pra ele. Ela pode estar errada? Claro que pode! Mas o que dá direito a outra pessoa ir lá criticar? Por acaso ela também não está errada em nada, nadinha? Nunca vai estar? Pois é, entramos na velha história de atirar a primeira pedra.

Acho que poderíamos propor ao mundo um acordo: vamos ser mais solidários com o próximo, tentar enxergar melhor as dificuldades do outro. A maternidade precisa ser mais valorizada e menos criticada. E aí fica o mote pro próximo post, quando vou falar de um movimento muito legal que tá rolando na internet.

Eu amo muito os meus filhos e estou sempre tentando fazer o melhor para eles. Se errei? Claro que errei, um montão de vezes. Mas ainda assim fiz achando que era o melhor para a vida deles. E quando vi que estava errada, fui logo atrás de outra forma de alcançar o objetivo. Afinal, o bom desta vida é que a gente pode recomeçar. E pra isso, graças a Deus, existem MUITAS formas de alcançar o mesmo objetivo.

quarta-feira, maio 05, 2010

MEGA PROMOÇÃO COLETIVA

O mundo se torna melhor quando a palavra SOLIDARIEDADE se transforma em ação.
Theo está precisando de ajuda e várias blogueiras decidiram fazer uma MEGA PROMOÇÃO para ajuda-lo



Conheçam a história dele aqui.


Agora veja se não é legal: Você ajuda o Theo e ainda concorre a este monte de prêmios abaixo.


São 17 premios e 17 sorteios


Como concorrer?


1. Efetue um depósito na conta  abaixo, no valor de R$ 5,00 (quem puder pode aumentar o valor)



Bradesco agencia 1200 -  Conta corrente 0027462-3 Leonardo Salomao Simoes (o papai do Theo)


Quem quiser o CPF para fazer transferencia entre bancos solicite por email.


2. Envie o comprovante para este endereço: theovaivencer@gmail.com com seu nome, endereço completo.


Data final da promoção: 12 de maio.


Dia 15 faremos o sorteio e você pode ganhar um desses lindos prêmios