sábado, julho 09, 2011

blogagem coletiva de esmaltes - inverno - hippie rua



Faz um tempããããão que eu não participo das blogagens da Fernanda Reali. Mas preciso confessar que muitas vezes pintei as unhas, mas blogar no sábado é impossível pra mim. De manhã eu fico com as crianças e cuido um pouquinho da casa. De tarde vou pra Santos pra atividade escoteira. Quando chego, preciso curtir o maridão, não é verdade?

Então, dessa vez, estou usando uma jogada: pintei as unhas na quinta, tirei as fotos na sexta e agendei o post. Pronto! Enquanto vocês tão me lendo aqui, eu tô lá em Santos, acampando com a "minha" Tropa Sênior e com a Tropa Escoteira...rs


Peço desculpas porque a pintura da unha não ficou 100%. É que essa foi uma semana super corrida e, pra variar, eu pintei as unhas, dei um tempo e fui dormir. Ao vivo não aparece tanto, mas a foto realça os defeitinhos. Mas eu queria participar da postagem, foi assim mesmo.



O tema era uma cor que tivesse a ver com o inverno e uma imagem do mesmo tipo. Então, nada melhor do que o Hippie Rua da Impala, com um casaco bem quentinho!!!

sexta-feira, julho 08, 2011

Falando de coisas boas - um lindo quadro das crianças

Pra tirar um pouco o clima de tristeza do blog, vamos falar de coisas boas. Não, não vou falar daquela famosa câmera não! kkkk Vou falar de uma encomenda que eu fiz ao Estúdio Cereja, das minhas amadas amigas Ana Medeiros e Anne Pires e do amado Leonardo Climaco, marido da Ana.

Faz tempo que eu queria transformar uma foto das crianças num quadro. Faz tempo que eu namorava os quadros do Leo. Quando fiquei "acampada" por uma semana na casa deles, fiquei ainda mais apaixonada pelo trabalho que ele faz. Ele é um artista de primeira!

Com o nascimento do Estúdio Cereja, eu tomei coragem e pedi um orçamento. Quando eles me mandaram, não tive dúvidas! Cabia no meu bolso, então pedi logo o meu quadro! E pedi também dois posteres com a mesma pintura, para dar à minha mãe e à minha madrinha. Mas olha, eu não vou ficar aqui fazendo propaganda deles não, porque parece que eu tô puxando o fogo pra minha sardinha. Eu vou é mostrar o trabalho, pra vocês entenderem o motivo pelo qual estou tão animada.

A foto é essa aí embaixo. É a minha favorita, adoro a cara deles, adoro esse céu. Não é lá muito nova, foi tirada em janeiro deste ano, no aniversário do Vítor. Mas eu continuo gostando muito dela.


Agora vejam como ficou o quadro:




E então? Tenho ou não razão para estar feliz da vida?

Você pode ver este e outros trabalhos do Leonardo Climaco no blog dele, clicando aqui.

quinta-feira, julho 07, 2011

O último post da trilogia Sirius - a reação do Vítor



Vamos ao último post da trilogia "Sirius Black"? Eu nunca pensei em escrever três posts sobre o assunto, mas já que a demanda foi grande e eu tenho muito a responder, acho que é uma boa fazer aqui. :)

Ontem eu ainda não tinha contado pro Vítor. Eu sabia que ele lidaria bem com o assunto, iria chorar e ficar triste no momento, mas depois ia se distrair com outras coisas. Nesse ponto, ser criança é muito bom. Mas só o fato de ter que ser eu a portadora da notícia, de ter que vê-lo chorar, doia meu coração.
Dei um tempo pra contar, não fui falando logo de cara não. Esperei que ele viesse me perguntar. Principalmente porque quando ele começa a chorar, a Alice também começa, mesmo que ela não tenha a menor idéia do motivo do choro. E do jeito que eu estava emotiva, ter que consolar o Vítor, fazer a Alice fechar o berreiro e não chorar também... dose, né?

Mas acho que termos chorado e conversado bastante sobre o assunto no dia anterior ajudou muito. Quando ele me perguntou do Sirius, eu o sentei no meu colo e expliquei o que tinha acontecido. Disse que eu estava lá quando aconteceu, que ele não morreu sozinho e que eu tinha conseguido despedir dele e agradecer o quanto ele foi legal pra gente.

