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segunda-feira, abril 01, 2013

Meu filho se alimenta mal. E agora? - parte II

No primeiro post eu falei um pouco do que aprendi com o pediatra nutrólogo Dr. Carlos Nogueira no Workshop da Abbott, sobre os comportamentos dos pais em relação à alimentação dos filhos e o que eles aprendem com isso. Hoje vou falar sobre a parte que cabe aos pais e às crianças nesse comportamento alimentar.

Influência dos pais

- fatores genéticos;
- exposição precoce a sabores;
- disposição de alimentos;
- facilidade para comer alimentos;
- estilo de paternidade e alimentar;
- práticas alimentares.
Influência das crianças

- fase do desenvolvimento;
- ajuste de calorias;
- gostos de desgostos;
- neofobia (relutância em aceitar alimentos novos);
- personalidade
- condições médicas.

Além disso é importante também saber o que cada uma dessas partes decide no processo alimentar, tanto de crianças quanto de bebês:

Bebês

- pais decidem o que os bebês vão comer;
- bebês decidem quanto comer.
Crianças

- pais decidem o que, onde e quando as crianças vão comer;
- criança decide quanto comer.

Sabendo disso, a dica de hoje é: relaxe, que nem tudo é culpa sua. E evite situações de estresse durante as refeições, pois isso gera ansiedade e causa ainda mais problemas (para os pais e para os filhos).

quinta-feira, março 14, 2013

Meu filho se alimenta mal. E agora? - parte I

Dr. Carlos Nogueira, pediatra nutrólogo
Qual a mãe que não tem nenhuma preocupação com a alimentação dos filhos? Mesmo quando eles comem bem a gente acaba tendo dúvidas e nos perguntando se estamos mesmo fazendo o certo. Lá em casa eu tenho os dois lados da moeda: Vítor, que é MUITO chato para comer e Alice, que come de tudo, mais ou menos como uma refugiada da Etiópia. Então tenho sempre que me virar em mil para fazer com que os dois tenham seu aporte diário de nutrientes, porque comer muito não significa comer bem.

Na semana passada participei de um Workshop da Abbott com o pediatra nutrólogo Dr. Carlos Nogueira e confesso que fiquei que nem pinto no lixo com tudo que ele falou, principalmente por causa do Vítor, que é o que me dá mais trabalho com isso. E como sei que tem muita gente na mesma posição que eu, resolvi compartilhar um pouco do que aprendi lá, o que será feito em vários posts. Hoje vou falar sobre o estilo de ser pai/mãe em relação à alimentação:

Controlador

- Controla a alimentação dos filhos;
- Restringe alimentos;
- Pressiona as crianças a comer;
- Ignora sinais de fome e saciedade.

Passivo

- Desiste das responsabilidades;
- Não estabelece limites;
- Ignora sinais de fome ou necessidades físicas e psicológicas da criança.

Indulgente

- Não estabelece limites;
- Alimenta a criança com o que, onde e quando ela quer;
- Prepara comidas especiais para a criança;
- Ignora os sinais de fome.

Responsivo

- Orienta a alimentação da criança;
- Estabelece limites;
- Comem como modelo e conversam sobre comida de forma positiva;
- Respondem aos sinais de fome e saciedade da criança.


O que eu pude perceber, tanto pela conversa com outras mães e blogueiras de lá, quanto pela minha experiência, é que a gente acaba não se encaixando em uma só categoria. Temos traços de diversas e as vezes passamos um tempo em uma ou outra. De acordo com o Dr. Carlos Nogueira isso é perfeitamente normal, mas precisamos ter sempre o modo responsivo como objetivo a ser alcançado.,

E o que ensinamos a nossos filhos quando agimos de cada um dos modos acima?

Controladores

- Ajustam mal as calorias;
- Comem menos frutas e legumes;
- Maior chance de estar acima do peso.
Passivos

- Dietas baixas em nutrientes e ricas em gordura;
- Maior chance de estar acima do peso;
- Bebem menos leite.
Indulgentes

- Fraco senso de fome e saciedade;
- Relutância em provar novos alimentos e sabores;
- Gosto por alimentos não saudáveis.
Responsivos

- Compreensão de fome e saciedade
- Experiências com novos alimentos sem estresse
- Padrões de refeições culturais e familiares;
- Alimentos são bons;
- Comer é prazeroso.

