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sexta-feira, maio 06, 2011

Ausência e post do dia das mães

Essa semana fiquei em falta com vocês, com o post da quarta-feira, do passeio com as crianças. Mas acontece que continuo sem internet em casa (alô Telefônica, até parece que vocês tão me fazendo algum favor, né??) e Alice ficou doentinha, com infecção no ouvido e conjuntivite (embora eu tenha minhas sérias dúvidas se foi mesmo). Então já viram, né? Tive que ficar em casa, trabalhando pelo celular e correndo aqui pra Mulher & Mãe no final do dia, quando o Gustavo chegava em casa. Mas semana que vem ela poderá voltar pra creche (já que está super animadinha).

Como eu não vou ter tempo de fazer um post pro dia das mães, vou deixar vocês com o post que fiz no blog da Mulher & Mãe. É uma coisa meio maluca, falar de pais no dia das mães. Mas leiam, vocês verão que faz todo o sentido do mundo. Afinal, quem não quer de presente de dia das mães um mundo cheio de homens participativos, praticantes da paternidade consciente? Então cliquem aqui para ler o post que fiz.

(Um comentário extra: meu pai ligou e eu pedi que ele fosse lá ler o post. Ele me ligou de volta dizendo que no dia do meu casamento, quando fiz uma apresentação em homenagem a ele, conseguiu se controlar e não chorou. Mas que ao ler o post não conseguiu, passaram muitas imagens e recordações na cabeça dele. Vale dizer que quando escrevi eu também chorei, né? rs)

segunda-feira, maio 02, 2011

Um dia (muito gostoso) na Natura

A Rede Mulher & Mãe apresentou, nesta última sexta-feira (29/04), a página da Natura Mamãe e Bebê em sua rede social a um seleto grupo de blogueiras. Apesar de que eu trabalho lá, fui também representando o Entre Fraldas e Livros, porque claro que não podia perder a chance de contar pra vocês, do meu ponto de vista, como são as coisas por lá.

Eu já tinha ouvido falar um bocado da sede da Natura. Mas acho que só quem vai lá consegue entender o que tanto tem pra falar. É uma arquitetura meio futurista, me sinto num filme sobre o futuro, um barato. Tudo muito bonito e com muito verde também. Adorei a sala de reunião, com vista para a mata. 

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação
Primeiro tivemos um café da manhã delicioso, o que foi ótimo porque eu tinha comido qualquer coisa cedinho, na hora de mandar as crianças pra escola. E logo depois tivemos um bate papo com a Kika (da Natura Mamãe e Bebê), com a Calu (minha chefinha da Mulher & Mãe), com a Glau (que fará a página da MMBB na Mulher e Mãe) e com o presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, doutor Fernando Nóbrega, que falou pra gente sobre vínculo.

Aliás, que papo maravilhoso! Impressionante saber que muitas mães não possuem vínculos com seus filhos e que isso pode ser causado por diversos motivos: relacionamento ruim com os pais, problemas na gestação ou com a criança, falta de apoio... Até alivia saber que eu tenho um super vínculo com os dois, que sou até bem engajada nessa parte de pesquisar o que não sei pra dar a eles a melhor mãe que eu puder ser. Mesmo assim, depois dos vídeos lindos que passaram lá, fiquei louca pra voltar pra casa e ficar bem agarradinha com os dois. Aliás, rolou um papo de contar alguma situação que demonstrasse o vínculo com seus filhos, mas não deu tempo de todo mundo falar e eu fiquei com uma cena na cabeça, vou contar aqui. A Alice, quando está com sono ou querendo aconchego, no nosso colo, fica repetindo: pé, pé. Quem não conhece fica sem entender. Mas é que ela quer que a gente faça carinho/massagem no pé dela, enquanto a acalentamos. Quer demonstração de vínculo mais linda?

Linha de produtos Mamãe e Bebê
Tomando café com outras mamães blogueiras.

Depois do papo, que pra mim foi muito rápido (o tempo voou, nem vi passar!!!), almoçamos e fomos dar uma volta pela fábrica da Natura. Começando pela creche deles que abriga crianças a partir de 4 meses, até 4 anos. No dia em que a Calu cansar de mim e me mandar embora, vou bater lá na porta da Natura...rs Também conhecemos a linha de produção e ficamos impressionadas com a organização das coisas. Teve mãe/blogueira pedindo pra Natura ensinar essa organização pro Submarino! hahahahahaha

Linha de montagem da Natura
  
Vontade de entrar lá e não sair mais...rs

Mamães blogueiras observando também.

