Depois de fazer o post e de entrar em contato com a Ombudsman da Folha, a jornalista Suzana Singer, tive a grata satisfação de vê-los entrar em contato comigo pedindo mais esclarecimentos sobre o caso da Giovana. E ontem a noite, o blog Mulher e Mãe já publicou a matéria que eles fizeram, em resposta à primeira.
Meus parabéns à Folha de São Paulo, por mostrar que sabe admitir seus erros e que a besteira feita por um mau profissional não servirá para que coloquem todos os demais no mesmo "balaio".
Clique aqui para ler o post do Mulher e Mãe e a matéria.
domingo, dezembro 12, 2010
quarta-feira, dezembro 08, 2010
Sou mãe. Sou blogueira, Com muito orgulho
Ontem à noite uma das mães do nosso grupo no twitter chamou nossa atenção para um absurdo que aconteceu com uma outra participante. A colega Giovana (que eu ainda não conheço), do blog Nascendo uma Mãe, foi procurada por uma pseudo-jornalista (me recuso a dizer que essa criatura é uma jornalista) da Folha de São Paulo, Luisa Alcantara e Silva, para fazer uma reportagem sobre mães blogueiras.
O que essa pseudo-jornalista não contou para a Giovana é que, na verdade, a reportagem era sobre os possíveis malefícios da exposição de uma criança quando uma mãe tem um blog sobre ela. Portanto, todos os comentários da Giovana foram encaixados em um contexto que não era o que ela imaginara quando deu a entrevista. Como se isso não fosse o suficiente, consta da matéria opiniões de especialistas, como um professor do Departamento de Psicologia Escolar e do Desenvolvimento da UnB, sobre a "superexposição" das crianças e um possível elo com o bullying. Também "falam" psicólogos, pedagogos e pesquisadores.
Acontece que, curiosamente, todos os profissionais consultados têm uma opinião extremamente negativa sobre blogs feitos por mães. Eu não me admiraria se, caso entrassemos em contato com os mesmos, soubessemos que essa "amável" criatura omitiu partes do que eles disseram e só colocou o que era de interesse dela. Sem contar que eles fizeram uma "avaliação" de um caso sem nem ao menos colocar os olhos no blog da Giovana. O que me leva a pensar que apresentaram a eles um caso hipotético. Claro que eles também podem ser péssimos profissionais, mas aí já é outra história.
Enfim, eu sei que jornalistas não são seres perfeitos (assim como médicos, advogados, contadores e por aí vai). E que normalmente os piores fazem tanta caca e tanto estardalhaço que acabam manchando a imagem dos demais (a maior parte de nós tem bom caráter, acredite). Também não tenho ilusões de que a imparcialidade total e verdadeira seja possível, mas tudo tem limites. Claro que sabemos que a história de vida da pessoa, sua criação e o meio onde ela está inserida interferem na forma que escrevemos um texto. Mas daí a fazer o que esta jornalista fez tem uma grande distância. No meu livrinho isso se chama mau caratismo e falta de ética. Não se pode distorcer uma coisa para que ela seja o que você quer que ela seja. E não me interessa se algumas pessoas fazem isso. Isso continua a ser errado.
Na época em que ainda não existiam blogs, eu fiz um site sobre a minha gravidez, a primeira. Dividi medos e anseios, frustrações e esperanças. Se eu me expus? Talvez, embora eu tenha sempre um limite a respeitar, das coisas que conto. Mas em compensação, ganhei grandes amigas que passavam pela mesma barra que eu, a de ser mãe solteira. Com muitas delas eu converso até hoje, tambem fui visitar uma delas em Resende/RJ nas férias e nos divertimos um bocado. Me senti menos sozinha, menos excluída. Percebi que, ao contrário do que as pessoas ao meu redor me tentavam fazer crer, eu não era uma aberração. Então concluo que tive mais benefícios do que prejuízos.
Em minha segunda gravidez, os blogs já estavam em seu auge. Então fiz um relato muito mais detalhado do que aconteceu. Eu dizia os sintomas que me incomodavam, contava as semanas de gestação, reclamava quando tinha vontade, as vezes contava as reações do Vítor com a chegada da irmã. Exposição excessiva, diriam alguns. Quem me conhece sabe que muitas coisas que aconteceram comigo ficaram de fora do blog, pois eram coisas pessoais. E, mais uma vez, ganhei uma legião de amigas. Pessoas que passaram comigo pelas mesmas sensações da gravidez, do parto, dos primeiros cuidados com o bebê. Pessoas que me entendiam melhor do que os outros pelo simples fato de estarem passando pelas mesmas coisas. Empatia imediata. Com muitas eu aprendi coisas novas, com outras eu passei um pouco da minha experiência anterior, tudo foi se encaixando muito bem.
