(Antes de começar, um parenteses. Hoje seria dia de post da dieta coletiva. Acontece que com esse furacão que está a minha vida, continua tudo na mesma: estou mantendo a alimentação light, mas não consigo fazer os exercícios. E meu peso continua exatamente o mesmo, depois que perdi aqueles 2,5 kg, não emagreci mais, nem engordei também. Então não vou entediar vocês com a falta de novidades)
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| Pra ilustrar o post vamos de Coragem, o cão covarde. É a minha dicotomia! |
Na nossa família temos uma pessoa que trabalha conosco há muitos anos. A Rosa foi babá da minha irmã, depois passou a ser diarista 3 vezes por semana, depois só uma. Quando saí de casa ela foi trabalhar na minha também, quando meus pais se separaram ela acrescentou mais uma casa à sua lista semanal, hoje ela faz faxina na casa de todos nós, menos na minha que é muito longe pra ela, mas vem em ocasiões especiais.
Semana passada foi uma dessas ocasiões, ela veio passar roupa pra mim, que estava sem faxineira (porque a minha resolveu desaparecer. De novo). E num certo momento, a Rosa virou pra mim e falou: "Tati, você é muito corajosa de se mudar pra São Paulo. Eu não teria essa coragem". Eu pensei por uns segundos e respondi: "Não, Rosa. Não é questão de ter ou não coragem. É questão de sobrevivência".
E essa é a mais pura verdade. Ou nos mudávamos para São Paulo ou continuaríamos afundando nessa lama que se tornou nossa vida aqui. Não é preciso coragem pra fazer uma mudança como essa: é preciso fechar os olhos e meter a cara. Não estou dizendo que tem que fazer as coisas sem pensar, não é isso. Estamos com tudo bem planejado. Mas se ficar pensando demais, não faz.
Se eu estou com medo? Claro que estou com medo. Só que se eu parar pra pensar nisso, vou ficar apavorada! Então eu não me dou tempo de parar pra pensar, só planejo e faço. Ainda assim, fico me sentindo mal com algumas coisas, culpadas com outras.
Como com o Vítor, por exemplo. No começo ele não queria ir. Vai ficar longe da avó, da dinda, do avô. Reclamou que ia ficar sem os amigos (e eu: "Que amigos? Você nem tem amigos!" Ao que ele respondeu: "Os da colônia de férias" kkkkkk). Mas falei pra ele dos passeios muito legais que a gente vai poder fazer lá, falei que é pertinho da praia, muito mais perto de Juiz de Fora (casa da minha avó) e ele já está todo animado.
Mas o problema não é esse. O problema é que as coisas aconteceram todas de uma vez e fora do nosso controle. Num mundo perfeito e ideal, teríamos nos mudado em janeiro e ele já começaria o ano na nova escola. Acontece que meu mundo pode ser tudo, menos perfeito e ideal, então ele vai estudar um mês aqui e começar na nova escola. Só que temos mais um detalhe: como a escola do ano passado não tem segundo ano, ele JÁ ESTÁ começando numa nova escola. Ou seja: vai ter que se adaptar à uma nova escola duas vezes. Eu sei que ele é bem esperto e vai passar por isso numa boa. Mas e eu? E minha culpa?? rs
Isso não quer dizer que eu também não esteja animada e feliz. São coisas completamente diferentes. Meu novo trabalho é maravilhoso e instigante, o Gustavo também está animado com as possibilidades, estou recebendo MUITO apoio das amigas lá de Sampa, isso é MUITO legal.
Enfim, estou tendo que trabalhar, mais do que nunca, as minhas facetas de Onça e Gata, como falei nesse post aqui na Rede Mulher & Mãe. Batalho um bocadinho aqui, me aconchego um bocadinho ali. E assim as coisas vão acontecendo.