Ele ficou com os olhos cheios de lágrimas e a voz embargada, mas não chorou muito. Disse que tinha rezado pra ele não morrer. E eu expliquei que ele tava sofrendo muito, que morrer era um descanso pro Sirius, que ele ia parar de sofrer. Mas ele disse: eu tava rezando pra ele ficar bom e parar de sofrer, não morrer. Aí expliquei que nem sempre o que a gente quer é o melhor.

E emendei logo na história do céu dos cães, de como tudo lá é muito legal, de como eles esperam por nós, de como eles ficam felizes lá. Aproveitei também a idéia da minha amiga Ligi, de fazer uma homenagem e fiz a proposta pra ele. A princípio ele ficou meio indeciso, me pedindo sugestões. E eu falei umas 3 ou 4 coisas diferentes, então ele escolheu fazer um desenho e ficou lá, mais de meia hora caprichando. 

Foi um desenho muito  lindo! Ele fez o céu dos cães, com um lindo gramado verde e vários cachorros correndo (até umas linhas atrás dos cachorrinhos, pra dizer que estavam correndo...rs), céu azul e sol brilhando. E numa nuvem ele escreveu: De: Vítor Para: Sirius. Eu ia fotografar e colocar aqui no post, mas como estou no trabalho, não deu tempo. Está colado na porta do guarda roupa dele.

Logo depois ele se distraiu com outra coisa e era o mesmo Vítor de sempre. De vez em quando ele vinha me perguntar alguma coisa, como por exemplo que estava triste por não ter comprado o casaco preto escrito "Segurança", se a gente podia comprar o dia que tivesse outro cachorro. Mas depois de respondida a pergunta, ele ia embora brincar de novo.

Na hora de dormir, ele me disse que ia rezar pra Deus receber bem o Sirius lá no céu. E eu concordei e falei que era isso mesmo, que isso era uma ótima coisa a se fazer. E pronto, nossa vida continua...

quarta-feira, julho 06, 2011

O dia de dar adeus a um pequeno amigo canino

O dia em que adotamos o Sirius, foto tirada na feira

É, amigos. Infelizmente, hoje de manhã o meu pequeno Sirius Black nos deu adeus. Agradeço a todos vocês que leram e comentaram. Aqui, no twitter e no facebook. A força de vocês foi essencial pra que eu tivesse ânimo pra aguentar todo o processo. Porque a gente sabe que dá conta, mas fraqueja e as vezes duvida se vai conseguir mesmo. Mas se temos amigos como vocês, a gente busca força do fim do mundo pra continuar. Eu tenho até vergonha porque não consegui responder um por um, principalmente no twitter. Mas foi tudo tão conturbado hoje que realmente não deu. Vou contar o que aconteceu.

Ontem a noite consegui que a ONG que fez a adoção pra gente, ficasse com o Sirius pra fazer o tratamento dele. Porque nesses dois dias gastei mais de R$ 500,00 com ele, só Deus sabe quanto mais ainda iria gastar. E eu realmente não tenho de onde tirar esse dinheiro, não é má vontade. Quem acompanhou nossa trajetória sabe que ainda estamos engatinhando no nosso recomeço, ainda estamos vivendo totalmente sem luxos. Mas estamos felizes por poder recomeçar.

Foto mal tirada de webcam, eu e ele acompanhando o facebook :)
Mas voltando ao assunto, conseguimos o tratamento. Só que teria que levá-lo de manhã, mas no fim da noite (depois que publiquei o post) ele voltou a piorar. Teve mais episódios de epilepsia, voltou a não se alimentar, voltou a ficar fraco e hipotermico. Resultado: precisei interná-lo num hospital veterinário 24 horas. E lá a veterinária foi muito clara: não sabia se ele resistiria a aquela noite. Saímos de lá muito tristes e, pela primeira vez, a ficha do Vítor caiu. Ele chorava e dizia: mãe, meu amigo vai morrer? Dá pra imaginar meu coração como ficou? Pois é...