Bem, eu fiquei tão indignada com o que aconteceu que quase escrevi um livro aqui, ao invés de um post. Mas resumindo, o que eu tenho a dizer é:
- Quer fazer uma matéria sobre seja lá o que for? Seja sincera com o entrevistado. Um pouquinho de ética não faz mal a ninguém e ainda te poupa de possíveis problemas com a justiça no futuro. Se ninguém quiser fazer com você sobre este assunto, paciência. É um dos riscos que você precisa correr - se quiser continuar no lado bom da coisa.
- Há uma grande distãncia entre jogar os filhos aos leões e fazer um blog sobre maternidade. Um pouquinho de pesquisa joga uma boa luz sobre o assunto, não custa ir atrás e fazer um trabalho decente.
E para quem interessar possa: sim, sou MÃE. Sim, sou BLOGUEIRA. Com muito orgulho.
P.S.: Leia também:
O post da Rede Mulher e Mãe sobre o assunto
A matéria da Folha de São Paulo
O post do blog Grávida e Gata
O post do blog Hard Rock Mami
O que essa pseudo-jornalista não contou para a Giovana é que, na verdade, a reportagem era sobre os possíveis malefícios da exposição de uma criança quando uma mãe tem um blog sobre ela. Portanto, todos os comentários da Giovana foram encaixados em um contexto que não era o que ela imaginara quando deu a entrevista. Como se isso não fosse o suficiente, consta da matéria opiniões de especialistas, como um professor do Departamento de Psicologia Escolar e do Desenvolvimento da UnB, sobre a "superexposição" das crianças e um possível elo com o bullying. Também "falam" psicólogos, pedagogos e pesquisadores.
Acontece que, curiosamente, todos os profissionais consultados têm uma opinião extremamente negativa sobre blogs feitos por mães. Eu não me admiraria se, caso entrassemos em contato com os mesmos, soubessemos que essa "amável" criatura omitiu partes do que eles disseram e só colocou o que era de interesse dela. Sem contar que eles fizeram uma "avaliação" de um caso sem nem ao menos colocar os olhos no blog da Giovana. O que me leva a pensar que apresentaram a eles um caso hipotético. Claro que eles também podem ser péssimos profissionais, mas aí já é outra história.
Enfim, eu sei que jornalistas não são seres perfeitos (assim como médicos, advogados, contadores e por aí vai). E que normalmente os piores fazem tanta caca e tanto estardalhaço que acabam manchando a imagem dos demais (a maior parte de nós tem bom caráter, acredite). Também não tenho ilusões de que a imparcialidade total e verdadeira seja possível, mas tudo tem limites. Claro que sabemos que a história de vida da pessoa, sua criação e o meio onde ela está inserida interferem na forma que escrevemos um texto. Mas daí a fazer o que esta jornalista fez tem uma grande distância. No meu livrinho isso se chama mau caratismo e falta de ética. Não se pode distorcer uma coisa para que ela seja o que você quer que ela seja. E não me interessa se algumas pessoas fazem isso. Isso continua a ser errado.
Na época em que ainda não existiam blogs, eu fiz um site sobre a minha gravidez, a primeira. Dividi medos e anseios, frustrações e esperanças. Se eu me expus? Talvez, embora eu tenha sempre um limite a respeitar, das coisas que conto. Mas em compensação, ganhei grandes amigas que passavam pela mesma barra que eu, a de ser mãe solteira. Com muitas delas eu converso até hoje, tambem fui visitar uma delas em Resende/RJ nas férias e nos divertimos um bocado. Me senti menos sozinha, menos excluída. Percebi que, ao contrário do que as pessoas ao meu redor me tentavam fazer crer, eu não era uma aberração. Então concluo que tive mais benefícios do que prejuízos.
Em minha segunda gravidez, os blogs já estavam em seu auge. Então fiz um relato muito mais detalhado do que aconteceu. Eu dizia os sintomas que me incomodavam, contava as semanas de gestação, reclamava quando tinha vontade, as vezes contava as reações do Vítor com a chegada da irmã. Exposição excessiva, diriam alguns. Quem me conhece sabe que muitas coisas que aconteceram comigo ficaram de fora do blog, pois eram coisas pessoais. E, mais uma vez, ganhei uma legião de amigas. Pessoas que passaram comigo pelas mesmas sensações da gravidez, do parto, dos primeiros cuidados com o bebê. Pessoas que me entendiam melhor do que os outros pelo simples fato de estarem passando pelas mesmas coisas. Empatia imediata. Com muitas eu aprendi coisas novas, com outras eu passei um pouco da minha experiência anterior, tudo foi se encaixando muito bem.
Bem, eu fiquei tão indignada com o que aconteceu que quase escrevi um livro aqui, ao invés de um post. Mas resumindo, o que eu tenho a dizer é:
- Quer fazer uma matéria sobre seja lá o que for? Seja sincera com o entrevistado. Um pouquinho de ética não faz mal a ninguém e ainda te poupa de possíveis problemas com a justiça no futuro. Se ninguém quiser fazer com você sobre este assunto, paciência. É um dos riscos que você precisa correr - se quiser continuar no lado bom da coisa.
