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quinta-feira, janeiro 02, 2014

Fazendo um balanço de 2013


E acabou 2013. Apesar de sabermos que, teoricamente, é apenas mais um dia depois de outro e como todos os outros, na prática é um marco para a maior parte das pessoas, quando costumamos repensar o que fizemos nos 365 dias anteriores e fazemos planos para os 365 seguintes. Não é exatamente uma mudança visível, não é racional. É apenas um momento para parar, respirar, pensar, estar com quem se gosta e ver que sempre se pode recomeçar. E quando muitas e muitas pessoas estão nessa vibe boa, não importa muito se os outros vão continuar na mesma sintonia ou não. O negócio é curtir e aproveitar! Então eu peguei carona nesse momento de reflexão e avaliei também o ano que passou.

Esse ano foi de muito aprendizado e transformação, em muitas áreas da minha vida. Primeiramente eu parei completamente de trabalhar fora, ficando por conta da casa e das crianças. Logo eu, que nunca imaginei que faria isso um dia. Não vou dizer que foi fácil e ainda não é. Mas saber que estou conseguindo acompanhar melhor as crianças e dar mais atenção à casa me dá ânimo pra continuar, saber que estou fazendo a coisa certa. Sem contar que estou livre dos males e das guerras do mundo corporativo, onde um está sempre querendo comer o fígado do outro.

No campo da amizade, acho que posso dizer que nunca me senti tão sozinha, nunca senti tanta falta das minhas amigas de infância e nunca me decepcionei tanto com as pessoas. Eu descobri que sou uma tonta que se vira em mil pra agradar quem eu acho que é meu amigo e que nem sempre isso é recíproco, que isso atrai muita gente interesseira. Já cheguei a oferecer hospedagem e carona pra gente que falava horrores de mim pelas costas (claro que eu não sabia).

Foi depois de uma decepção "em massa", quando eu quebrei a cara com uma pá de gente, que eu resolvi dar uma afastada de tudo e recomeçar do zero. Eu disse ali em cima que nunca me senti tão sozinha antes, mas também nunca estive tão próxima da minha família e nunca me entendi tão bem com o meu marido. E aprendi a separar o joio do trigo. Não digo que coisas como as que eu exemplifiquei lá atrás não irão acontecer novamente, mas digo que aprendi bastante com o episódio e fiquei mais "esperta". E para finalizar bem o ano, Deus me deu amigos maravilhosos, uma nova família escoteira, que não são só meus amigos, mas também dos meus filhos e do meu marido, todos saímos ganhando.

Eu já comentei que dei uma afastada durante essa fase de transformação. Esse é um dos motivos do blog ter ficado tanto tempo sem atualizações, porque quando eu não estou bem, prefiro me retirar e me calar, processar melhor o que estou passando. Por um tempo me afastei do blog e da blogosfera materna, porque precisava saber melhor que caminho eu queria seguir, sem muita influência externa, sem pressão, fazendo o que eu realmente quero e gosto. E por falar em quero e gosto, o Movimento Escoteiro me ajudou muito nesse processo, por vários motivos. Primeiro por me sentir bem sendo útil, passando o que sei para as crianças e as ajudando a crescer. Segundo porque recebo um pagamento maravilhoso, ver a alegria das crianças é realmente muito bom!!

Esse ano eu tive alguns problemas de saúde e resolvi me cuidar melhor. Por conta disso emagreci 12 quilos e ainda preciso emagrecer outros 15. Mas esses primeiros quilos perdidos me fizeram muito bem, aumentaram minha estima, minha disposição e diminuíram minhas dores. Mas estou fazendo isso sem stress, sem neuras e sem culpa. Se quero realmente fazer algo bem feito e duradouro, sei que não vai ser da noite para o dia. E sei que se passar por muita privação, por tempo demais, cedo ou tarde cairia em tentação e enfiaria o pé na jaca. 

Para 2014 eu pretendo continuar essa transformação, tanto interna quanto externa. Também quero ter mais paciência e disposição, menos enxaqueca e mais qualidade de sono. Para o blog eu quero repensar o layout e voltar a postar do jeito que eu postava antigamente, com amor e energia.