Chegando em casa conversei muito com ele. Expliquei que o Sirius estava sofrendo muito, que as vezes era melhor ele descansar do que ficar passando pelo que estava passando. Que se ele morresse, ele iria pro céu dos cachorros, que era um lugar muito legal pros cachorrinhos, super divertido. E o Gustavo ajudou dizendo que, como nenhum cachorro é mau, todos vão pro céu e que lá tem tudo o que eles mais gostam. (Aliás, a Calu me mandou uma história linda, a do arco-íris, leiam aqui)

Você resistiria a esse olhar pidão? :)
Hoje pela manhã eu iria levá-lo para a clínica indicada pela ONG. Então, liguei para o hospital e avisei que iria buscá-lo. No início da madrugada eu tinha falado com a veterinária, que tinha me avisado que o exame de sangue tinha indicado que ele estava profundamente anêmico, que talvez precisasse de transfusão e que tinham encontrado um vírus, não se sabia qual. Mas que ele estava estável, apesar de "caidinho". Ao chegar lá me avisaram que ele tinha apresentado vários episódios de epilepsia, mas que os medicamentos tinham estabilizado a situação. E que estava preparado para ir comigo.

Entrei na salinha, ele estava deitadinho na gaiola. Falei com ele e logo depois a veterinária diz: opa, ele está ficando com a respiração muito fraquinha! E logo depois: ele parou de respirar! Aí fizeram ressuscitação cardíaca e respiratória, por um tempo que eu não sei dizer qual foi. Pra mim foi uma eternidade! Fui pra um canto, chorando silenciosamente, pra não ficar no caminho e não atrapalhar o trabalho deles.

Enfim ele retornou. E ela me disse: ele voltou, mas provavelmente vai parar de novo. Eu posso fazer esse procedimento, mas você precisa me dizer até quando você quer que eu faça. Aí eu pedi pra que ela não fizesse novamente. Na verdade, eu queria ter parado da primeira vez, mas não quis interferir no trabalho dela. Acho isso tão invasivo, demais! Ele estava cansado, debilitado, precisando descansar! Não queria que ele sofresse mais! Eu disse a ela que não gostaria que fizessem isso nem comigo, não queria que fizessem com ele também. E perguntei se eu poderia me despedir dele. Ela mais do que prontamente me deixou a sós com meu pequeno pretinho.

Eu falei pra ele: "Oi meu amor, mamãe tá aqui. Você foi um amigo maravilhoso, um companheiro maravilhoso pra gente. Te amamos muito. Agora você pode descansar, que está tudo bem, eu estou aqui do seu lado. Descansa que a mamãe tá aqui". E ele morreu... 

Isso aconteceu há mais de 7 horas eu ainda choro ao escrever. Porque eu tenho a nítida impressão de que ele estava me esperando...

Lindo demais, sem comentários!

O Vítor ainda não sabe. Deixei pra contar quando ele chegasse da escola, achei melhor assim. Sei que ele vai chorar, vai ficar triste, mas vai superar. Crianças têm uma capacidade maravilhosa de superar essas coisas. Também sei que ele precisa aprender a lidar com esse tipo de coisa, faz parte da vida. Mas eu sou mãe, né gente? Sou de carne e osso, mas tenho coração e sentimentos. Só de pensar na hora de contar isso pra ele eu já me arrepio toda. Eu sei que vou me sair bem, mas mesmo assim gostaria de nunca ter que fazer isso.

Mais uma vez muito obrigada por toda a força que vocês me deram. Parece algo tão simples, um cachorrinho que morreu. Mas esses bichinhos entram na nossa vida de uma forma inexplicável, alteram nossas rotinas, aquecem nossos corações. Principalmente pra quem, como eu, era a principal responsável por ele. E vocês foram de uma compreensão inimaginável! Muito obrigada!

Depois que passar o meu luto eu vou sim procurar um novo amigo pra gente. Mas agora, por causa da suspeita do vírus (que pode ser de cinomose), teremos que procurar um mais velho. Aliás, acho até melhor, pois estará menos vulnerável e mais resistente. Mas esse é um próximo passo, pra um futuro. Não muito distante, mas futuro...

terça-feira, julho 05, 2011

O susto que o Sirius nos deu

Foto do Sirius Black uma semana após ter chegado lá em casa, cerca de um mês atrás
Eu nem consegui passar aqui pra contar que temos um novo amigo em casa, o cãozinho Sirius Black, de 3 meses, lindo vira lata vindo de uma feira de adoções. E agora, que ia contar isso, acabo vindo contar que ontem passei por uma situação completamente nova (e aterradora) pra mim: ver meu cachorro a beira da morte.