- Há uma grande distãncia entre jogar os filhos aos leões e fazer um blog sobre maternidade. Um pouquinho de pesquisa joga uma boa luz sobre o assunto, não custa ir atrás e fazer um trabalho decente.
E para quem interessar possa: sim, sou MÃE. Sim, sou BLOGUEIRA. Com muito orgulho.
P.S.: Leia também:
O post da Rede Mulher e Mãe sobre o assunto
A matéria da Folha de São Paulo
O post do blog Grávida e Gata
O post do blog Hard Rock Mami
Marcadores:
críticas,
maternidade,
opiniões,
orgulho,
polêmicas,
solidariedade,
valores
terça-feira, dezembro 07, 2010
Especial de fim de ano
Vamos fazer uma brincadeira especial de fim de ano? Que tal me mandar a foto daquele que você considerou o melhor Natal da sua vida, acompanhado de um resuminho?
Então corre lá e manda sua foto para o e-mail tatianalvr@gmail.com até o dia 12/12 (domingo). Não se esqueça de colocar seu nome, cidade e endereço do blog (se tiver) e a história da foto (entre 5 e 10 linhas). Na semana que vem faço um post bem legal divulgando todas as fotos/histórias/dados. Vai ser a confraternização virtual de Natal do Entre Fraldas e Livros!!
Agora vem a melhor parte da história: depois de publicado o post, vou fazer uma enquete e a história mais votada pelos leitores ganhará um presentinho do Entre Fraldas e Livros!
domingo, dezembro 05, 2010
Árvore personalizada
A minha amiga e irmãzinha Aninha Medeiros, do blog A casa que a minha vó queria, lançou uma proposta interessante: fazer árvores de natal diferentes. Na hora eu tive a idéia de fazer enfeites com fotos das pessoas que amamos. Principalmente porque este ano não iremos passar Natal em Juiz de Fora com a minha avó, coisa que faço há anos e anos.
Fiz os enfeites, ficaram uma gracinha. Imprimi, recortei e coloquei linhas, um por um. Eu e Vítor colocamos na nossa árvore de Natal e... não gostei. Não me pergunte o porquê, achei que não aparecia direito, não ficou do jeito que eu tinha imaginado.
O Gustavo já tinha sugerido que fizessemos uma árvore na parede, então foi o que fizemos. Imprimi outros enfeites, recortamos e voilá:
Mas só que eu ainda estava achando meio "xoxo", estava faltando alguma coisa. Mexi tanto em tudo que as fitas perdiam a cola e eu tinha que colocar de novo. Fui dormir ainda insatisfeita. Mas no dia seguinte achei a solução:
Pronto, agora estou satisfeita com a minha árvore familiar! :)
P.S.: Os cartões do Papai Noel eu recebi em uma correspondência do Itaucard e o Vítor correu pra colar lá. E aquela marquinha que aparece dentro da árvore foi evidenciada pelo flash, mas aqui em casa não dá pra ver. Foi da marcação à lápis que eu fiz e apaguei.
Fiz os enfeites, ficaram uma gracinha. Imprimi, recortei e coloquei linhas, um por um. Eu e Vítor colocamos na nossa árvore de Natal e... não gostei. Não me pergunte o porquê, achei que não aparecia direito, não ficou do jeito que eu tinha imaginado.
O Gustavo já tinha sugerido que fizessemos uma árvore na parede, então foi o que fizemos. Imprimi outros enfeites, recortamos e voilá:
![]() |
| Não repara que tem enfeite que não está bem cortado. É que o Vítor foi meu ajudante e eu quis valorizar o trabalho dele, não corrigindo essas coisinhas. |
![]() |
| Assim ficou mais parecido com o jeito que eu estava imaginando. |
![]() |
| Fiz lacinhos e coloquei por toda a árvore. |
![]() |
| Também mudei a disposição das fitinhas laterais. |
P.S.: Os cartões do Papai Noel eu recebi em uma correspondência do Itaucard e o Vítor correu pra colar lá. E aquela marquinha que aparece dentro da árvore foi evidenciada pelo flash, mas aqui em casa não dá pra ver. Foi da marcação à lápis que eu fiz e apaguei.
sexta-feira, dezembro 03, 2010
Momentos felizes
Mesmo quando estamos passando por uma fase muito difícil, os momentos felizes não deixam de existir. Aliás, são eles que nos dão força para continuar, não é? E como pensar nas dificuldades tendo umas fofuras como estas em casa?
P.S.: Eu ando com uma preguiça monstro de postar. Uma semana eu posto sem parar, na outra a vontade vai embora. Então assumo que este post é meio que um "embromation", pra não deixar o blog muito abandonado... :)
P.S.: Eu ando com uma preguiça monstro de postar. Uma semana eu posto sem parar, na outra a vontade vai embora. Então assumo que este post é meio que um "embromation", pra não deixar o blog muito abandonado... :)
Assinar:
Postagens (Atom)