Para você que teve paciência de ler esse post até aqui, o meu muito obrigada. E que neste ano possamos nos encontrar mais vezes por aqui! :)

quinta-feira, maio 24, 2012

Profissão de mãe

Você é mãe e escolheu ficar em casa com as crianças. Então não tem profissão? Adoro a resposta que este texto dá sobre isso. Ele é antigo, está rodando há algum tempo pela internet e, mesmo assim, não consegui saber quem é seu verdadeiro autor ou autora. Mas mesmo assim ele continua muito atual, por isso vale a pena conferir:


Uma mulher foi renovar a sua carteira de motorista. Pediram-lhe para informar qual era a sua profissão. Ela hesitou, sem saber bem como se classificar. “O que eu pergunto é se tem um trabalho”, insistiu o funcionário. “Claro que tenho um trabalho”, exclamou. “Sou mãe”. “Nós não consideramos “mãe” um trabalho. Vou colocar “Dona de casa”, disse o funcionário friamente.

Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que me encontrei em situação idêntica. A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona da situação, perguntou: Qual é a sua ocupação? Não sei o que me fez dizer isto, as palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora: “Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas.” A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar para o ar e olhou-me como quem diz que não ouviu bem. Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.

Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial. Posso perguntar, disse-me ela com novo interesse, o que faz exatamente? Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me responder: “Desenvolvo um programa a longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Sou responsável por uma equipe (minha família), e já recebi quatro projetos (todas meninas). Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda???), o grau de exigência é em nível de 14 horas por dia (para não dizer 24 horas). Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que acabou de preencher o formulário, se levantou e, pessoalmente, me abriu a porta.

Quando cheguei em casa, com o título da minha carteira erguido, fui recebida pela minha equipe: uma com 13 anos, outra com 7 e outra com 3anos. Do andar de cima, pude ouvir o meu novo experimento (um bebê de seis meses), testando uma nova tonalidade de voz. Senti-me triunfante!

Maternidade… que carreira gloriosa! Assim, as avós deviam ser chamadas “Doutoras-Sênior em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas”. As bisavós: “Doutoras- Executivas- Sênior”. E as tias: “Doutoras-Assistentes”.

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Primeiro post do ano

Hoje já é dia 04 de janeiro e eu ainda não postei nada no blog, nenhum primeiro post do ano. Eu ia fazer uma reflexão (claro, o que mais se escreve no começo de todos os anos? hehehehee), mas eu estava encarregada de fazer o primeiro post do ano no blog Mulher e Mãe, então a reflexão foi para lá (Para um 2012 realmente diferente).

Foi então que eu recebi um e-mail do meu pai, tão legal que não podia continuar sendo apenas um e-mail, precisava ser compartilhado. Então pedi autorização a ele para publicar aqui, dividir com vocês, começar o 2012 do blog com boas reflexões.

Espero que vocês gostem!

Feliz Diário de Classe em 2012

O final do ano é uma época em que naturalmente as pessoas costumam repensar suas ações passadas. É também verdade que, independentemente de nossa formação educacional, cultural, ambiente familiar e social e valores e experiências absorvidas ao longo de nossa existência, as nossas atividades principais (profissão, hobbies, etc) acabam moldando o nosso modo de enxergar, entender o mundo, a vida, o passar dos anos.

Um psicólogo tende a avaliar o mundo como uma grande rede neural com sinapses de comportamentos, o jornalista como uma aldeia global, com diferentes estágios de acesso às informações, o administrador com um enfoque sistêmico de interrelações, um velejador como o resultado da interação do veleiro sob  influência dos ventos, marés, correntes, etc, um escoteiro como efeito do seu progressivo conhecimento do mundo e de sua capacidade de utilizar soluções criativas, e assim vai.

Se perguntarmos a um professor ele talvez nos diga que a vida pode ser comparada simplesmente a um Diário de classe sem pauta (linhas). Putz, dirão alguns torcendo o nariz, Diário de classe e ainda por cima SEM pauta?

É minha gente, sem pauta. Se pensarmos bem nossa vida pode muito bem ser comparada a um Diário de classe sem pauta. Cabe a nós a tarefa de colocar as linhas nas páginas e preenchê-lo com as nossos sonhos (Conteúdo Programático), ações/realizações (atividades), etc, não é mesmo, sem possibilidade de apagar nem riscar nada. 

Então, vamos aproveitar esse último dia do ano para dar uma verificada no nosso Diário e refletir sobre o que está registrado nele? Estará cheio de boas anotações? Temos muita coisa que gostaríamos de não ter registrado ou até mesmo de apagar? Temos muitas atividades que fomos adiando, adiando e até hoje não colocamos no caderno? E como foi o nosso rendimento? Estamos em falta, dependência ou fomos reprovados? E (o mais importante) será que poderemos mostrar esse Diário sem problemas e com orgulho a nossos pais (coordenadores), irmãos/amigos (colegas de profissão) e aos nossos filhos (alunos)? E que nota eles nos dariam?

Que em 2012 o seu Diário e de sua família seja repleto de boas anotações e boas notas!
Maurício Rosa