O grand finale do passeio foi a loja da Natura para colaboradores. Sonho de consumo aquilo ali, dá pra experimentar tudo, cheirar tudo, passar tudo... o que tinha de mãe querendo morar lá não tá no gibi! kkkkk Mas como ganhamos uma mala I-M-E-N-S-A e linda da Natura, cheia de coisinhas da Mamãe e Bebê, nem saimos de lá tristes! rsrs



E agora uma foto de toda a bela mulherada junta, mal conseguindo esconder as malas! rs

Todas lindas em suas roupas de inverno (e fez o maior calor hehehe)
Agora vem um parenteses. Eu fiquei muito feliz em encontrar um monte de gente legal, muitas que eu leio sempre o blog, outras com as quais eu converso pelo twitter. Mas tem uma pessoa muito especial pra mim que eu finalmente vi o rosto e pude dar um abraço de verdade. É a Bia Francisco, do Desperate Housewives. Eu e a Bia nos seguimos no twitter desde a época em que eu estava grávida da Alice, desde os tempos de turma da barriga (coisa aliás que ela não tem hahahaha). Uma pessoa que eu admiro muito, porque tem 4 filhos (homens, sim, todos. Tem como não admirar uma pessoa que convive diariamente com 5 homens e não enlouquece?), é super culta, inteligente e bem humorada, cuida da casa com maestria de quem é diretora executiva de uma empresa. E ainda tem uma palavra de carinho quando você precisa. Não dá pra não amar, gente! Então tem um monte de fotos só com ela, porque ela merece:

Um abraço bem apertado, pra matar a "saudade".

Eu, Bia, Calu e Glau, todas lindas e sorridentes.

Pode contar que as mãos da Calu cairam depois dessa foto, do tanto que ela odeia coração "cas mão". Mas pela Bia ela faz! hahahaha

quinta-feira, outubro 21, 2010

Vínculo entre mãe e filho


Eu sou suspeita pra falar de vínculo entre mães e filhos. Porque eu acredito que vínculo até pode ser criado, mas muitas vezes "vem de fábrica". Cada filho é um filho e a gente se relaciona com cada um de um modo. Amar a gente ama do mesmo jeito, mas o vínculo pode ser inexplicável, "de outra vida", ou criado.

Eu fui mãe solteira do Vítor. Tive um apoio tremendo dos meus pais, mas sempre é uma barra enfrentar o primeiro filho desta maneira. Mas o Vítor sempre colaborou, sempre facilitou as coisas pro meu lado. O vínculo que tenho com ele não tem explicação, é como se nós nos conhecessemos de muitas e muitas vidas. Sempre fomos muito unidos, desde a gravidez. Até hoje ele é um companheiro sem igual. Se eu disser que vou a pé até a lua, ele vai comigo, pode ter certeza. E se tem uma coisa da qual eu estou certa é de que, aconteça o que acontecer, eu nunca vou estar sozinha. Porque posso não ter mais ninguém ao meu lado, mas o Vítor estará. Como eu tenho certeza disso? Não sei, apenas tenho.

O Vítor tem muitos ídolos e gosta muito de muitas pessoas, como minha mãe - eles são apaixonadissimos um pelo outro, meu pai - que foi o pai dele por muito tempo, e o meu marido - que é o verdadeiro pai, aquele que cria, né? Mas a mamãe aqui tá sempre no topo da lista. E falo isso sem modéstia e com muita alegria. E com um pouco de medo também, porque sei que ele se espelha muito em mim pra tudo, então eu preciso sempre andar na linha. Se eu ando muito irritada, pode contar que logo logo ele começa a dar trabalho também, bravo e irritado, imitando até meus gestos e jeito de falar.

Uma vez fomos a um almoço beneficente num lar de idosos e ele quis saber o que era isso. Eu expliquei. E ele virou pra mim e disse: mas mãe, as famílias deles não vêm visitar? E eu disse que alguns vinham, outros não. E ele, num misto de decepção e de braveza: eles não sabem que vão ficar velhos um dia também? E meu peito se encheu de orgulho, né? rs

Não é que eu não ame a Alice, nem que eu não tenha orgulho dela assim. Eu e Alice nos amamos e somos bem grudadas. Acontece que com ela o vínculo foi criado, não "nasceu pronto" como o do Vítor. Sem contar que o vínculo dela é mais forte com o pai. Ela ama o pai de graça, com uma força tremenda. Não pode vê-lo, nem de longe, que não sossega e não para de berrar enquanto ele não a pega no colo. É com ele que ela dorme melhor e come melhor. Assim como eu e Vítor, um vínculo inexplicável. E a coisa mais linda de se ver.

Seja lá como for, eu não tenho como negar: sou outra pessoa depois que tive filhos. Meus objetivos mudaram, meu modo de viver mudou, tudo mudou. E eles podem dar o trabalho que for, me deixarem quase louca com os desafios que me apresentam e eu sou obrigada a me virar do avesso pra vencer. Eu os amo incondicionalmente. E cada dia mais e mais. E se Deus me desse condições pra isso, eu teria pelo menos mais um, de preferência adotado. Porque meu coração tem amor demais pra eles, não vai faltar não.