Nos próximos posts vamos falar de como fazer para ser mais responsivos, qual a influência dos pais e das crianças nos hábitos alimentares, quando se preocupar e quando/como usar suplementos e vitaminas.

terça-feira, março 23, 2010

E eis que apareceu o culpado


Faz um tempinho que a Alice acorda às 3 da manhã chorando e não quer dormir mais. Ela, que sempre fez suas refeições da madrugada de olhinho fechado, agora tava querendo agitação. Domingo agora foi o pior dia: ela mal dormiu o dia inteiro e de noite só foi dormir às 2 da manhã. Eu já preocupada, achando que o resfriadinho tinha evoluído pra uma dor de ouvido, sei lá.

Ela tinha pediatra na segunda-feira (22/03) e lá a médica anuncia: você viu que nasceu um dentinho aqui? Como assim?? Eu passei o dedo na gengiva todinha de madrugada e não tinha nada lá!! Bichinho rápido! rs

E foi assim que descobrimos o culpado por nossas noites mal dormidas. Mas nem adianta vocês virem me pedir fotos. Alice não quer abrir a boca por nada neste mundo, se eu tento é um chororô só. Vamos ter que esperar mais uns dias...rs

Aliás, que vida: um caindo dente e a outra nascendo! kkk

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Dia de pediatra

Hoje foi dia de consulta geral na criançada. Aproveitei que faz um ano que o Vítor não ia e marquei os dois, com a pediatra dele, que eu ainda não tinha conseguido levar a Alice por falta de vagas.

Excelente resultado, os dois tão ótimos de saúde. Crescendo bem e engordando mais ou menos, como é de praxe. Ela até brincou, que se não tivesse tratado do Vítor, ia pedir um monte de exames pra Alice. Mas como já sabe como são as coisas, tá tranquila. Ele está com 1,25 m e 21,700 kg. Ela está com 64 cm e 5,300 kg.

Só me deu bronca quando eu contei que, de vez em quando, amamento a Alice deitada.

Pausa

Isso normalmente acontece no fim da madrugada, comecinho da manhã. Eu, depois de ter amamentado sei lá quantas vezes, já tô um caco e instituo o sistema self service: vai mamando aí, quando terminar, solta e dorme.

Despausa

De acordo com ela, por causa da ligação entre o ouvido e a garganta, isso pode dar otite. Fiz uma pesquisa básica com as meninas da @turmadabarriga no Twitter e descobri que praticamente todas amamentam assim e nenhuma delas teve problema com isso. Uma sugeriu que pode ser predisposição. A querida Marília (@marimercer), inclusive, me mandou uns links que explicam que este problema existe em bebês que tomam mamadeira. Apesar de que o Vítor tomava mamadeira deitado e também nunca teve. De qualquer modo, vou passar a colocar o bracinho embaixo da cabeça dela e matar o problema. Porque a essa hora da manhã não sou ninguém mesmo, nunca fui. Me lembro das regatas longas, em que eu passava a madrugada toda acordada, muitas vezes timoneando o barco. Mas quando dava 5h30, 6 horas... me esqueçam, vou dormir. Aliás, velejar em regatas longas assim são um excelente treino pra quem vai ter um filho. Quem tá acostumado com o sistema de turnos num barco tira de letra as mamadas da madrugada.

Mas deixe-me voltar ao assunto. Também conversamos sobre a introdução da alimentação sólida da Alice. É, porque na prática, a teoria é outra e eu não terei direito aos 6 meses de licença maternidade. E ela só mama no peito, não vou botar a bichinha no NAN. Então vou começar uns 10 dias antes (ela quer 7, não vejo muita diferença) e vou tentar algo que nunca fiz: apresentar papinha doce e salgada ao mesmo tempo.

Aliás, essa volta ao trabalho tem doído horrores em mim. Com o Vítor não sofri tanto, talvez porque ele foi pra uma creche. Ou porque ele já não mamava no peito. Só sei que todos os dias agora me pego pensando em como seria bom estar em outra fase da vida, sem tantos problemas financeiros, pra largar tudo e ficar com meus filhos em casa. Preciso confessar que isso tem me dado vontade de chorar.

Mas vamos lá, a vida é assim mesmo. "E a gente vai levando, a gente vai levando..."