Eu normalmente arrumo as crianças e coloco na van escolar. Aí vou arrumar a casa, colocar umas roupas pra lavar, fazer algo que precise, tomo banho, dou ração e água pro Sirius, abro a porta pra ele ir pro quintal (não deixo que ele fique solto a noite ainda) e vou pro trabalho. Mas ontem era meu dia de postar no blog da Mulher e Mãe e lá no escritório tem estado bem barulhento ultimamente, o que me tira a concentração. Então eu resolvi fazer o post em casa, publicar, divulgar no twitter e só depois ir pro trabalho.

No dia anterior o Sirius teve diarréia e estava meio xoxinho. Eu até tinha pensado que se ele continuasse molenga assim eu ia levá-lo ao veterinário de novo. E ainda pensei: ele ainda está com vermes. E de manhã cedinho ele ainda estava meio xoxo. Quando eu terminei de fazer o post e a divulgação, me arrumei pra sair e fui dar uma última olhada nele. E tive o maior susto do mundo: ele estava caído embaixo do tanque, com os olhos estatelados, imóvel. Desesperei e pensei: ai meu Deus, ele morreu!! Olhei direito e vi o peito dele mexendo. Corri e puxei meu pequeno, ele tinha feito cocô e caído em cima, coitado. Comecei a limpar, mas parei na hora, era melhor socorrer imediatamente. Corri feito louca, peguei uma toalha, enrolei o bichinho, coloquei no carro e vooei pro veterinário.

Ele estava em choque. Foram duas horas pra reanimá-lo, com soro aquecido, bolsas de água quente e secador em cima. Achar a veia dele foi uma novela, de tão desidratado que ele estava! E a gente se perguntando se tinha sido veneno ou vermes, nunca me senti tão culpada na vida, eu devia ter olhado melhor se não tinha mesmo nenhum resquício de veneno de rato antes de trazê-lo pra casa e tal. Mas no fim não foi veneno. Com o resultado do exame de fezes que recebemos hoje, ele está com um "primo" da giárdia, que a vet me falou o nome mas meu cérebro cansado não registrou. Pra mim basta saber que é um protozoário e que estamos fazendo o tratamento correto.

Enfim, ele passou o dia todo no vet e quase precisou ser internado, principalmente pq convulsionou no início da noite. Mas graças a Deus estabilizou e não precisou, pode passar a noite em casa (eu levantando pra dar remédios de madrugada e verificar se continuava tudo bem). Eu fiquei com tanto medo dele passar frio de noite que enchi a cama dele de bolsas quentes (tudo improvisado: garrafas pet, luvas descartáveis, balões, etc), acho até que ele sentiu calor. Mas como ontem fez muito frio (algo em torno de 6º), melhor sentir calor mesmo.

E aí vem a parte que eu quero mais compartilhar com vocês, porque eu realmente não sabia disso. O que aconteceu com ele foi que ele tinha uma grande quantidade de vermes (já veio assim quando eu o adotei). Quando eu o levei ao vet e ela me passou uma dose leve de vermífugo, para ser dado em 3 dias, deixar passar 10 dias e dar por 3 dias novamente. Quando eu terminei de dar essa segunda dose, os vermes morreram. E quando eles morrem, liberam uma grande quantidade de toxinas e isso é capaz de matar um filhote. Algo do tipo "ruim com eles, pior sem eles". Eu não sabia disso e fiquei muito chocada em saber!

Agora o meu filho peludo está passando o dia na vet e indo dormir em casa. Não confiei deixá-lo sozinho em casa, sem um olhar atento pra ver como ele está. Está melhorando devagarzinho, o que é normal pra um bichinho de 3 meses que quase entrou em coma. Mas ficou com sequelas neurológicas, que ainda não sabemos quais são. A boa notícia é que como ele é bem jovem, com as medicações certas essas sequelas podem regredir bastante.

Se Deus quiser, ele vai ficar bom logo logo e voltar a roubar minhas meias pra roer na cama dele...